Energia

Braskem analisa adesão à Belo Monte

Valor Econômico
17/05/2010 10:41
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A Braskem, controlada pelo grupo Odebrecht, reafirmou seu interesse em participar como autoprodutora de Belo Monte, que está sob coordenação da Norte Energia, vencedora do leilão. Bernardo Gradin, presidente da petroquímica, disse que a companhia foi procurada pelo consórcio vencedor para participar do projeto.

 

Segundo ele, outras duas empresas também foram convidadas. "Temos um contrato de confidencialidade", disse, sem dar mais detalhes sobre a possível adesão ao projeto. A Braskem está entre as cinco maiores empresas consumidoras de energia do país. A companhia consome por ano 130 tera Btu, o equivalente a 4,350 megawatt médio. Empresas como CSN, Gerdau, Vale, Votorantim e Alcoa já manifestaram interesse em participar do projeto como autoprodutores.

Em continuidade aos planos de expansão, dentro e fora do país, a Braskem anunciou, na sexta-feira, que fará investimentos de R$ 1,6 bilhão em 2010, um crescimento de 80% sobre 2009, de R$ 900 milhões. Parte desse aporte, de R$ 360 milhões, será destinado à Quattor, incorporada em abril pela Braskem, para a conclusão de projetos de expansão que já estavam em curso, afirmou Gradin.

 

O plano de expansão inclui o aumento da capacidade de PVC em Alagoas, em 200 mil toneladas, que foi aprovado pelo conselho de administração este mês, com aporte de US$ 470 milhões até sua conclusão, em 2012. Este ano serão investidos R$ 52 milhões nesse projeto. Mais R$ 254 milhões serão destinados à planta de plástico verde, com início das operações previsto para o terceiro trimestre deste ano, no Rio Grande do Sul. Outros R$ 317 milhões serão destinados a trabalhos de manutenção em paradas programadas.

Os projetos de Comperj e do polo petroquímico de Suape (PE) também continuam no radar da companhia. Até julho, a Braskem espera apresentar a seu conselho de administração proposta de como poderá se integrar a Suape. Em relação ao Comperj, a companhia também deverá apresentar nos próximos meses um novo modelo de atuação para este projeto.

 

Neste primeiro trimestre, a empresa registrou receita líquida de R$ 4,466 bilhões, alta de 37% sobre o mesmo período de 2009. A Braskem encerrou o trimestre com prejuízo líquido de R$ 123 milhões, ante lucro líquido de R$ 10 milhões no primeiro trimestre de 2009. O resultado negativo reflete, em parte, a desvalorização do dólar ante o real e a adesão ao Refis.
 

 

Por  Mônica Scaramuzzo, de São Paulo

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