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<P>O patamar já foi alcançado no primeiro semestre, impulsionados por pedidos vindos de empresas de papel e celulose, gás e química. A Petrobras deve liberar até o fim do ano as verbas para investimentos que deveriam ser iniciados ainda na primeira metade do ano, afirmou Ricardo Hirschbruch, di...
Valor Econômico(Patrícia Nakamura)O patamar já foi alcançado no primeiro semestre, impulsionados por pedidos vindos de empresas de papel e celulose, gás e química. A Petrobras deve liberar até o fim do ano as verbas para investimentos que deveriam ser iniciados ainda na primeira metade do ano, afirmou Ricardo Hirschbruch, diretor de automação de processos da ABB para Brasil e América do Sul.
No fim de junho a empresa conquistou contrato de US$ 50 milhões para fornecer eletrificação, sistemas de automação e de controle de qualidade para a nova unidade que a Klabin está construindo no Paraná. De acordo com o o executivo da ABB, os atuais contratos em carteira serão atendidos até o fim do ano que vem. A empresa também aposta no reaquecimento dos investimentos em modernização de outros segmentos industriais para manter a trajetória de crescimento no ano que vem. Segundo estimativas do setor, 50% dos investimentos anuais das indústrias são voltados para modernização e automação.
O diretor da ABB afirma que o segmento de automação ainda sofre pouca concorrência chinesa no país, mas o assédio ao mercado local já começa a incomodar. De uns tempos para cá os clientes começaram a usar orçamentos de empresas chinesas como base para negociação. Mas na maioria das vezes a competição se restringe a equipamentos mecânicos, pois a China ainda não tem tradição em automação. Para se manter competitiva, a ABB traz para o Brasil equipamentos produzidos em suas fábricas do leste europeu e da própria China (onde as plataformas de produção são competitivas). O Brasil deixou de ser considerado de baixo custo de produção, por conta da valorização do real em relação ao dólar, afirmou o executivo.
A subsidiária brasileira não informou os valores de sua carteira. No ano passado, a ABB faturou R$ 1 bilhão no Brasil. Mundialmente, a empresa teve receitas de US$ 23,5 bilhões. O segmento de automação responde por cerca de 50% do faturamento; o restante vem da área de energia.
Fonte: Valor Econômico(Patrícia Nakamura)
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