Economia

Banco Central: há avanços no combate à inflação, mas persistem riscos para 2016

Isso pode afetar as expectativas de inflação no longo prazo.

Agência Brasil
24/07/2015 14:32
Visualizações: 886

 

sMesmo com alguns resultados positivos inegáveis, acontecimentos recentes mostram que existem novos riscos para o resultado da inflação em 2016. Isso pode afetar as expectativas de inflação no longo prazo, disse o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Luiz Awazu Pereira da Silva.
Ele participa do seminário Assessing International Capital Flows after the Crisis (Avaliando Fluxos de Capitais Internacionais depois da Crise). O evento, que ocorre no Rio de Janeiro, é organizado pelas seguintes instituições: Banco Central do Brasil, Irving Fisher Committee on Central Bank Statistics (IFC/BIS) e Centro de Estudos Monetários Latino-Americanos (Cemla). O seminário é fechado à imprensa, mas o BC divulgou o discurso do diretor.
A diretoria do BC tem dito que a inflação deve convergir para a meta de 4,5% em 2016. Neste ano, no entanto, o BC projeta a inflação em 9%, bem acima do limite superior da meta, de 6,5%.
O diretor destacou que o país passa por um processo de alinhamento dos preços livres e administrados, internos e externos. Segundo ele, recentemente esse duplo ajuste de preços influenciou a inflação no primeiro semestre, aumentando a inflação em 12 meses. Com isso, as expectativas de mercado da inflação ainda estão acima da meta no final de 2016.
Para ele, há sinais positivos da convergência da inflação para 4,5% no próximo ano, mostrando que o BC está no caminho certo. “No entanto, o progresso até agora na luta contra a inflação precisa ser equilibrado contra riscos recentes que ameaçam nosso objetivo central”, disse. O diretor acrescentou que o BC deve permanecer cauteloso no momento atual.
A Selic já passou por seis altas seguidas e está atualmente em 13,75% ao ano. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que define a Selic, está marcada para 28 e 29 deste mês.
A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Embora ajude no controle dos preços, o aumento da taxa Selic prejudica a economia, que atravessa um ano de recessão, com queda na produção e no consumo.

Mesmo com alguns resultados positivos inegáveis, acontecimentos recentes mostram que existem novos riscos para o resultado da inflação em 2016. Isso pode afetar as expectativas de inflação no longo prazo, disse o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Luiz Awazu Pereira da Silva.

Ele participa do seminário Assessing International Capital Flows after the Crisis (Avaliando Fluxos de Capitais Internacionais depois da Crise). O evento, que ocorre no Rio de Janeiro, é organizado pelas seguintes instituições: Banco Central do Brasil, Irving Fisher Committee on Central Bank Statistics (IFC/BIS) e Centro de Estudos Monetários Latino-Americanos (Cemla). O seminário é fechado à imprensa, mas o BC divulgou o discurso do diretor.

A diretoria do BC tem dito que a inflação deve convergir para a meta de 4,5% em 2016. Neste ano, no entanto, o BC projeta a inflação em 9%, bem acima do limite superior da meta, de 6,5%.

O diretor destacou que o país passa por um processo de alinhamento dos preços livres e administrados, internos e externos. Segundo ele, recentemente esse duplo ajuste de preços influenciou a inflação no primeiro semestre, aumentando a inflação em 12 meses. Com isso, as expectativas de mercado da inflação ainda estão acima da meta no final de 2016.

Para ele, há sinais positivos da convergência da inflação para 4,5% no próximo ano, mostrando que o BC está no caminho certo. “No entanto, o progresso até agora na luta contra a inflação precisa ser equilibrado contra riscos recentes que ameaçam nosso objetivo central”, disse. O diretor acrescentou que o BC deve permanecer cauteloso no momento atual.

A Selic já passou por seis altas seguidas e está atualmente em 13,75% ao ano. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que define a Selic, está marcada para 28 e 29 deste mês.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Embora ajude no controle dos preços, o aumento da taxa Selic prejudica a economia, que atravessa um ano de recessão, com queda na produção e no consumo.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Royalties
Valores referentes à produção de dezembro para contratos...
25/02/26
Premiação
BRAVA Energia recebe prêmio máximo na OTC Houston pelo p...
25/02/26
Documento
ABPIP apresenta Agenda Estratégica 2026 ao presidente da...
25/02/26
Câmara dos Deputados
Comissão especial debate papel dos biocombustíveis na tr...
25/02/26
FEPE
O desafio de formar e atrair talentos para a indústria d...
24/02/26
Royalties
Valores referentes à produção de dezembro para contratos...
24/02/26
Energia Solar
Conjunto Fotovoltaico Assú Sol, maior projeto solar da E...
23/02/26
Internacional
UNICA e entidade indiana firmam acordo para ampliar coop...
23/02/26
Onshore
Possível descoberta de petróleo no sertão cearense mobil...
23/02/26
Oferta Permanente
ANP realizará audiência pública sobre inclusão de 15 nov...
23/02/26
Internacional
Brasil e Índia: aliança no setor de bioenergia em pauta ...
23/02/26
Biometano
MAT bate recorde de instalações de sistemas de compressã...
23/02/26
Combustíveis
Etanol amplia perdas e encerra semana com nova queda nos...
23/02/26
Macaé Energy
Macaé recebe feira estratégica de energia voltada à gera...
20/02/26
PPSA
Produção de petróleo e de gás natural da União dobra em ...
20/02/26
ESG
Inscrições abertas até 26/2 para o seminário Obrigações ...
20/02/26
Pessoas
Paulo Alvarenga é nomeado CEO da TKMS Brazil
19/02/26
Subsea
Priner expande atuação no offshore com lançamento de sol...
13/02/26
Firjan
Recorde no petróleo sustenta crescimento da indústria do...
13/02/26
E&P
Tecnologia brasileira redefine a produção em campos madu...
13/02/26
Bahia Oil & Gas Energy
Produção em campos terrestres de petróleo e gás deve cre...
12/02/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.