Demissão humanizada existe? Saiba como lidar com o desligamento da empresa

01/09/2023 15:49

(0) (0) (0) (0) Visualizações: 7855

Uma demissão nunca é uma situação boa, nem para o líder que demite o funcionário, nem para o colaborador que é demitido. Ainda que o funcionário espere por uma demissão, a hora do desligamento costuma ser envolto de uma série de emoções distintas.

Segundo o professor de Gestão de Pessoas da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Marcelo Treff, a demissão nunca é um processo simples. "Nós latinos temos dificuldades em romper vínculos e receio de estremecer relacionamentos, porque a decisão pode ser encarada como pessoal. Além disso, em tempos de altas taxas de desemprego e aumento do endividamento das famílias, as pessoas tendem a temer mais pelo futuro quando perdem o emprego", afirma.
 

DEMISSÃO HUMANIZADA EXISTE?
 

Na opinião do especialista, trata-se de uma tentativa das organizações ou dos gestores de amenizar o processo demissional, o que nem sempre funciona porque não existe padrão. Grandes Empresas costumavam investir na recolocação (outplacement) das pessoas que estavam sendo demitidas, como uma forma de agradecimento aos serviços prestados. No entanto, geralmente essa recolocação acontecia para cargos executivos, de gerência média para cima.
 

COMO DEMITIR COM EMPATIA?
 

Para o líder que está na posição de demitir um funcionário, Treff diz que é de bom tom que a organização ou o gestor justifique a demissão, mesmo aquelas sem justa causa.
 

"A melhor forma é se preparar e ser transparente, pois ficar arrumando desculpas só piora a situação. Seja por baixo desempenho, problemas de inter-relacionamento pessoal ou redução de custos, é importante se cercar de informações ou evidências para justificar a decisão", recomenda.
 

COMO LIDAR COM A DEMISSÃO?
 

Para quem passou pela perda do emprego, o professor universitário recomenda que a pessoa demitida encare o processo como rompimento de um vínculo que, como diz a legislação, "é por tempo determinado".
 

"Embora algumas reações possam ser diagnosticadas antecipadamente, é difícil prever como as pessoas vão encarar o processo. Isto porque, às vezes, é o que o colaborador espera. No entanto, na maioria dos casos, as pessoas tendem a ser surpreendidas. Por fim, sugiro que a pessoa não se desespere e comece a pensar em alternativas junto à sua rede de contatos", acrescenta.
 

O especialista
 

Marcelo Treff é professor de Gestão de Pessoas da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP). Doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP e Mestre em Administração de Empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua com os seguintes temas: Gestão da Carreira, Gestão de Competências, Gestão de Pessoas e Comportamento Organizacional.

Fonte: Redação com assessoria

Foto: fauxels /Pexels 

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.