Internacional
E-Investidor, 07/04/2022
Os contratos futuros de petróleo registraram baixa acentuada, nesta quarta-feira. A commodity chegou a subir cedo, com desdobramentos da guerra na Ucrânia e sanções contra a Rússia no radar, mas perdeu fôlego após relatos de que os países da Agência Internacional de Energia (AIE) liberarão 120 milhões de barris de petróleo de suas reservas para conter os preços. Um dado ruim da China reforçou cautela sobre eventuais riscos à demanda, enquanto no câmbio o dólar+1,19% se fortaleceu, o que contribui para deixar o óleo pressionado.
O petróleo WTI para maio terminou em queda de 5,62% (-US$ 5,73), em US$ 96,23 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho recuou 5,22% (-US$ 5,57), a US$ 101,07 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).
Os desdobramentos do conflito na Ucrânia seguiam em foco. O Tesouro americano e o Reino Unido anunciaram novas sanções contra a Rússia, em meio a acusações de crime de guerra. Ainda pela manhã, porém, houve perda de fôlego após a Bloomberg reportar com fontes que a liberação de estoques dos membros da AIE será de 120 milhões de barris. A AIE anunciou na semana passada que dará esse passo, mas ainda deve publicar detalhes da medida na semana atual.
Também no noticiário do setor, os estoques de petróleo dos EUA avançaram 2,421 milhões de barris na semana, segundo o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), contrariando a previsão de queda de 1,6 milhão de barris. Houve alta na produção média diária na semana no país.
Ainda na agenda de indicadores do dia, a S&P Global anunciou mais cedo que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da China recuou de 50,1 em fevereiro a 43,9 em março. A queda foi puxada pelo avanço dos casos de covid-19 e os consequentes lockdowns, como o que ocorre em Xangai, para conter o vírus.
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