Previsão

AIE prevê revolução internacional do xisto até 2020

Fora dos EUA, produção pode chegar até 650 mil barris/dia.

Redação/ Agência
20/06/2014 15:18
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A revolução do xisto, que transformou a indústria petroleira nos EUA, chegará a outros países antes do fim da década. A afirmação é da Agência Internacional de Energia (AIE), que também constata que o período é muito menor do que o previsto anteriormente.
Segundo a AIE, o uso de técnicas para conseguir acesso a reservas até então inacessíveis de petróleo transformaram a indústria nos EUA, colocando o país na rota para se tornar o principal produtor da commodity até 2020.
Questões legais, políticas e de investimentos têm limitado a evolução da produção de xisto para outros países, mas a agência afirma que isso está mudando mais rápido do que se antecipava. A AIE lembrou que a Rússia e a América Latina estão se preparando para encorajar a aplicação de tecnologias de extração pouco convencionais em uma escala muito maior.
Em sua análise mais recente, que leva em conta um cenário de cinco anos, a AIE projetou que a produção de petróleo de xisto fora dos EUA pode alcançar 650 mil barris por dia até 2019. Nos EUA, a estimativa é de produção de 5 milhões de barris por dia.
A AIE prevê que até o fim da década a América do Norte irá responder por 20% da oferta global de petróleo, enquanto os produtores tradicionais enfrentam riscos advindos de crises políticas e investimento abaixo do necessário. "Enquanto a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) permanece como um fornecedor vital para o mercado, ela enfrenta significativos desafios para expandir a capacidade", afirmou Maria van der Hoeven, diretora-executiva da AIE.
Para a Agência, a demanda global por petróleo deve crescer mais lentamente após 2015, atingindo uma alta de 7,6 milhões de barris por dia em 2019.
Nos últimos dias, a insurgência sunita contra o governo do Iraque, de liderança xiita, impulsionou os preços do petróleo. Segundo a AIE, o aumento na produção do Iraque será responsável por 60% do crescimento da produção da Opep nos próximos cinco anos, mas mesmo desconsiderando os atuais conflitos o Iraque enfrenta sérios desafios por causa de gargalos crônicos na infraestrutura.
Bagdá almeja uma produção de 8,5 milhões a 9 milhões de barris por dia até 2020, mas a AIE cortou a estimativa para a capacidade de produção do Iraque em cerca de 500 mil barris por dia, para apenas 4,5 milhões de barris por dia em 2019. "Dada a precária situação política e de segurança no Iraque, a projeção é carregada de riscos negativos", ressaltou a AIE.

A revolução do xisto, que transformou a indústria petroleira nos EUA, chegará a outros países antes do fim da década. A afirmação é da Agência Internacional de Energia (AIE), que também constata que o período é muito menor do que o previsto anteriormente.

Segundo a AIE, o uso de técnicas para conseguir acesso a reservas até então inacessíveis de petróleo transformaram a indústria nos EUA, colocando o país na rota para se tornar o principal produtor da commodity até 2020.

Questões legais, políticas e de investimentos têm limitado a evolução da produção de xisto para outros países, mas a agência afirma que isso está mudando mais rápido do que se antecipava. A AIE lembrou que a Rússia e a América Latina estão se preparando para encorajar a aplicação de tecnologias de extração pouco convencionais em uma escala muito maior.

Em sua análise mais recente, que leva em conta um cenário de cinco anos, a AIE projetou que a produção de petróleo de xisto fora dos EUA pode alcançar 650 mil barris por dia até 2019. Nos EUA, a estimativa é de produção de 5 milhões de barris por dia.

A AIE prevê que até o fim da década a América do Norte irá responder por 20% da oferta global de petróleo, enquanto os produtores tradicionais enfrentam riscos advindos de crises políticas e investimento abaixo do necessário. "Enquanto a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) permanece como um fornecedor vital para o mercado, ela enfrenta significativos desafios para expandir a capacidade", afirmou Maria van der Hoeven, diretora-executiva da AIE.

Para a Agência, a demanda global por petróleo deve crescer mais lentamente após 2015, atingindo uma alta de 7,6 milhões de barris por dia em 2019.

Nos últimos dias, a insurgência sunita contra o governo do Iraque, de liderança xiita, impulsionou os preços do petróleo. Segundo a AIE, o aumento na produção do Iraque será responsável por 60% do crescimento da produção da Opep nos próximos cinco anos, mas mesmo desconsiderando os atuais conflitos o Iraque enfrenta sérios desafios por causa de gargalos crônicos na infraestrutura.

Bagdá almeja uma produção de 8,5 milhões a 9 milhões de barris por dia até 2020, mas a AIE cortou a estimativa para a capacidade de produção do Iraque em cerca de 500 mil barris por dia, para apenas 4,5 milhões de barris por dia em 2019. "Dada a precária situação política e de segurança no Iraque, a projeção é carregada de riscos negativos", ressaltou a AIE.

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