Preços

Barril em queda alivia mercado

Jornal do Brasil
24/08/2004 00:00
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O preço do petróleo voltou a recuar ontem nas principais bolsas internacionais, diminuindo a pressão sobre os mercados financeiros. Apesar disso, as ações fecharam em queda no Brasil e nos Estados Unidos, com os investidores aproveitando a trégua do barril para embolsar os lucros das recentes altas.
Na Bolsa Mercantil de Nova York, o barril de petróleo do tipo leve, referência local, fechou em queda de 1,4%, aos US$ 46,05. Já no International Petroleum Exchange de Londres, o barril do tipo Brent, referência global, caiu 1,2% para US$ 43,03. Foi a primeira vez em um mês que a cotação do petróleo caiu por dois pregões seguidos em Nova York, graças a informações de que o Iraque está retomando o nível normal de exportações do produto. Na sexta-feira, após ter superado a máxima histórica de US$ 49,40, o barril de referência americano acabou caindo 1,7% para US$ 47,86.
Mesmo com o alívio do petróleo, o dia foi de perdas na Bolsa de Valores de São Paulo, cujo principal indicador, o Ibovespa, fechou em queda de 1,48%, aos 22.852 pontos. O recuo, no entanto, foi reflexo da realização de lucros pelos investidores, após cinco pregões consecutivos de altas do mercado. O fenômeno se repetiu na Bolsa de Nova York, onde o Dow Jones, principal índice do mercado, terminou o dia em queda de 0,37% depois de na semana passada ter voltado ao patamar dos 10 mil pontos, abandonado no início do mês. A bolsa eletrônica Nasdaq, por sua vez, fechou com leve alta de 0,04%, empurrada pela perspectiva de aumento das vendas do setor de microprocessadores.
No mercado de câmbio, o dia foi de tranqüilidade e poucos negócios. Diante de mais um bom desempenho da balança comercial brasileira, o dólar fechou em leve queda de 0,06%, a R$ 2,964. Também ajudaram a segurar a cotação rumores de que o Brasil prepara nova captação no mercado internacional após o risco país ter voltado para a faixa dos 500 pontos, o que reduz o custo da emissão de títulos pelo governo. Ontem, o indicador, calculado pelo banco americano JP Morgan, recuou mais 0,57% para 523 pontos, nível que estava em março.

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