Negócios

ArcelorMittal Tubarão garante venda para usina nos EUA

Negócio foi anunciado na sexta-feira.

Valor Econômico
02/12/2013 10:29
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O grupo ArcelorMittal começa a movimentar suas operações siderúrgicas nos Estados Unidos, México e Brasil com a aquisição da laminadora de aços planos da ThyssenKrupp em Calvert, no Estado do Alabama, EUA. O negócio foi anunciado na sexta-feira (29) e fechado por uma joint venture entre a companhia e a japonesa Nippon Steel & Sumitomo Metal.
A subsidiária brasileira ArcelorMittal Tubarão, por exemplo, começará a fornecer placas para a nova laminadora do grupo - que será dono de 50% da usina -, no segundo semestre de 2014, informou ao 'Valor', ontem (1º), Benjamin Baptista Filho, presidente da empresa e CEO de aços planos do grupo na América do Sul.
"Como a ArcelorMittal vai suprir cerca de 2 milhões de toneladas de placas para essa operação, nossa expectativa é de que parte dessas placas serão fornecidas por Tubarão", afirmou o executivo. Segundo ele, vai depender do nível de produção de Calvert, das qualidades demandadas e das disponibilidades de placas no Brasil (Tubarão), México e EUA.
Baptista informou que o alto-forno 3 de Tubarão será retomado em julho, após a conclusão de um reparo no equipamento previsto para terminar no fim de junho de 2014. A instalação está paralisada há um ano devido às condições desfavoráveis do mercado global de placas (demanda fraca, excesso de oferta e preços achatados).
Com a retomada, a empresa ficará com excedente de placas de 3,5 milhões de toneladas, pois só consegue beneficiar 4 milhões de toneladas da capacidade de produção atual (7,55 milhões/ano). "Temos clientes conhecidos para esse volume. Além de Calvert, vamos voltar a vender aos nossos clientes tradicionais na Europa, EUA e Ásia", afirmou o executivo.
A compra da laminadora de Calvert foi acertada por US$ 1,55 bilhão, incluindo assunção de dívidas. Além disso, ThyssenKrupp garantiu um contrato de fornecimento de placas de aço à laminadora americana pelo prazo de seis, com opção de mais três, por parte da Cia. Siderúrgica do Atlântico (CSA), localizada no Rio.
A CSA - que foi disputada pela brasileira CSN, assim como a unidade do Alabama - acabou permanecendo em poder da Thyssen e da sua sócia Vale, que é dona de 27% e fornecedora do minério de ferro à usina. A siderúrgica tem capacidade de produzir 5 milhões de toneladas de placas por ano e 40% desse volume será enviado para as instalações do Alabama. No último ano fiscal, encerrado em 30 de setembro, a CSA produziu 3,55 milhões de toneladas, mas já opera ao ritmo de 4 milhões (80% da capacidade) desde o terceiro trimestre deste ano.
A laminadora, por sua vez, é apta a processar 5,3 milhões de toneladas de produtos finais ao ano. "É o mais moderno complexo de laminação a quente, a frio e de linhas de galvanização nas Américas. Vai proporcionar à ArcelorMittal uma melhor posição competitiva no mercado da América do Norte", disse Baptista.
Ontem, em teleconferência com jornalistas, em Londres, o presidente do grupo, Lakshmi Mittal, disse que a aquisição cria valor para o grupo e abre novos mercados nos EUA. Principalmente na região Sul do país, onde se forma um novo polo automotivo. Segundo ele, metade das vendas da laminadora será para esse setor na América do Norte. A outra metade, ao setor de energia (petróleo e gás) e a centros de serviços e distribuidoras de aço.
Segundo Mittal, a laminadora vai complementar as atuais operações da ArcelorMittal nos EUA e nas Americas, além de fortalecer as condições de fornecimento de clientes no Sul dos EUA. Baptista ressalta que a usina de Calvert "foi dotada de todas as tecnologias de ponta e capaz de produzir os produtos mais sofisticados demandados pelo mercado automotivo, da construção civil e de energia".
As usinas de Calvert e da CSA foram colocadas à venda após imporem pesadas perdas financeiras ao grupo alemão com seus investimentos. O desembolso nos dois ativos foi da ordem de US$ 15 bilhões, sem perspectivas de retorno do dinheiro tão cedo.
No ano fiscal, fechado em 30 de setembro, a laminadora vendeu 2,5 milhões de toneladas (metade da capacidade). A ThyssenKrupp Steel Americas, que opera Alabama e CSA, apresentou resultado financeiro (Ebit) negativo de € 1,18 bilhão. A receita líquida da TKSA foi de € 1,87 bilhão, 7% inferior à do ano de 2011/2012.

