Negócios
Valor Econômico
Afetada pela alta volatilidade no preço da matéria-prima e do câmbio nos últimos tempos, a Braskem voltou a acenar com a possibilidade de mudanças nas regras de definição da cotação da nafta, que representa cerca de 80% dos custos da petroquímica.
A companhia prevê assinar com a Petrobras, sua principal sócia, um novo contrato de fornecimento da matéria-prima até o fim deste mês. A intenção é aumentar o “horizonte de tempo” para definição do preço da nafta.
O presidente da Braskem, Bernardo Gradin, disse que o contrato deverá estabelecer melhores condições de preços, criando um cenário mais sustentável ao longo do tempo para a companhia. Ele não deu maiores detalhes alegando confidencialidade nas conversas com a Petrobras, mas afirmou que a mudança poderá reduzir alguma volatilidade.
A mudança drástica nos preços da nafta tem afetado a cadeia petroquímica. “Vivemos um 2008 com momentos bem distintos nos dois extremos”, disse Gradin. A Braskem foi afetada pela alta volatilidade da nafta, que chegou a ser cotada a US$ 1.140 por tonelada em julho para, depois da crise, despencar para US$ 240 por tonelada em dezembro.
O contrato, que era previsto para ser firmado com a estatal no fim de 2008, mudará a fórmula existente há quase uma década. Hoje a estatal define mensalmente os preços de venda da nafta com base na cotação ARA, dos portos europeus, região importadora de matéria-prima.
A Braskem compra anualmente 5 milhões de toneladas da matéria-prima da Petrobras, além de 3 milhões de toneladas adquiridas do exterior de fornecedores da América do Sul e África. A expectativa é de que o novo contrato, com duração de dez anos, também defina o nível de qualidade da nafta fornecida pela estatal.
Fale Conosco
23