Exportações

Brasil pode ampliar exportações para a Colômbia, diz Apex

Redação/Agência Brasil
21/10/2016 08:42
Brasil pode ampliar exportações para a Colômbia, diz Apex Imagem: Divulgação Visualizações: 1421

Com a economia em crescimento, a Colômbia atualmente é um dos países de maior interesse para as empresas brasileiras exportarem produtos. Segundo a gerente do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) na Colômbia, Vicky Osorio, a proximidade geográfica e cultural facilita o processo, que beneficia especialmente companhias que estão começando a exportar agora e querem iniciar a atividade em um mercado menor.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o comércio bilateral entre o Brasil e a Colômbia cresceu 165% entre 2005 e 2014. De janeiro a junho de 2016, o valor exportado pelo Brasil para a Colômbia chegou a US$ 1,1 bilhão, com aumento de 4% em relação ao mesmo período de 2015, segundo a Apex.

Em entrevista à Agência Brasil, a gerente da Apex na Colômbia ressalta os diferenciais brasileiros para conquistar o mercado colombiano.

Como está o cenário de negócios entre o Brasil e a Colômbia?

A Colômbia neste momento é um dos países de maior interesse para as empresas brasileiras. Dos projetos que a Apex tem desenvolvido com as associações, a Colômbia é o segundo país de maior interesse, depois dos Estados Unidos. O que acontece é que a Colômbia é um país com economia em crescimento, com uma população interessante, a terceira maior da região, e com um consumo interessante, em crescimento. E, agora, com a maior consciência das empresas brasileiras da importância de exportar, a Colômbia aparece como um país ótimo para esse processo, porque as economias como as dos Estados Unidos, Europa, China, são longe e um pouco mais intimidantes, são maiores, mais complicadas. Então, a Colômbia é um país que está mais perto, logisticamente não é tão complicado, com uma economia em crescimento, e com uma cultura e um idioma relativamente similares. Então, é uma oportunidade bem positiva porque há muitas empresas que atualmente não exportam, e iniciar com um mercado menor é uma experiência um pouco mais simples, para elas aprenderem e ir crescendo nesta capacidade para depois buscar mercados maiores.

Como é o trabalho da Apex no país?

O escritório da Apex iniciou em 2014, e o que fazemos, além de apoiar os projetos da sede, é desenvolver agendas de negócios e informações customizadas para as empresas sobre o mercado e fazemos essa ponte para elas poderem chegar à Colômbia de diferentes formas, podemos fazer o relacionamento tanto com entidades de governo como com empresas privadas para desenvolver negócios.

Quais são os principais produtos exportados do Brasil para cá?

Os setores mais fortes são de maquinário e equipamentos, mas também temos uma presença forte de plásticos, produtos de borracha, embalagens, cosméticos e o setor calçadista.

Como é a concorrência com outros países?

Ainda que a Colômbia seja um mercado em crescimento, e com potencial, é um mercado muito concorrido. Não pode ser um mercado que você visita uma vez e não volta mais. Tem que ser um mercado de presença permanente, porque a Colômbia tem uma economia bastante aberta, com acordos de livre comércio com a Europa, Estados Unidos, toda a América Central, América do Sul, a Coreia. Então, assim como o Brasil vê o potencial no país, o mundo inteiro também vê esse potencial. E você tem empresas de todos os países, alguns com melhor tecnologia, outros com melhores preços, todos querendo fornecer às empresas colombianas. Então, as empresas brasileiras têm que ter bem claro qual vai ser seu diferencial.

E quais são os diferenciais do Brasil?

Por exemplo, no caso do maquinário, um dos maiores concorrentes é a China. Mas aí o Brasil tem uma competitividade logística, então, você pode ter um centro logístico na Colômbia que agilize um pouco os tempos de chegada ao produto final. A internacionalização traz essa competitividade, por essa logística, você não ter que trazer da Ásia, para levar ao Brasil e depois trazer para a Colômbia. Outro fator é que muitas empresas de maquinário não têm serviço pós-venda, e o Brasil, estando mais perto, tem essa capacidade de oferecer esse serviço pós-venda, aí dá para fazer a manutenção. Então, muitas vezes quando você quer fortalecer sua atividade comercial, ela é potencializada com esses processos de internacionalização.

Em termos de preço e qualidade, os produtos brasileiros são competitivos aqui?

Quando você compete com todo mundo, sempre vai ter alguém que vai ter algo melhor que você. Mas, de maneira geral, os produtos brasileiros têm uma boa qualidade. Podem não ser os melhores, mas têm uma qualidade forte, importante, com desenvolvimento tecnológico que é interessante. Os preços também não são os melhores, mas não são os mais caros. Mas acho que cada companhia tem que fazer o trabalho de entender como está o seu setor, quem são os seus concorrentes. Porque cada país tem uma característica que você tem que reconhecer para poder competir com eles.

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