O grupo ArcelorMittal começa a movimentar suas operações siderúrgicas nos Estados Unidos, México e Brasil com a aquisição da laminadora de aços planos da ThyssenKrupp em Calvert, no Estado do Alabama, EUA. O negócio foi anunciado na sexta-feira (29) e fechado por uma joint venture entre a companhia e a japonesa Nippon Steel & Sumitomo Metal.

A subsidiária brasileira ArcelorMittal Tubarão, por exemplo, começará a fornecer placas para a nova laminadora do grupo - que será dono de 50% da usina -, no segundo semestre de 2014, informou ao 'Valor', ontem (1º), Benjamin Baptista Filho, presidente da empresa e CEO de aços planos do grupo na América do Sul.

"Como a ArcelorMittal vai suprir cerca de 2 milhões de toneladas de placas para essa operação, nossa expectativa é de que parte dessas placas serão fornecidas por Tubarão", afirmou o executivo. Segundo ele, vai depender do nível de produção de Calvert, das qualidades demandadas e das disponibilidades de placas no Brasil (Tubarão), México e EUA.

Baptista informou que o alto-forno 3 de Tubarão será retomado em julho, após a conclusão de um reparo no equipamento previsto para terminar no fim de junho de 2014. A instalação está paralisada há um ano devido às condições desfavoráveis do mercado global de placas (demanda fraca, excesso de oferta e preços achatados).

Com a retomada, a empresa ficará com excedente de placas de 3,5 milhões de toneladas, pois só consegue beneficiar 4 milhões de toneladas da capacidade de produção atual (7,55 milhões/ano). "Temos clientes conhecidos para esse volume. Além de Calvert, vamos voltar a vender aos nossos clientes tradicionais na Europa, EUA e Ásia", afirmou o executivo.

A compra da laminadora de Calvert foi acertada por US$ 1,55 bilhão, incluindo assunção de dívidas. Além disso, ThyssenKrupp garantiu um contrato de fornecimento de placas de aço à laminadora americana pelo prazo de seis, com opção de mais três, por parte da Cia. Siderúrgica do Atlântico (CSA), localizada no Rio.

A CSA - que foi disputada pela brasileira CSN, assim como a unidade do Alabama - acabou permanecendo em poder da Thyssen e da sua sócia Vale, que é dona de 27% e fornecedora do minério de ferro à usina. A siderúrgica tem capacidade de produzir 5 milhões de toneladas de placas por ano e 40% desse volume será enviado para as instalações do Alabama. No último ano fiscal, encerrado em 30 de setembro, a CSA produziu 3,55 milhões de toneladas, mas já opera ao ritmo de 4 milhões (80% da capacidade) desde o terceiro trimestre deste ano.

A laminadora, por sua vez, é apta a processar 5,3 milhões de toneladas de produtos finais ao ano. "É o mais moderno complexo de laminação a quente, a frio e de linhas de galvanização nas Américas. Vai proporcionar à ArcelorMittal uma melhor posição competitiva no mercado da América do Norte", disse Baptista.

Ontem, em teleconferência com jornalistas, em Londres, o presidente do grupo, Lakshmi Mittal, disse que a aquisição cria valor para o grupo e abre novos mercados nos EUA. Principalmente na região Sul do país, onde se forma um novo polo automotivo. Segundo ele, metade das vendas da laminadora será para esse setor na América do Norte. A outra metade, ao setor de energia (petróleo e gás) e a centros de serviços e distribuidoras de aço.

Segundo Mittal, a laminadora vai complementar as atuais operações da ArcelorMittal nos EUA e nas Americas, além de fortalecer as condições de fornecimento de clientes no Sul dos EUA. Baptista ressalta que a usina de Calvert "foi dotada de todas as tecnologias de ponta e capaz de produzir os produtos mais sofisticados demandados pelo mercado automotivo, da construção civil e de energia".

As usinas de Calvert e da CSA foram colocadas à venda após imporem pesadas perdas financeiras ao grupo alemão com seus investimentos. O desembolso nos dois ativos foi da ordem de US$ 15 bilhões, sem perspectivas de retorno do dinheiro tão cedo.

No ano fiscal, fechado em 30 de setembro, a laminadora vendeu 2,5 milhões de toneladas (metade da capacidade). A ThyssenKrupp Steel Americas, que opera Alabama e CSA, apresentou resultado financeiro (Ebit) negativo de € 1,18 bilhão. A receita líquida da TKSA foi de € 1,87 bilhão, 7% inferior à do ano de 2011/2012.

 

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