Brics

Brasil está conversando com China sobre livre comércio, diz Guedes

Reuters, 13/11/2019
13/11/2019 17:38
Brasil está conversando com China sobre livre comércio, diz Guedes Imagem: Divulgação AB Visualizações: 788

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira que o Brasil está conversando com a China sobre a possibilidade de uma área de livre comércio no âmbito de esforços que têm sido feitos pelo governo para integrar o país às cadeias globais de valor.

"Agora estamos conversando com a China sobre a possibilidade de considerarmos uma free trade area (área de livre comércio), ao mesmo tempo em que falamos em entrar na OCDE", disse ele, listando as ações que estão em curso após o Mercosul ter fechado acordo com a União Europeia.

Em seminário sobre a relação do Brasil com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco do Brics, o ministro frisou que a decisão de abrir o Brasil está consolidada no governo Jair Bolsonaro e é urgente.

"Perdemos tempo demais, temos pressa", disse o ministro.

Questionado sobre o possível acordo com a China e sobre um prazo viável para sua conclusão, o ministro não deu mais informações a jornalistas, se limitando a reiterar que o Brasil precisa olhar para o crescimento asiático em sua estratégia comercial.

"O que nós estamos falando é o seguinte: desde o início nós estamos procurando níveis de integração maior", afirmou.

Durante sua fala inicial no seminário, o ministro disse, em relação ao comércio com a China, que apesar de o montante negociado passar hoje dos 100 bilhões de dólares, ele particularmente não se incomodaria se a balança com o gigante asiático passasse do superávit ao equilíbrio, "com as importações duplicando ou triplicando".

"O que queremos é mais integração ainda", pontuou.

Quanto à Índia, Guedes avaliou que há um grande atraso em relação ao potencial de comércio.

"O maior upside de integração de comércio agora é com a própria Índia porque o comércio é muito baixo", disse.

Guedes também sublinhou que ao Brasil não interessam guerras comerciais, tensões e incertezas.

"Ao contrário, vamos dançar com todo mundo", afirmou.

O ministro destacou que, para além das trocas comerciais, o Brasil também quer mais investimentos estrangeiros no país, citando, por exemplo, a carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

Sobre a atuação do NDB, Guedes avaliou que o banco do Brics poderá financiar projetos de infraestrutura, citando portos, rodovias e ferrovias.

"Por exemplo: como escoar toda essa produção do Centro-Oeste brasileiro através de investimentos em ferrovias, para a Calha Norte, para subir, e isso tudo chegar à Ásia em menos tempo e mais barato. Ao mesmo tempo, como cortar através do Peru uma Transpacífica para o Brasil também escoar a produção do Centro-Oeste", disse. "Tudo isso são possibilidades de financiamento do NDB."

À Reuters, membros da comitiva do NDB afirmaram que o banco já aprovou empréstimos que somam 1,4 bilhão de dólares ao país até agora. A meta para 2020 é de mais 2 bilhões de dólares em financiamentos, levando o total a 3,4 bilhões de dólares.

Institucional

Novo marco institucional para petróleo

Em seu discurso, Guedes também avaliou que o mega leilão de petróleo da cessão onerosa não pode ser considerado um marco institucional em meio à falta de interesse de operadoras internacionais privadas.

Nesse sentido, o ministro afirmou que o governo quer trabalhar num novo marco institucional, sinalizando o abandono ao modelo de partilha nos certames.

"Nosso objetivo não tem que ser maximizar arrecadação e minimizar investimentos futuros, temos que fazer com que competição ocorra numa outra dimensão, quem vai investir mais e não quem vai fechar buraco fiscal este ano", disse.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ROG.e 2026
Petrobras e Petronect levam nova solução para compras de...
30/09/26
ANP
Royalties: valores referentes à produção de julho foram ...
29/09/26
Santa Catarina
Porto de Imbituba movimenta 5,19 milhões de toneladas at...
28/09/26
ROG.e 2026
Sucesso! ROG.e 2026 fecha com 83 mil visitantes e injeçã...
25/09/26
ROG.e 2026
Presidente da Petrobras defende exploração ativa e prevê...
25/09/26
ROG.e 2026
Oil States destaca integração entre engenharia, fabricaç...
25/09/26
ROG.e 2026
Na ROG.e 2026, Shell destaca parcerias, inovação e disci...
25/09/26
ROG.e 2026
Constellation é reconhecida pela Petrobras como a melhor...
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e OceanPact assinam acordo para expansão de...
25/09/26
Terminais
Ultracargo é reconhecida pelo quarto ano consecutivo com...
25/09/26
ROG.e 2026
Mayekawa apresenta soluções para óleo, gás e energia na ...
25/09/26
Brandend Content
Brasil Aços amplia estoque de tubos de aço carbono NACE...
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e Perenco Brasil assinam acordo para primei...
24/09/26
ROG.e 2026
Lideranças apontam o Brasil como pilar de segurança ener...
24/09/26
ROG.e 2026
Firjan SENAI e Sebrae Rio conectam MPEs a grandes empres...
24/09/26
ROG.e 2026
Estudo da PPSA identifica boas práticas para apoiar deci...
24/09/26
ROG.e 2026
EAS participa da ROG.e 2026
24/09/26
PPSA
A parcela de petróleo da União foi de 328 mil barris por...
24/09/26
Apoio Offshore
Afretado pela Petrobras, o PSV Starnav Elektra é batizad...
24/09/26
ROG.e 2026
O papel da Lumina e o impacto da ROG.e 2026 para a indús...
23/09/26
Terminais
Wilson Sons avança na expansão do Tecon Rio Grande com a...
23/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25