Energia

Aneel aprova edital de leilão que visa ajudar a segurar tarifa de luz

Leilão A-0 é marcado para o dia 30 de abril.

Valor Econômico
15/04/2014 14:06
Visualizações: 767

 

O plano do governo para segurar as contas de luz em 2014 teve um passo decisivo nesta manhã. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o edital do leilão A-0, marcado para o dia 30 de abril, que tem como objetivo fechar os volumes de eletricidade que estão descontratados pelas distribuidoras. As empresas precisam recorrer ao mercado de curto prazo, onde o megawatt-hora está em um preço histórico de R$ 822,83 desde o início de fevereiro, para completar o suprimento de energia aos seus consumidores. É o que se chama de “exposição involuntária” das distribuidoras.
A grande incógnita do leilão – o preço-teto do megawatt-hora a ser vendido pelas geradoras – foi resolvido. Por orientação do Ministério de Minas e Energia, a Aneel fixou esse valor em R$ 271 para os contratos por quantidade (que são contínuos) e em R $ 262 para os contratos por disponibilidade (as usinas só precisam estar disponíveis quando chamadas a operar).
Em dezembro, no último leilão de energia existente, o governo havia fixado a tarifa máxima em R$ 192 por megawatt-hora. Esse preço não foi considerado suficientemente atrativo pelas geradoras. Com isso, houve um “buraco” de 3,3 mil megawatts que as distribuidoras não conseguiram contratar, recorrendo então ao mercado “spot”. Isso gerou uma despesa adicional de bilhões de reais às distribuidoras.
A questão crucial agora é saber se o novo preço-teto é suficiente para fazer mais geradoras deixarem de vender no mercado de curto prazo – onde obtêm preços maiores, mas não têm garantia de venda e nem sabem por quanto tempo esses valores altos estarão vigorando. O preço-teto definido hoje, à primeira vista, parece baixo. O governo oferece, no entanto, contratos com cinco anos e oito meses de duração (até o fim de 2019) como forma de seduzir as geradoras.
O leilão A-0 é  a última das três “pernas” anunciadas pelo governo, em março, como parte do pacote de medidas para segurar as tarifas de energia neste ano. As outras foram o aporte de R$ 4 bilhões do Tesouro à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e o empréstimo de R$ 11,2 bilhões da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para bancar as despesas das distribuidoras.

O plano do governo para segurar as contas de luz em 2014 teve um passo decisivo nesta manhã. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o edital do leilão A-0, marcado para o dia 30 de abril, que tem como objetivo fechar os volumes de eletricidade que estão descontratados pelas distribuidoras. As empresas precisam recorrer ao mercado de curto prazo, onde o megawatt-hora está em um preço histórico de R$ 822,83 desde o início de fevereiro, para completar o suprimento de energia aos seus consumidores. É o que se chama de “exposição involuntária” das distribuidoras.

A grande incógnita do leilão – o preço-teto do megawatt-hora a ser vendido pelas geradoras – foi resolvido. Por orientação do Ministério de Minas e Energia, a Aneel fixou esse valor em R$ 271 para os contratos por quantidade (que são contínuos) e em R $ 262 para os contratos por disponibilidade (as usinas só precisam estar disponíveis quando chamadas a operar).

Em dezembro, no último leilão de energia existente, o governo havia fixado a tarifa máxima em R$ 192 por megawatt-hora. Esse preço não foi considerado suficientemente atrativo pelas geradoras. Com isso, houve um “buraco” de 3,3 mil megawatts que as distribuidoras não conseguiram contratar, recorrendo então ao mercado “spot”. Isso gerou uma despesa adicional de bilhões de reais às distribuidoras.

A questão crucial agora é saber se o novo preço-teto é suficiente para fazer mais geradoras deixarem de vender no mercado de curto prazo – onde obtêm preços maiores, mas não têm garantia de venda e nem sabem por quanto tempo esses valores altos estarão vigorando. O preço-teto definido hoje, à primeira vista, parece baixo. O governo oferece, no entanto, contratos com cinco anos e oito meses de duração (até o fim de 2019) como forma de seduzir as geradoras.

O leilão A-0 é  a última das três “pernas” anunciadas pelo governo, em março, como parte do pacote de medidas para segurar as tarifas de energia neste ano. As outras foram o aporte de R$ 4 bilhões do Tesouro à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e o empréstimo de R$ 11,2 bilhões da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para bancar as despesas das distribuidoras.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Pessoas
Abegás elege nova composição do Conselho de Administraçã...
27/02/26
Firjan
Mesmo com tarifaço, petróleo faz corrente de comércio do...
26/02/26
Exportações
Vast bate recorde de embarques de óleo cru para exportaç...
26/02/26
Resultado
ENGIE Brasil Energia cresce 14,6% em receita e investe R...
26/02/26
Royalties
Valores referentes à produção de dezembro para contratos...
25/02/26
Premiação
BRAVA Energia recebe prêmio máximo na OTC Houston pelo p...
25/02/26
Documento
ABPIP apresenta Agenda Estratégica 2026 ao presidente da...
25/02/26
Câmara dos Deputados
Comissão especial debate papel dos biocombustíveis na tr...
25/02/26
FEPE
O desafio de formar e atrair talentos para a indústria d...
24/02/26
Royalties
Valores referentes à produção de dezembro para contratos...
24/02/26
Energia Solar
Conjunto Fotovoltaico Assú Sol, maior projeto solar da E...
23/02/26
Internacional
UNICA e entidade indiana firmam acordo para ampliar coop...
23/02/26
Onshore
Possível descoberta de petróleo no sertão cearense mobil...
23/02/26
Oferta Permanente
ANP realizará audiência pública sobre inclusão de 15 nov...
23/02/26
Internacional
Brasil e Índia: aliança no setor de bioenergia em pauta ...
23/02/26
Biometano
MAT bate recorde de instalações de sistemas de compressã...
23/02/26
Combustíveis
Etanol amplia perdas e encerra semana com nova queda nos...
23/02/26
Macaé Energy
Macaé recebe feira estratégica de energia voltada à gera...
20/02/26
PPSA
Produção de petróleo e de gás natural da União dobra em ...
20/02/26
ESG
Inscrições abertas até 26/2 para o seminário Obrigações ...
20/02/26
Pessoas
Paulo Alvarenga é nomeado CEO da TKMS Brazil
19/02/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.