Negócios

Banco chinês financia projeto de usina eólica em Sergipe

CDB disponibilizará US$ 56 milhões.

Valor Econômico
23/01/2013 11:51
Visualizações: 1085

 

O projeto do parque de geração de energia eólica Barra dos Coqueiros, localizado no Estado de Sergipe, obteve um financiamento de US$ 56 milhões do China Development Bank (CDB). A operação foi a primeira na modalidade de "project finance" realizada pelo banco chinês no mundo.
A assinatura do empréstimo coincidiu com a inauguração da usina, que possui capacidade de produção de 34,5 MW (megawatts de energia), o suficiente para abastecer uma cidade com 120 mil habitantes, em setembro passado. A liberação dos recursos ocorreu no fim de dezembro.
O parque eólico é controlado pela Desenvix, que tem como sócios a empresa de engenharia Jackson Empreendimentos, a norueguesa SN Power e a Funcef, fundação de previdência complementar dos funcionários da Caixa Econômica Federal. A usina vendeu a produção no primeiro leilão de energia eólica realizado no país, em 2009.
O financiamento para o projeto viria originalmente do Banco do Nordeste, agente repassador do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). A entrada dos chineses ocorreu após uma mudança nas regras do fundo, que deixou de atuar em projetos de infraestrutura.
Sem os recursos do FNE, a empresa precisou buscar fontes alternativas de crédito. O BNDES seria o caminho mais lógico, mas o banco possui restrições ao financiamento de componentes importados usados nas usinas eólicas. Os chineses estão entre os maiores fornecedores de equipamentos para a indústria, o que facilitou a entrada do China Development Bank, de acordo com Humberto Gargiulo, diretor presidente da Upside, que atuou como assessor financeiro da Desenvix na operação.
Até a liberação efetiva dos recursos, as negociações levaram pouco mais de um ano. "Foi um prazo relativamente curto, se levarmos em consideração que o CDB nunca havia atuado em project finance antes", diz Gargiulo. Toda a atuação do banco chinês, inclusive em projetos no Brasil, sempre se deu com garantias corporativas.
O financiamento obtido com o CDB tem prazo de 15 anos e será amortizado em 29 parcelas semestrais. A empresa pagará juros de 5,1% ao ano mais a variação da taxa interbancária de Londres (Libor). Segundo o executivo da Upside, as condições fechadas com os chineses permitirão aos sócios da usina de Sergipe obter um retorno do investimento melhor do que em um empréstimo do BNDES.
Embora com valor pequeno, o empréstimo deve abrir espaço para que outras obras obtenham recursos do banco chinês. "Para uma instituição como o CDB, não há número que assuste", afirma o executivo da Upside, que já possui outra proposta em andamento na instituição, também relacionada à área de energia.

O projeto do parque de geração de energia eólica Barra dos Coqueiros, localizado no Estado de Sergipe, obteve um financiamento de US$ 56 milhões do China Development Bank (CDB). A operação foi a primeira na modalidade de "project finance" realizada pelo banco chinês no mundo.


A assinatura do empréstimo coincidiu com a inauguração da usina, que possui capacidade de produção de 34,5 MW (megawatts de energia), o suficiente para abastecer uma cidade com 120 mil habitantes, em setembro passado. A liberação dos recursos ocorreu no fim de dezembro.


O parque eólico é controlado pela Desenvix, que tem como sócios a empresa de engenharia Jackson Empreendimentos, a norueguesa SN Power e a Funcef, fundação de previdência complementar dos funcionários da Caixa Econômica Federal. A usina vendeu a produção no primeiro leilão de energia eólica realizado no país, em 2009.


O financiamento para o projeto viria originalmente do Banco do Nordeste, agente repassador do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). A entrada dos chineses ocorreu após uma mudança nas regras do fundo, que deixou de atuar em projetos de infraestrutura.


Sem os recursos do FNE, a empresa precisou buscar fontes alternativas de crédito. O BNDES seria o caminho mais lógico, mas o banco possui restrições ao financiamento de componentes importados usados nas usinas eólicas. Os chineses estão entre os maiores fornecedores de equipamentos para a indústria, o que facilitou a entrada do China Development Bank, de acordo com Humberto Gargiulo, diretor presidente da Upside, que atuou como assessor financeiro da Desenvix na operação.


Até a liberação efetiva dos recursos, as negociações levaram pouco mais de um ano. "Foi um prazo relativamente curto, se levarmos em consideração que o CDB nunca havia atuado em project finance antes", diz Gargiulo. Toda a atuação do banco chinês, inclusive em projetos no Brasil, sempre se deu com garantias corporativas.


O financiamento obtido com o CDB tem prazo de 15 anos e será amortizado em 29 parcelas semestrais. A empresa pagará juros de 5,1% ao ano mais a variação da taxa interbancária de Londres (Libor). Segundo o executivo da Upside, as condições fechadas com os chineses permitirão aos sócios da usina de Sergipe obter um retorno do investimento melhor do que em um empréstimo do BNDES.


Embora com valor pequeno, o empréstimo deve abrir espaço para que outras obras obtenham recursos do banco chinês. "Para uma instituição como o CDB, não há número que assuste", afirma o executivo da Upside, que já possui outra proposta em andamento na instituição, também relacionada à área de energia.

 

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