Previsão

Ano será de crescimento nos embarques para 71% dos exportadores em SC

Conclusão está no documento lançado pela Fiesc.

Diário Catarinense
22/07/2014 16:08
Visualizações: 1015

 

Para a maior parte das empresas exportadoras catarinenses, o ano de 2014 deve terminar com alta de até 10% nos embarques. Esta elevação, no entanto, será limitada pelos baixos preços internacionais de sete dos dez principais itens da pauta de exportações do estado. Estas conclusões integram a Análise do Comércio Internacional Catarinense 2014, lançada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) na segunda-feira (21).
Segundo o levantamento, que conta com a participação de 106 empresas ligadas ao comércio exterior no estado, o crescimento nos embarques será de até 10% para 36,8% dos entrevistados, de 11% a 30% para 22,8%, de 31% a 50% para 7% e superior a 50% para 5,3% das entrevistadas. Para 24,6%, está prevista a estabilidade das vendas, enquanto 3,5% preveem redução. Os preços começaram 2014 em baixa, após forte redução no ano passado. As maiores quedas foram registradas na carne suína, que recuou 19%, e no compressor de ar, que encerrou o ano passado com valor 17% menor.
"A publicação faz parte da nossa estratégia de internacionalização das indústrias, principalmente das médias empresas. Estamos fazendo um esforço grande nas companhias deste porte que têm boa produtividade, que estão investindo em inovação e tecnologia, para que se integrem ao comercio internacional", disse o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte.
A entidade também analisa as fragilidades e oportunidades existentes no comércio internacional, principalmente em um momento em que a economia mundial apresenta indicadores de crescimento ainda muito tênues. Neste sentido, a Federação trabalha na elaboração do Mapa Estratégico do Comércio Exterior Catarinense, que prevê o incentivo à venda de produtos de média e alta tecnologia, a diversificação dos mercados de destino e a diversificação da base de empresas com atuação internacional.
O Mapa deve fomentar a exportação de produtos que apresentam maior dinamismo e participação expressiva nas exportações mundiais, mas que ainda têm pouca representatividade nos embarques feitos em Santa Catarina. Entre estes produtos, foram apontados circuitos integrados, circuitos impressos, ferramentas pneumáticas, aparelhos para colheita, papel cartão, e barris e cubas de madeira.
A previsão é de aceleração do comércio internacional em 2015. Os motivos apontados são o começo do fim da recessão na Zona do Euro, a continuidade da retomada dos Estados Unidos e uma aceleração na atividade econômica na Índia e na Rússia. A China, por sua vez, deve estabilizar seu crescimento.
Infraestrutura e burocracia pesam
A gerente-executiva de negócios internacionais da CNI, Soraya Rosar, disse que os principais entraves às exportações brasileiras são a infraestrutura para transportar as mercadorias e a burocracia para fazer os despachos aduaneiros.
"Isso tem um peso para as exportações e tem piorado. As condições das rodovias são péssimas. As ferrovias são inexistentes. Os portos ainda têm sérios problemas, apesar das legislações aprovadas nos últimos anos para melhorar os investimentos, que levam anos para serem feitos", disse.
Na opinião dela, a infraestrutura dos concorrentes é melhor, por isso, há produtos de outros países que chegam no Brasil a preços mais competitivos que os fabricados aqui. Apesar desses entraves, ela ressaltou que os exportadores não devem desanimar.
"Quando se ultrapassa as barreiras, o exportador traz para a empresa e para o mercado brasileiro novas tecnologias e formas de gestão que engrandecem o país como um todo. Uma empresa que atua no mercado interno e externo, em momentos de crise interna, tem capacidade de balancear e não fica presa só a um mercado", afirmou.

Para a maior parte das empresas exportadoras catarinenses, o ano de 2014 deve terminar com alta de até 10% nos embarques. Esta elevação, no entanto, será limitada pelos baixos preços internacionais de sete dos dez principais itens da pauta de exportações do estado. Estas conclusões integram a Análise do Comércio Internacional Catarinense 2014, lançada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) na segunda-feira (21).

Segundo o levantamento, que conta com a participação de 106 empresas ligadas ao comércio exterior no estado, o crescimento nos embarques será de até 10% para 36,8% dos entrevistados, de 11% a 30% para 22,8%, de 31% a 50% para 7% e superior a 50% para 5,3% das entrevistadas. Para 24,6%, está prevista a estabilidade das vendas, enquanto 3,5% preveem redução. Os preços começaram 2014 em baixa, após forte redução no ano passado. As maiores quedas foram registradas na carne suína, que recuou 19%, e no compressor de ar, que encerrou o ano passado com valor 17% menor.

