Negócios

Ações da Petrobras sobem mais de 5% após resultado do leilão

Petrobras terá 40% de participação em Libra.

O Globo
21/10/2013 17:00
Visualizações: 1225

 

As ações da Petrobras sobem mais de 5% após o resultado do leilão de Libra. Os papéis ON se valorizam 5,51% a R$ 17,79 e as ações PN têm alta de 5,46% a R$ 18,92. O consórcio vencedor é formado pela Petrobras, com 40% de participação, de duas estatais chinesas CNOOC e CNPC, com 10% cada, e a entrada da inglesa Shell (20%) e da francesa Total (20%).
O leilão teve a participação de apenas um consórcio, que levou o campo de Libra pelo valor mínimo de R$ 15 bilhões. Do petróleo extraído, pelo menos 41,65% será da União, o percentual mínimo exigido.
Para o estrategista da corretora Futura, o resultado veio em linha com a expectativa do mercado, por isso as ações da Petrobras reagiram positivamente.
"A participação da Petrobras no consórcio ficou dentro do esperado, que era entre 30% e 40%. Também foi positiva a entrada da Shell e da Total no consórcio, que são duas empresas de peso e terão participação de 40%, maior do que as chinesas, que juntas terão 20%. Um dos pontos positivos foi que 41,65% do óleo extraido será da União, o percentual mínimo exigido, o que permitirá à Petrobras uma margem para obter retorno do investimento que serão exigidos", avalia Luis Gustavo Pereira, estrategista da corretora Futura.
Em relatório, os analistas da XP Investimentos já estimavam que a participação de um consórcio exigiria apenas o valor mínimo de óleo exigido pela União.
“O leilão ocorreu pelo valor mínimo de óleo exigido pelo governo federal, que é de 41,65%, pois sem competição não havia porque “retornar” mais petróleo para a União. Classificamos este cenário como neutro para as ações da Petrobras", avalia o analista William Castro Alves, da XP Investimentos.
Pela manhã, antes do leilão, o vencimento de opções na Bovespa, influenciou os papéis da Petrobras, que tiveram o maior movimento financeiro no exercício de opções, totalizando R$ 178,97 milhões.
Para o gerente de mesa de renda variável da H. Commcor, a alta dos papéis da Petrobras, logo após o resultado do leilão, pode ser uma reação positiva ao fato de apenas um consórcio ter participado. Mas ele alerta também para o fato de o leilão ter acontecido num dia de vencimento de opções sobre ações.
"Muita gente pode ter deixado para zerar suas posições vendidas (que apostam na queda das ações) no fim do pregão. Com a disparada das ações após o leilão, muita gente pode ter sido pega de surpresa e saiu comprando os papéis. Isso também pode ter contribuído para a alta de Petrobras", diz o analista.
Na sexta, as ações preferenciais da Petrobras fecharam em queda de 1,54% a R$ 17,93. No ano, os papéis ON da Petrobras perdem 12%, enquanto as ações PN recuam 4,4%.

As ações da Petrobras sobem mais de 5% após o resultado do leilão de Libra. Os papéis ON se valorizam 5,51% a R$ 17,79 e as ações PN têm alta de 5,46% a R$ 18,92. O consórcio vencedor é formado pela Petrobras, com 40% de participação, de duas estatais chinesas CNOOC e CNPC, com 10% cada, e a entrada da inglesa Shell (20%) e da francesa Total (20%).

O leilão teve a participação de apenas um consórcio, que levou o campo de Libra pelo valor mínimo de R$ 15 bilhões. Do petróleo extraído, pelo menos 41,65% será da União, o percentual mínimo exigido.
Para o estrategista da corretora Futura, o resultado veio em linha com a expectativa do mercado, por isso as ações da Petrobras reagiram positivamente.

"A participação da Petrobras no consórcio ficou dentro do esperado, que era entre 30% e 40%. Também foi positiva a entrada da Shell e da Total no consórcio, que são duas empresas de peso e terão participação de 40%, maior do que as chinesas, que juntas terão 20%. Um dos pontos positivos foi que 41,65% do óleo extraido será da União, o percentual mínimo exigido, o que permitirá à Petrobras uma margem para obter retorno do investimento que serão exigidos", avalia Luis Gustavo Pereira, estrategista da corretora Futura.

Em relatório, os analistas da XP Investimentos já estimavam que a participação de um consórcio exigiria apenas o valor mínimo de óleo exigido pela União.

“O leilão ocorreu pelo valor mínimo de óleo exigido pelo governo federal, que é de 41,65%, pois sem competição não havia porque “retornar” mais petróleo para a União. Classificamos este cenário como neutro para as ações da Petrobras", avalia o analista William Castro Alves, da XP Investimentos.

Pela manhã, antes do leilão, o vencimento de opções na Bovespa, influenciou os papéis da Petrobras, que tiveram o maior movimento financeiro no exercício de opções, totalizando R$ 178,97 milhões.

Para o gerente de mesa de renda variável da H. Commcor, a alta dos papéis da Petrobras, logo após o resultado do leilão, pode ser uma reação positiva ao fato de apenas um consórcio ter participado. Mas ele alerta também para o fato de o leilão ter acontecido num dia de vencimento de opções sobre ações.

"Muita gente pode ter deixado para zerar suas posições vendidas (que apostam na queda das ações) no fim do pregão. Com a disparada das ações após o leilão, muita gente pode ter sido pega de surpresa e saiu comprando os papéis. Isso também pode ter contribuído para a alta de Petrobras", diz o analista.

Na sexta, as ações preferenciais da Petrobras fecharam em queda de 1,54% a R$ 17,93. No ano, os papéis ON da Petrobras perdem 12%, enquanto as ações PN recuam 4,4%.

 

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