Setor Naval
Redação TN Petróleo/Assessoria Navalshore
Durante muitos anos, acompanhei de perto os momentos de crescimento e também as dificuldades da indústria naval brasileira. Foram fases em que vimos estaleiros cheios, empregos sendo criados e a economia girando. Depois vieram os períodos de retração, quando milhares de trabalhadores perderam espaço e muitas empresas fecharam as portas.
Hoje, felizmente, voltamos a enxergar um cenário diferente. A indústria naval brasileira está novamente em expansão. Só neste ano, Petrobras e Transpetro já anunciaram R$ 13,8 bilhões em contratos para a construção de 45 embarcações. Parece um assunto distante para quem não trabalha no setor, mas não é.
Cada navio construído movimenta uma enorme cadeia produtiva. São engenheiros, soldadores, eletricistas, pintores, técnicos, profissionais de logística, transportadoras, fabricantes de equipamentos, hotéis, restaurantes e dezenas de outros serviços beneficiados. Quando a indústria naval cresce, ela gera emprego, renda e oportunidades para milhares de famílias.
O Rio de Janeiro conhece bem essa realidade. Grande parte dessa atividade acontece no nosso estado, que concentra empresas, estaleiros, fornecedores e profissionais altamente qualificados. Quando o setor reage, a economia local também sente os efeitos positivos.
É exatamente esse novo momento que teremos a oportunidade de acompanhar na Navalshore 2026, que chega à sua 20ª edição entre os dias 18 e 20 de agosto, no Expo Rio Cidade Nova. Tenho o privilégio de estar à frente desse evento desde sua criação. Nestes 20 anos, vi a feira crescer junto com a indústria. Quando o mercado avançava, a Navalshore crescia. Quando o setor enfrentava dificuldades, a feira também precisou se reinventar. Por isso, celebrar duas décadas justamente neste momento de retomada tem um significado muito especial.
Esta será a maior edição da nossa história. A feira cresceu 13% em área de exposição, reunirá cerca de 180 expositores, mais de 650 marcas nacionais e internacionais e deverá receber aproximadamente 20 mil visitantes. Mais do que números, isso demonstra a confiança de um mercado que voltou a investir no Brasil.
A Navalshore é um espaço de negócios, mas também de conhecimento. Durante três dias, empresas, especialistas e representantes do poder público vão discutir inovação, sustentabilidade, novas tecnologias e os caminhos para tornar nossa indústria ainda mais competitiva.
Tenho convicção de que a retomada da indústria naval vai muito além da construção de embarcações. Ela representa mais empregos, mais desenvolvimento e mais oportunidades para o país.
Depois de 20 anos acompanhando essa história de perto, posso dizer que é muito bom voltar a falar de crescimento. E, principalmente, voltar a acreditar no potencial de um setor que sempre foi estratégico para o Brasil.
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