"A publicação faz parte da nossa estratégia de internacionalização das indústrias, principalmente das médias empresas. Estamos fazendo um esforço grande nas companhias deste porte que têm boa produtividade, que estão investindo em inovação e tecnologia, para que se integrem ao comercio internacional", disse o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte.

A entidade também analisa as fragilidades e oportunidades existentes no comércio internacional, principalmente em um momento em que a economia mundial apresenta indicadores de crescimento ainda muito tênues. Neste sentido, a Federação trabalha na elaboração do Mapa Estratégico do Comércio Exterior Catarinense, que prevê o incentivo à venda de produtos de média e alta tecnologia, a diversificação dos mercados de destino e a diversificação da base de empresas com atuação internacional.

O Mapa deve fomentar a exportação de produtos que apresentam maior dinamismo e participação expressiva nas exportações mundiais, mas que ainda têm pouca representatividade nos embarques feitos em Santa Catarina. Entre estes produtos, foram apontados circuitos integrados, circuitos impressos, ferramentas pneumáticas, aparelhos para colheita, papel cartão, e barris e cubas de madeira.

A previsão é de aceleração do comércio internacional em 2015. Os motivos apontados são o começo do fim da recessão na Zona do Euro, a continuidade da retomada dos Estados Unidos e uma aceleração na atividade econômica na Índia e na Rússia. A China, por sua vez, deve estabilizar seu crescimento.


Infraestrutura e burocracia pesam

A gerente-executiva de negócios internacionais da CNI, Soraya Rosar, disse que os principais entraves às exportações brasileiras são a infraestrutura para transportar as mercadorias e a burocracia para fazer os despachos aduaneiros.

"Isso tem um peso para as exportações e tem piorado. As condições das rodovias são péssimas. As ferrovias são inexistentes. Os portos ainda têm sérios problemas, apesar das legislações aprovadas nos últimos anos para melhorar os investimentos, que levam anos para serem feitos", disse.

Na opinião dela, a infraestrutura dos concorrentes é melhor, por isso, há produtos de outros países que chegam no Brasil a preços mais competitivos que os fabricados aqui. Apesar desses entraves, ela ressaltou que os exportadores não devem desanimar.

"Quando se ultrapassa as barreiras, o exportador traz para a empresa e para o mercado brasileiro novas tecnologias e formas de gestão que engrandecem o país como um todo. Uma empresa que atua no mercado interno e externo, em momentos de crise interna, tem capacidade de balancear e não fica presa só a um mercado", afirmou.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Petroquímica
Referência mundial em sustentabilidade, I’m green™ bio-b...
25/09/26
ROG.e 2026
Escassez de engenheiros preocupa setores estratégicos e ...
25/09/26
ROG.e 2026
Constellation é reconhecida pela Petrobras como a melhor...
25/09/26
ROG.e 2026
Na ROG.e 2026, Shell destaca parcerias, inovação e disci...
25/09/26
ROG.e 2026
Nikki Martin, presidente e CEO da EnerGeo Alliance falou...
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e OceanPact assinam acordo para expansão de...
25/09/26
ROG.e 2026
Mayekawa apresenta soluções para óleo, gás e energia na ...
25/09/26
ROG.e 2026
Shell destaca papel da capacitação para aproximar jovens...
25/09/26
Terminais
Ultracargo é reconhecida pelo quarto ano consecutivo com...
25/09/26
GNL
Edge e Governo do Rio Grande do Sul assinam Memorando de...
25/09/26
E&P
ANP contrata B3 para assessoria técnica às licitações de E&P
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e Perenco Brasil assinam acordo para primei...
25/09/26
Brandend Content
Brasil Aços amplia estoque de tubos de aço carbono NACE...
24/09/26
ROG.e 2026
Lideranças apontam o Brasil como pilar de segurança ener...
24/09/26
ROG.e 2026
Firjan SENAI e Sebrae Rio conectam MPEs a grandes empres...
24/09/26
ROG.e 2026
Estudo da PPSA identifica boas práticas para apoiar deci...
24/09/26
ROG.e 2026
EAS participa da ROG.e 2026
24/09/26
ROG.e 2026
ROG.e 2026 reforça agenda de DE&I no setor de energia co...
24/09/26
ROG.e 2026
Programa Offshore do Futuro deve chegar a Sergipe para f...
24/09/26
ROG.e 2026
Shell Energy Brasil destaca oportunidade de ampliar inte...
24/09/26
PPSA
A parcela de petróleo da União foi de 328 mil barris por...
24/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25