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CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3): minério puxa resultado e executivos veem avanço da siderurgia no resto do ano

Recuo do preço do minério, carvão e coque devem impulsionar ganhos da companhia a partir do segundo semestre

InfoMoney, 04/05/2023
04/05/2023 13:00
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CSN (CSNA3) e a CSN Mineração (CMIN3) divulgaram, nesta quarta-feira (4), seus resultados do primeiro trimestre, que foram considerados sólidos – ainda que não muito empolgantes – pelos analistas. De forma geral, os o braço de minério compensou o desempenho mais fraco do de siderurgia – mas os executivos afirmam que o cenário para este último deve mudar até o final do ano.

“A CSN reportou um Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês] ajustado no primeiro trimestre de R$ 3,2 bilhões, em linha com consenso e com nossas estimativas. No geral, os resultados trimestralmente mais fortes em sua divisão de mineração compensaram os resultados mais fracos das divisões de Siderurgia e Cimento”, diz a equipe de analistas do Santander, chefiada por Rafael Barcellos.

Os preços do minério mais altos em 34%, com media de US$ 125,5 a tonelada, fizeram o Ebitda da CSN Mineração avançar 13% na comparação trimestral, a despeito dos menores volumes vendidos por conta da chuva e de problemas em uma linha de trem da MRS – a companhia vendeu 8,6 milhões de toneladas, ante 9,7 milhões no quarto trimestre.

O Morgan Stanley e o Credit Suisse, quanto ao braço de mineração, atentaram que a companhia teve um custo caixa (C1) maior do que o esperado.

“A unidade apresentou receita líquida de R$ 4,1 bilhões, em linha com nosso consenso, e um aumento de Ebitda de 13,8% no trimestre, para R$ 2,02 bilhões. Apesar dos preços realizados mais altos, os custos caixa C1 ficaram acima de nossa estimativa de US$ 22 por tonelada, a US$ 22,9”, diz a instituição suíça.

Segundo a própria companhia, os gastos maiores são explicados pelo maior volume de compra de minério de terceiros, além da menor diluição, uma vez que menores volumes foram negociados.

No segmento de metal, a opinião dos especialistas é que os resultados foram pouco empolgantes, mesmo com o recuo de alguns custos com matéria prima, como com carvão e com coque.

A divisão registrou uma receita de R$ 5,7 bilhões, queda de 5% no trimestre e 27% no ano, e um Ebitda de R$ 754 milhões, queda de 9% no trimestre e 63% no ano.

“As vendas domésticas de aço atingiram 644 mil toneladas, com queda de 13% no trimestre e 15% no ano, enquanto embarques totais atingiram 1,03 milhão, alta de 2,5% trimestralmente mas com queda de 11% no ano. A receita líquida na base trimestral no mercado doméstico permaneceu estável, mas os preços médios no mercado externo caíram 19% sequencialmente”, diz o Credit. “Isso, combinado com um mix desfavorável (importações mais altas) causou queda na receita, apesar de melhores volumes”.

O Itaú BBA lembra ainda que os custos da divisão com placas aumentaram 6% na base trimestral, por conta da alta do minério de ferro e da menor diluição.

Por fim, no braço de cimento, com Ebitda de R$ 222 milhões, a percepção foi de volumes maiores  do que o esperado, com alta de 13% no trimestre.

“Os resultados da CSN ficaram em linha com nossas expectativas, já que resultados mais fortes do que o esperado em cimento (impulsionados por volumes e desempenho de custos mais fortes) foram compensados por resultados ligeiramente mais fracos no minério de ferro (impulsionado por custos mais altos) e aço (impulsionado por realização de preço mais fraca). A geração de fluxo de caixa foi fraca, com a alavancagem subindo novamente”, diz o Bradesco BBI.

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