Porto do Açu

Açu quer escoar produção de Minas Gerais

Diário do Comércio, 06/08/2018
06/08/2018 09:23
Açu quer escoar produção de Minas Gerais Imagem: Divulgação Visualizações: 990

O Porto do Açu, no Rio de Janeiro, quer ser o principal elo entre o mercado internacional e Minas Gerais. Para isso, trabalha na aproximação com entidades, lideranças empresariais e representantes do governo estadual, no estreitamento de laços e troca de experiências. O objetivo é atrair negócios e operações mineiras para o Terminal Multicargas (T-Mult), de modo que o empreendimento se torne a principal solução portuária para as indústrias do Estado.

Além da localização estratégica de Minas, a Prumo Logística, empresa que administra e opera o terminal, aposta na força da indústria mineira para ajudar no desenvolvimento do complexo, que integra o primeiro porto privado do Brasil com sistema VTS (Vessel Traffic Service).

As informações são da diretora comercial do Porto do Açu, Tessa Major. Segundo ela, embora não seja possível precisar a representatividade que Minas Gerais poderá ter nos negócios, é grande o potencial do Estado.

“Já temos embarques e desembarques de insumos para as indústrias siderúrgica e cimenteira de Minas Gerais no T-Mult, mas queremos expandir. E apostamos muito na força da indústria mineira para esse desenvolvimento. Sabemos dos volumes exportados de commodities agrícolas e minerais e queremos, no futuro, ser a solução portuária para essas indústrias”, explicou.

Para endossar o movimento, está marcado para o fim de novembro, o “Port Day”. Na ocasião, a administração do Porto do Açu vai apresentar as potencialidades do empreendimento para possíveis investidores mineiros, em parceria com entidades empresariais do Estado.

Em relação ao escoamento de produtos, o porto está localizado no município de São João da Barra, no Norte Fluminense, e possui acesso às principais rodovias brasileiras e conexão com dois trechos ferroviários contemplados no Plano de Logística do governo federal. Nesse sentido, a diretora destacou que a administração já trabalha para aprimorar o modal ferroviário.

Tessa Major lembrou a parceria entre os governos do Rio de Janeiro e Espírito Santo, firmada no ano passado, visando à revitalização das ferrovias que ligam os estados. Ela citou também outras possibilidades, como o aporte das contrapartidas das renovações antecipadas de concessões de linhas férreas, como a Vitória a Minas, da Vale, e a MRS Logística, na extensão da malha até o porto.

Privado - O Porto do Açu é 100% privado. Conta com uma área total de 130 quilômetros quadrados, nove terminais divididos em áreas offshore e onshore, além de área para a instalação de unidades de empresas dos setores marítimo e industrial.

Alcançou, no ano passado, a quarta posição em volumes de minério de ferro exportados por terminais privados. Tem capacidade de movimentar 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano e 1,2 milhão de barris de petróleo por dia. Já o Terminal Multicargas possui profundidade de 14,5 metros e 500 metros de cais e capacidade de movimentar 4 milhões de toneladas por ano de granéis sólidos e carga geral.

Ao todo, mais de 2,4 mil embarcações acessaram o porto em 2017, 155% a mais do que em 2016. O porto já soma 3 quilômetros de cais em operação, com possibilidade de expansão para até 17 quilômetros.

Considerando os investimentos realizados desde 2007, quando foi idealizado, já foram aplicados cerca de R$ 12,4 bilhões no empreendimento como um todo. Desse montante, R$ 6,4 bilhões foram investidos pela Porto do Açu Operações (subsidiária da Prumo Logística), e R$ 3,7 bilhões pela Ferroport e pela Anglo American. O restante foi aplicado pelas empresas que construíram e operam unidades no local.

Agora, terá início um projeto de R$ 7 bilhões, que visa o desenvolvimento do maior parque termelétrico da América Latina. Trata-se do projeto da Gás Natural Açu (GNA), que conta com as empresas Siemens, BP e Prumo Logística como parceiras. O negócio consiste em um contrato de aluguel de área para a construção de termelétricas e de um terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL).

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