Economia

BC aumenta projeção de inflação este ano para 6,4%

Estimativa está no Relatório Trimestral divulgado hoje.

Agência Brasil
26/06/2014 09:57
Visualizações: 1108

 

O Banco Central (BC) revisou a projeção para a inflação este ano em patamar mais próximo ao teto da meta, que é 6,5%. Na estimativa do BC, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 6,4%, este ano, 0,3 ponto percentual acima da projeção divulgada em março. A estimativa está no Relatório Trimestral de Inflação, divulgado hoje (26).
Em 2015, a inflação deve recuar e encerrar o período em 5,7%, ante 5,5% previstos anteriormente. Em 12 meses acumulados no final do segundo trimestre de 2016, a projeção é 5,1%.
Essas projeções são do cenário de referência, em que o BC levou em considerações informações disponíveis até o último dia 6 para fazer as estimativas. Nesse cenário foram considerados o dólar a R$ 2,25 e a taxa básica de juros, a Selic, em 11% ao ano.
O BC também divulga os dados do cenário de mercado, que faz estimativas para a taxa de câmbio e a Selic. No cenário de mercado, a previsão para a inflação neste ano também é 6,4%, 0,2 ponto percentual acima da estimativa de março. Em 2015, a projeção é 6% e em 12 meses acumulados no final do segundo trimestre de 2016, 5%.
As estimativas de inflação estão acima do centro da meta (4,5%) a ser seguida pelo BC. Essa meta tem como limite superior 6,5%. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a Selic. Usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), a taxa serve de referência para as demais taxas de juros da economia.
Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação.
O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. A Selic passou por um ciclo de nove altas seguidas, até abril, quando foi ajustada para 11% ao ano. Em maio, o Copom decidiu interromper o aperto monetário, com manutenção da taxa básica em 11% ao ano.
De acordo com o BC, aumentou a probabilidade estimada de a inflação ultrapassar o limite superior da meta. No cenário de referência, em 2014, ficou em torno de 46% e, em 2015, 30%. Em março, essa probabilidade era 38%, em 2014 e 27%, em 2015.
No cenário de mercado, essa probabilidade ficou em cerca de 48%, este ano, e em 38%, em 2015. Em março, essa probabilidade era menor: 40%, este ano, e 29%, em 2015.

O Banco Central (BC) revisou a projeção para a inflação este ano em patamar mais próximo ao teto da meta, que é 6,5%. Na estimativa do BC, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 6,4%, este ano, 0,3 ponto percentual acima da projeção divulgada em março. A estimativa está no Relatório Trimestral de Inflação, divulgado hoje (26).

Em 2015, a inflação deve recuar e encerrar o período em 5,7%, ante 5,5% previstos anteriormente. Em 12 meses acumulados no final do segundo trimestre de 2016, a projeção é 5,1%.

Essas projeções são do cenário de referência, em que o BC levou em considerações informações disponíveis até o último dia 6 para fazer as estimativas. Nesse cenário foram considerados o dólar a R$ 2,25 e a taxa básica de juros, a Selic, em 11% ao ano.

O BC também divulga os dados do cenário de mercado, que faz estimativas para a taxa de câmbio e a Selic. No cenário de mercado, a previsão para a inflação neste ano também é 6,4%, 0,2 ponto percentual acima da estimativa de março. Em 2015, a projeção é 6% e em 12 meses acumulados no final do segundo trimestre de 2016, 5%.

As estimativas de inflação estão acima do centro da meta (4,5%) a ser seguida pelo BC. Essa meta tem como limite superior 6,5%. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a Selic. Usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), a taxa serve de referência para as demais taxas de juros da economia.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação.

O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. A Selic passou por um ciclo de nove altas seguidas, até abril, quando foi ajustada para 11% ao ano. Em maio, o Copom decidiu interromper o aperto monetário, com manutenção da taxa básica em 11% ao ano.

De acordo com o BC, aumentou a probabilidade estimada de a inflação ultrapassar o limite superior da meta. No cenário de referência, em 2014, ficou em torno de 46% e, em 2015, 30%. Em março, essa probabilidade era 38%, em 2014 e 27%, em 2015.

No cenário de mercado, essa probabilidade ficou em cerca de 48%, este ano, e em 38%, em 2015. Em março, essa probabilidade era menor: 40%, este ano, e 29%, em 2015.

 

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