Opinião

Brasil necessita de soluções e pensamento estratégico para alavancar setor de transporte logístico

Artigo de Edésio de Campos Horbylon Neto
23/11/2015 12:04
Brasil necessita de soluções e pensamento estratégico para alavancar setor de transporte logístico Imagem: Edésio de Campos é diretor superintendente da 3T Systems Visualizações: 1140

 

A realidade brasileira exige uma reflexão profunda no que diz respeito à cadeia de transportes do país. A área de logística, por exemplo, precisa de uma melhor adequação em torno dos déficits e das novas demandas, cujas reformas seriam possíveis se o pensamento fosse embasado em soluções estratégicas, a fim de ampliar a infraestrutura e garantir o avanço desse mercado.
Pensando em uma proposta que englobasse o real cenário do país, a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) apresentou recentemente o Plano CNT de Transporte e Logística. Esse documento prevê, além do investimento aproximado de R$ 1 trilhão para a modernização dos transportes no país, mais de dois mil projetos prioritários que visam amparar a infraestrutura, em nível nacional.
Vale mencionar que esse arquivo traz à tona uma significativa redução do investimento público em infraestrutura de transporte nas últimas décadas, de 1,7% do PIB (Produto Interno Bruto) em 1970 para 0,3% em 2013. No último ano, dos R$ 19,1 bilhões aprovados para serem investidos na infraestrutura de transporte, apenas R$ 13,5 bilhões foram efetivamente pagos.
Todavia, a questão não incide apenas sobre os recursos aplicados, mas também envolve a garantia da qualidade da infraestrutura implantada, tanto por investimento público quanto privado.
Sob uma perspectiva geral, um dos pontos críticos do setor é justamente a falta de planejamento para uma gestão eficiente dos recursos, serviços e execução de obras destinadas à melhoria do sistema de transporte brasileiro. Além disso, é válido repensar sobre algumas medidas que poderiam reduzir a burocracia no segmento, o que aprimoraria os custos e aumentaria a produtividade.
O Fórum Econômico Mundial elaborou um ranking que avaliou a qualidade da infraestrutura do transporte em 144 países do mundo. Referente ao Brasil, os dados são alarmantes: as ferrovias ocupam a 95ª posição, enquanto o transporte aéreo está em 113º lugar. Sobre os portos e rodovias, há um empate e ambos estão no 122º lugar.
Considerando que o Brasil utiliza, fundamentalmente, as rodovias para o transporte de cargas, o que abrange cerca de 60% do total dos custos logísticos, torna-se primordial uma avaliação detalhada dos volumes a serem transportados. Para isso, a cadeia logística se coloca como base para a análise, uma vez que essa avaliação permite gerenciar os modais, o percurso do transporte e até mesmo as limitações dos fornecedores ou necessidades específicas de cada cliente.
A infraestrutura do transporte no Brasil é uma questão que ganha ainda mais visibilidade e importância de reflexão nesta etapa final do processo eleitoral. Cabe, portanto, principalmente aos gestores do trade, governo e instituições, repensarem as falhas, definirem melhor as soluções e organizarem as estratégias e prioridades, com o objetivo único de aperfeiçoar toda a cadeia nacional de transporte e logística.
 
*Edésio de Campos Horbylon Neto é diretor superintendente da 3T Systems, do Grupo José Alves. Graduado em Direito pela Faculdade Anhanguera de Ciências Humanas, possui especialização MBA em Estratégias de Gestão em Marketing pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. O executivo acumula passagem na Autotrac, Texaco do Brasil e Xerox do Brasil.

A realidade brasileira exige uma reflexão profunda no que diz respeito à cadeia de transportes do país. A área de logística, por exemplo, precisa de uma melhor adequação em torno dos déficits e das novas demandas, cujas reformas seriam possíveis se o pensamento fosse embasado em soluções estratégicas, a fim de ampliar a infraestrutura e garantir o avanço desse mercado.

Pensando em uma proposta que englobasse o real cenário do país, a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) apresentou recentemente o Plano CNT de Transporte e Logística. Esse documento prevê, além do investimento aproximado de R$ 1 trilhão para a modernização dos transportes no país, mais de dois mil projetos prioritários que visam amparar a infraestrutura, em nível nacional.

Vale mencionar que esse arquivo traz à tona uma significativa redução do investimento público em infraestrutura de transporte nas últimas décadas, de 1,7% do PIB (Produto Interno Bruto) em 1970 para 0,3% em 2013. No último ano, dos R$ 19,1 bilhões aprovados para serem investidos na infraestrutura de transporte, apenas R$ 13,5 bilhões foram efetivamente pagos.

Todavia, a questão não incide apenas sobre os recursos aplicados, mas também envolve a garantia da qualidade da infraestrutura implantada, tanto por investimento público quanto privado.

Sob uma perspectiva geral, um dos pontos críticos do setor é justamente a falta de planejamento para uma gestão eficiente dos recursos, serviços e execução de obras destinadas à melhoria do sistema de transporte brasileiro. Além disso, é válido repensar sobre algumas medidas que poderiam reduzir a burocracia no segmento, o que aprimoraria os custos e aumentaria a produtividade.

O Fórum Econômico Mundial elaborou um ranking que avaliou a qualidade da infraestrutura do transporte em 144 países do mundo. Referente ao Brasil, os dados são alarmantes: as ferrovias ocupam a 95ª posição, enquanto o transporte aéreo está em 113º lugar. Sobre os portos e rodovias, há um empate e ambos estão no 122º lugar.

Considerando que o Brasil utiliza, fundamentalmente, as rodovias para o transporte de cargas, o que abrange cerca de 60% do total dos custos logísticos, torna-se primordial uma avaliação detalhada dos volumes a serem transportados. Para isso, a cadeia logística se coloca como base para a análise, uma vez que essa avaliação permite gerenciar os modais, o percurso do transporte e até mesmo as limitações dos fornecedores ou necessidades específicas de cada cliente.

A infraestrutura do transporte no Brasil é uma questão que ganha ainda mais visibilidade e importância de reflexão nesta etapa final do processo eleitoral. Cabe, portanto, principalmente aos gestores do trade, governo e instituições, repensarem as falhas, definirem melhor as soluções e organizarem as estratégias e prioridades, com o objetivo único de aperfeiçoar toda a cadeia nacional de transporte e logística.
 
*Edésio de Campos Horbylon Neto é diretor superintendente da 3T Systems, do Grupo José Alves. Graduado em Direito pela Faculdade Anhanguera de Ciências Humanas, possui especialização MBA em Estratégias de Gestão em Marketing pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. O executivo acumula passagem na Autotrac, Texaco do Brasil e Xerox do Brasil.

 

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