Internacional

Desvio de petróleo russo após sanções da UE deve ampliar obstáculos ao transporte

Reuters, 26/09/2022
26/09/2022 12:46
Visualizações: 1483

Os mercados de petróleo estão se preparando para a maior mudança nos fluxos comerciais globais de todos os tempos, já que quase 3 milhões de barris por dia de petróleo e derivados russos terão que ser desviados para mercados fora da Europa e de economias avançadas quando as sanções da União Europeia entrarem em vigor nos próximos meses, disseram executivos da Vitol.

A União Europeia vai proibir as importações de petróleo russo em 5 de dezembro e derivados em 5 de fevereiro, privando a Rússia das receitas do petróleo e forçando um dos maiores produtores e exportadores do mundo a buscar mercados alternativos.

As nações do Grupo dos Sete, lideradas pelos Estados Unidos, planejam manter o petróleo russo acessível e minimizar as interrupções no fornecimento que podem causar o aumento das cotações impondo um teto de preço às exportações russas.

O CEO da Vitol, Russell Hardy, disse que o petróleo russo seria redirecionado para a Ásia e o Oriente Médio, enquanto a produção asiática seria exportada para a Europa, como resultado das mudanças nos fluxos comerciais.

No entanto, cerca de 2 milhões de barris por dia (bpd) de petróleo russo e 1 milhão de bpd de derivados terão que ser encaminhados para outro lugar, sobrecarregando o setor de transporte, disse o chefe global de pesquisa da Vitol, Giovanni Serio, durante a conferência APPEC 2022.

A viagem média para as exportações de petróleo russo para a Europa é de cerca de sete dias e, se a exportação chegar à Ásia, será três vezes mais longa, com 21 dias, disse ele.

Isso corresponde a um aumento de quase 3% na atividade de transporte medido em toneladas-milhas, disse ele.

Um dos principais desafios enfrentados pelas tradings será a escassez de navios Aframax menores, necessários para carregar petróleo dos portos russos, disse Serio.

Os gargalos são agravados pelas sanções que afetam as companhias de navegação europeias, seguradoras e prestadores de serviços financeiros, impedindo-os de se envolverem no comércio de petróleo russo para outras regiões, acrescentou.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Mato Grosso
Além do agro, Sinop amplia espaço para serviços e novos ...
26/10/26
Pré-Sal
PPSA realiza 10º Leilão Spot na próxima quarta-feira
26/10/26
Etanol
IA ajuda Raízen a antecipar riscos e combater incêndios ...
23/10/26
Descomissionamento
Painel dinâmico traz novas funcionalidades sobre ativida...
23/10/26
ANP
Encontro Nacional do PRH-ANP reúne 414 participantes com...
23/10/26
Gás Natural
Leilão da PPSA traz competitividade à indústria nacional
22/10/26
Firjan
Boletim Rio Exporta destaca que estado do Rio obtém cres...
21/10/26
Refino
Acelen assume naming rights e amplia presença da marca n...
21/10/26
Gás Natural
ANP adia audiência pública sobre o Gas Release para 19/11
21/10/26
Gás Natural
1º Leilão de Gás Natural da União tem 36 empresas habili...
20/10/26
BPC 2026
Eficiência, inovação e regulação dominam os debates hoje
20/10/26
ANP
Seminário da ANP debate desempenho da indústria de petró...
20/10/26
Biometano
White Martins amplia atuação em soluções energéticas com...
20/10/26
Pré-Sal
P-82 inicia viagem rumo ao Brasil
20/10/26
BPC 2026
Segurança energética e a nova onda da exploração
19/10/26
Evento
Brazilian Petroleum Conference (BPC 2026) começa na segu...
19/10/26
iBEM27
Terceiro encontro internacional de energia abre calendár...
19/10/26
Resultado
Produção de petróleo da União marca 313 mil barris por d...
19/10/26
Biometano
Necta destaca avanço do biometano em São Paulo durante a...
19/10/26
Fiscalização
ANP e Senacon fiscalizam mercado de combustíveis para co...
16/10/26
Energia Nuclear
Relatório global aponta que apoio à energia nuclear supe...
16/10/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25