Internacional

Petróleo: Embargo na Europa e reabertura chinesa devem mudar cadeira de logística

Investing.com, 01/05/2022
01/06/2022 13:54
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Os preços do petróleo voltaram a subir, com o mercado esperando mais restrições do lado da oferta ao mesmo tempo que a demanda tende a aumentar. A expectativa de é que haja uma reorganização da cadeia de suprimentos, que deve elevar os custos comerciais até que o mercado se equilibre novamente, ainda em um patamar de preços elevados.

Às 14h55, o petróleo Brent subia 1,13%, a US$ 116,91 o barril, enquanto o Petróleo WTI avançava 0,87%, a US$ 115,67.

"O embargo da Europa e a reabertura parcial da China estão alimentando os temores de oferta e elevando os preços do petróleo", analisa a Julius Baer em relatório divulgado nesta quarta-feira, 01. Esse cenário indica uma escassez mais duradoura no mercado de petróleo. A expectativa é que a crescente produção no Oriente Médio e nos EUA deve reequilibrar o mercado de petróleo apenas no final deste ano ou no próximo ano, segundo o documento.

Nesta semana, a China anunciou a flexibilização do lockdown que vinha acontecendo em Xangai nos últimos meses. O país asiático se mantém firme na sua política de Zero Covid, o que restringe a locomoção e a economia de centros urbanos relevantes. Com o controle do vírus e retorno das atividades, é esperado que a demanda por petróleo na região volte a subir no curto prazo.

Além disso, um pouco mais para o ocidente, a União Europeia endureceu as suas sanções contra a Rússia, por causa da guerra na Ucrânia, e decidiu interromper a importação de petróleo do país. Um porta-voz da Comissão da UE disse que a proibição do petróleo bruto russo será implementada nos próximos seis meses, enquanto a proibição de produtos refinados será implementada em mais de oito meses. Apenas as entregas de petróleo através do oleoduto Druzhba estão temporariamente isentas.

"Quando o embargo entrar em vigor, 97% da capacidade de refino na Europa será proibida de comprar petróleo russo e menos de 10% das exportações russas normais continuarão a fluir para a UE", explica o UBS em relatório sobre o assunto.

O relatório da Julius Baer explica que esse embargo deve acelerar mudanças na logística do óleo, com a UE buscando por fornecedores alternativos. Ao mesmo tempo, a Rússia está destinando a sua produção para países asiáticos, obrigando quee seus navios façam viagens mais longas para chegar ao destino final.

"Esse redirecionamento na cadeia de suprimentos, é claro, cria atritos, como a formação de novos laços comerciais, viagens mais longas ou transferências de navio para navio em alto mar, o que causa algumas perdas de suprimento e aumenta os custos comerciais", avalia a Julius Baer.

Esse cenário, por si só, já faz com que o preço do petróleo comece a subir. Mas para Julius Baer, também é preciso levar em conta que o mercado está trabalhando mais com percepções do que com informações concretas.

"Vemos como as compras europeias estão, em parte, drenando o armazenamento de petróleo dos EUA, mas não vemos se as chegadas de petróleo russo estão aumentando os estoques na Ásia devido à falta de dados", explica o banco suíço.

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