Economia

Aumento da gasolina na refinaria já é repassado para consumidores

Petrobras elevou preço dos combustíveis comercializados na refinaria.

Revista TN Petróleo, Redação com Agência
02/12/2013 09:33
Aumento da gasolina na refinaria já é repassado para consumidores Imagem: Repar. Silvio Aurichio Visualizações: 744

 

O aumento de 4% no preço da gasolina e de 8% no óleo diesel - comercializados na refinaria -, anunciado na sexta-feira (29) pela Petrobras, já está sendo repassado para os consumidores de algumas regiões.
Segundo a 'Agência Brasil', postos de Brasília repassaram o aumento para os clientes, alguns com reajuste superior a 4%. Outros estabelecimentos da capital ainda mantêm o preço antigo para a gasolina: entre R$ 2,96 e R$ 2,99.
Impactos no mercado sucroenergético
Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), o aumento no preço do diesel elimina qualquer benefício em potencial para o etanol que o aumento da gasolina pudesse produzir. “O impacto da alta do diesel no custo de produção do etanol é muito significativo. Devido ao grau de mecanização hoje na atividade agrícola, o diesel mais caro afeta plantio, colheita, carregamento e transporte. É um dos insumos mais importantes para a produção do biocombustível de cana,” explica o diretor Técnico da entidade, Antonio de Padua Rodrigues.
Ele lembra também que o aumento no custo do diesel provoca alta nos custos de outros insumos importantes para a produção do etanol. “Além de tudo isso, a lei determina que a partir de 2014 as usinas terão que adquirir o S10, versão menos poluente do diesel e ainda mais cara. Assim, qualquer ganho de competitividade para o etanol com o aumento no preço da gasolina será praticamente neutralizado pelo aumento que o diesel vai gerar nos custos de produção”.
Os reajustes anunciados pela Petrobras também deixaram inalterado um dos maiores obstáculos para a ausência de investimentos na retomada do crescimento do setor sucroenergético brasileiro, que é a falta de previsibilidade na formação do preço da gasolina. A Petrobras informou que o Conselho de Administração da empresa aprovou a implementação de uma política de preços, mas por razões comerciais, os parâmetros da metodologia de precificação serão “estritamente internos à companhia”.
“Continuamos sem um sistema, uma fórmula com parâmetros claros e estáveis, que torne possível entender qual o embasamento para manter ou ajustar o preço da gasolina. Sem essa clareza e apenas com ajustes pontuais de forma aleatória, não é possível planejar um futuro com rentabilidade para o etanol".
Segundo o executivo, a introdução de aumentos sem um critério claro e que não sofra alterações leva à falta de previsibilidade, o que mantém um grau elevado de insegurança e afugenta investimentos de longo prazo, principalmente na implantação de novas usinas.

O aumento de 4% no preço da gasolina e de 8% no óleo diesel - comercializados na refinaria -, anunciado na sexta-feira (29) pela Petrobras, já está sendo repassado para os consumidores de algumas regiões.

Segundo a 'Agência Brasil', postos de Brasília repassaram o aumento para os clientes, alguns com reajuste superior a 4%. Outros estabelecimentos da capital ainda mantêm o preço antigo para a gasolina: entre R$ 2,96 e R$ 2,99.


Impactos no mercado sucroenergético

Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), o aumento no preço do diesel elimina qualquer benefício em potencial para o etanol que o aumento da gasolina pudesse produzir. “O impacto da alta do diesel no custo de produção do etanol é muito significativo. Devido ao grau de mecanização hoje na atividade agrícola, o diesel mais caro afeta plantio, colheita, carregamento e transporte. É um dos insumos mais importantes para a produção do biocombustível de cana,” explica o diretor Técnico da entidade, Antonio de Padua Rodrigues.

Ele lembra também que o aumento no custo do diesel provoca alta nos custos de outros insumos importantes para a produção do etanol. “Além de tudo isso, a lei determina que a partir de 2014 as usinas terão que adquirir o S10, versão menos poluente do diesel e ainda mais cara. Assim, qualquer ganho de competitividade para o etanol com o aumento no preço da gasolina será praticamente neutralizado pelo aumento que o diesel vai gerar nos custos de produção”.

Os reajustes anunciados pela Petrobras também deixaram inalterado um dos maiores obstáculos para a ausência de investimentos na retomada do crescimento do setor sucroenergético brasileiro, que é a falta de previsibilidade na formação do preço da gasolina. A Petrobras informou que o Conselho de Administração da empresa aprovou a implementação de uma política de preços, mas por razões comerciais, os parâmetros da metodologia de precificação serão “estritamente internos à companhia”.

“Continuamos sem um sistema, uma fórmula com parâmetros claros e estáveis, que torne possível entender qual o embasamento para manter ou ajustar o preço da gasolina. Sem essa clareza e apenas com ajustes pontuais de forma aleatória, não é possível planejar um futuro com rentabilidade para o etanol".

Segundo o executivo, a introdução de aumentos sem um critério claro e que não sofra alterações leva à falta de previsibilidade, o que mantém um grau elevado de insegurança e afugenta investimentos de longo prazo, principalmente na implantação de novas usinas.

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