Internacional

Petróleo fecha em alta, com temores de recessão e furacão no radar

E-Investidor, 28/09/2022
28/09/2022 07:04
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Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta terça-feira, à medida que os ativos de riscos, como a commodity, tentam se recuperar das robustas perdas recentes, em meio aos temores de recessão. Além disso, o mercado monitora a interrupção na produção de óleo no Golfo do México, como medida de segurança diante do furacão Ian.

O contrato do petróleo WTI para novembro fechou em alta de 2,33% (US$ 1,79), a US$ 78,50 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro subiu 2,43% (US$ 2,01), a US$ 84,87 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

De acordo com Bureau of Safety and Environmental Enforcement dos Estados Unidos, cerca de 11% da produção de petróleo offshore no Golfo do México, equivalente a cerca de 190 mil barris por dia, foi interrompida quando as empresas petrolíferas fecharam as instalações por segurança antes do furacão Ian, diz o do governo. O órgão diz que cerca de 8,6% da produção de gás natural offshore também foi interrompida.

De acordo com Edward Moya, da Oanda, os preços do petróleo estão tentando se estabilizar ao lado dos ativos mais arriscados, à medida que a recessão global impulsionada pelo medo está lentamente sendo precificada. "O lado da oferta manterá este mercado de petróleo apertado, pois a Opep+ provavelmente começará a reduzir a produção, os estoques globais estão baixos e o suporte de longo prazo virá da falta de investimento em novos poços", analisa. "As previsões do petróleo para preços muito mais altos estão sendo cortadas, pois ninguém antecipou esse último movimento do dólar", pondera.

Os preços do gás natural na Europadispararam nesta terça-feira após a detecção de vazamentos em tubulações do gasoduto Nord Stream utilizados para transportar a commodity da Rússia para a Alemanha. Nesta manhã, os chamados contratos futuros TTF de gás da Holanda saltaram mais de 8%, a 208,44 euros por megawatt/hora.

O Julius Baer acredita as tendências de inflação nos EUA e os riscos de energia na Europa estão superestimados. "Portanto, vemos as economias passando por um período de estagnação pronunciada, em vez de entrarem em recessão. As commodities passam por uma fase de choques extremos, sugerindo uma recuperação temporária e não duradoura dos preços", destacou.

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