Você já ouviu falar em positividade tóxica? Conheça os perigos do excesso de pensamentos positivos

04/07/2022 15:03

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Quem nunca ouviu aquelas famosas frases "...Mas veja o lado positivo", "Você atrai o que você pensa"? O pensamento positivo é benéfico à saúde mental, no entanto, quando torna-se uma obsessão acaba prejudicando o convívio social.

O que é positividade tóxica?

A positividade tóxica é a exaltação obsessiva de pensamentos positivos, esforçando-se para reprimir outros sentimentos pela crença de que eles não são benéficos.

Essa atitude pode ser perigosa, pois invalida diversas emoções importantes para o desenvolvimento humano em prol de uma suposta positividade, negando qualquer outra emoção que não se encaixe na caixinha da felicidade eterna.

Efeitos da positividade tóxica

De acordo com o PhD neurocientista, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, o pensamento positivo obsessivo pode influenciar tanto a evolução pessoal, quanto a coletiva.

"A felicidade sem dúvidas é um sentimento a ser estimulado, sua ação no cérebro libera neurotransmissores que geram satisfação e são benéficos ao bem estar mental, no entanto, não se deve repelir todas as outras emoções em prol de uma alegria infinita".

"Todas as emoções, até mesmo as mais desagradáveis, são importantes para o desenvolvimento individual e foram essenciais para a evolução da humanidade, o medo por exemplo, evitava que nossos antepassados comessem ervas venenosas e enfrentassem animais selvagens  sem preparo, caso essa emoção fosse invalidada em nome de "vai dar tudo certo, pense positivo", todo a análise de um panorama, levando em conta os riscos  e o planejamento adequado estariam prejudicados" Explica.

"Precisamos lidar com experiências difíceis e dolorosas, pois elas colaboram para o desenvolvimento da inteligência emocional, o segredo é aprender a lidar com os sentimentos, não ignorá-los" Afirma o Dr. Fabiano.

 

 

 

 

Sobre Dr. Fabiano de Abreu

 

Dr. Fabiano de Abreu Agrela, é um PhD em neurociências, mestre em psicologia, licenciado em biologia e história; também tecnólogo em antropologia com várias formações nacionais e internacionais em neurociências. É diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH), Cientista no Hospital Universitário Martin Dockweiler, Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, Membro ativo da Redilat - La Red de Investigadores Latino-americanos, do comitê científico da Ciência Latina, da Society for Neuroscience, maior sociedade de neurociências do mundo nos Estados Unidos e professor nas universidades; de medicina da UDABOL na Bolívia, Escuela Europea de Negócios na Espanha, FABIC do Brasil, investigador cientista na Universidad Santander de México e membro-sócio da APBE - Associação Portuguesa de Biologia Evolutiva.

 

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