Expectativa

Bacia do Paraná aponta indícios de petróleo e gás

Agência Estado
25/08/2009 03:46
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Avaliação feita pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na Bacia do Paraná apontou indícios positivos vinculados a possíveis descobertas de petróleo e gás entre as cidades de Ribeirão Preto (SP) e Rio Verde (GO). Nessa faixa foi encontrado, de acordo com a agência, "um derramamento de basalto", cuja estrutura rochosa está ligada à prospecção dos combustíveis. "Encontramos indícios que são muito positivos para a região, vinculados ao petróleo e gás", disse o diretor da ANP Allan Kardec Duailibe.


O derramamento de basalto foi constatado em um levantamento aerogravimétrico, ou seja, uma avaliação da estrutura interna do solo por meio de aviões com um auxílio de um instrumento que avalia a diferença de gravidade interna abaixo da terra. "Há indícios de basalto, que está vinculado à possibilidade de ter petróleo e gás na Bacia do Paraná e aqui na região (de Ribeirão Preto) há fortes indícios", ratificou Duailibe, que esteve na cidade do interior paulista para participar do projeto ANP Itinerante.


A partir de agora a ANP fará levantamentos em campo e, em seguida, dependendo dos estudos, fará uma perfuração experimental. Paralelamente, a agência deve preparar, possivelmente para o próximo ano, segundo Duailibe, um leilão de blocos que forem destacados na região. "Esperamos que até o ano que vem o leilão aconteça, após os estudos técnicos", explicou o diretor.


Com 1,1 milhão de quilômetros quadrados, a Bacia do Paraná fica localizada no continente entre o Sul e o Centro-Oeste do Brasil e, pelo fato de o Brasil ter privilegiado a exploração de petróleo e gás no Oceano Atlântico, seu potencial ainda é praticamente desconhecido. Os estudos da ANP para a avaliação da região estão orçados em R$ 100 milhões.


Entre os blocos já destacados na região, foi encontrado gás no campo de Barra Bonita, no Paraná, mas as dez rodadas da ANP feitas para a exploração em outros blocos na região fracassaram. No ano passado, a empresa argentina STR arrematou o bloco PAR-T-323, mas desistiu de pagar o R$ 1,2 bilhão pela área devido à crise mundial.
 
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