Negócios

BTG e Glencore vão juntos na MMX

Porto Sudeste seria ativo mais valioso da mineradora.

Valor Econômico
25/06/2013 14:06
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O empresário Eike Batista está em negociações avançadas para vender a MMX, a empresa de mineração de ferro do grupo EBX cujo ativo mais valioso é o Porto Sudeste, em Itaguaí (RJ), na região metropolitana do Rio. O porto está previsto para entrar em operação no fim deste ano com capacidade de embarcar 50 milhões de toneladas de minério por ano. A suíça Glencore Xstrata vem sendo apontada pelo mercado como a favorita para comprar a MMX em negócio que pode envolver parceria com o BTG Pactual, que tem acordo de cooperação estratégica com o EBX.
O 'Valor' apurou que reunião entre a Glencore Xstrata e o BTG está prevista para amanhã (26), na Suíça, com o objetivo de tentar fechar um acordo. As duas empresas poderão formar joint venture para comprar ações e/ou ativos da MMX. Charles Watenphul, da área de comunicações da Glencore, disse que a empresa não comentaria especulações. Procurado, o BTG Pactual informou que não fala sobre o que considera "rumores". Além da Glencore, há negociações da MMX com outras duas empresas.
O Porto Sudeste, incorporado à MMX em uma complexa transação financeira em 2012, é considerado como o melhor ativo que Batista tem em mãos. Inicialmente, o porto pertencia à LLX, empresa de logística do grupo, mas foi cindido, passou para o controle da PortX, que terminou incorporada pela MMX. A venda isolada do porto poderia exigir nova segregação do ativo. Mas o desejo de Batista seria não vender o porto de forma isolada, uma vez que a mineradora nasceu como um projeto integrado de mina-ferrovia e porto. Mas, frente às dificuldades, nada mais é impossível.
No total, o Porto Sudeste tem investimentos previstos de R$ 2,4 bilhões dos quais cerca de R$ 1,8 bilhão financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Se houver troca de controle acionário da empresa, o BNDES precisará aprovar a operação. "O projeto [do porto Sudeste] está todo financiado", disse fonte próxima à MMX. A parcela restante dos recursos, de R$ 600 milhões, é capital próprio da empresa. No fim do primeiro trimestre, a MMX tinha R$ 1,2 bilhão em caixa e dívidas de R$ 3,1 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão de curto prazo e R$ 1,9 bilhão de longo prazo.
Ainda não está claro, no entanto, se nas discussões com novos parceiros Batista poderia vender uma parte, o controle da empresa ou só o Porto Sudeste. O empresário detém 59,3% da MMX. Outros investidores importantes da empresa são a chinesa Wisco, com 10,46%, e a coreana SK Networks, com 8,78%. Em 2012, a MMX produziu 6 milhões de toneladas de minério de ferro em Minas Gerais e há plano para expandir a produção nesse sistema para 29 milhões de toneladas em data depois de 2015. No sistema Corumbá (MS), a empresa produz cerca de 1,5 milhão de toneladas.
A confirmação de que a MMX está à venda partiu ontem da própria empresa, em fato relevante aos acionistas e ao mercado. Disse a empresa na nota: "[A empresa] está avaliando oportunidades de negócios, incluindo, mas não se limitando, à venda de ações detidas pelo acionista controlador da companhia [Batista], assim como de seus ativos, tanto para investidores nacionais quanto estrangeiros".
A ação da MMX subiu ontem 10,24%, cotada a R$ 1,40 - a maior alta do Ibovespa e a quarta maior alta da bolsa. Pode ter sido um sinal de que os investidores veem con bons olhos a entrada de novos sócios na companhia, capazes de injetar capital, e a diluição de Batista, o que daria mais credibilidade à MMX neste momento. No ano, porém, a ação da empresa continuou em queda de 68,54% e no mês, de 16,67%.
Para analistas, a mensagem da companhia foi clara: a MMX está à venda. "Foi como se colocassem uma placa de 'vende-se'", disse o analista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi. Ele avaliou que os investidores ficaram ainda mais cautelosos do que estavam em relação às ações do grupo "X". Galdi considerou que é visível a necessidade de aporte de capital nas empresas da EBX e, portanto, é razoável supor que o grupo busque vender ações e ativos para fazer caixa.

O empresário Eike Batista está em negociações avançadas para vender a MMX, a empresa de mineração de ferro do grupo EBX cujo ativo mais valioso é o Porto Sudeste, em Itaguaí (RJ), na região metropolitana do Rio. O porto está previsto para entrar em operação no fim deste ano com capacidade de embarcar 50 milhões de toneladas de minério por ano. A suíça Glencore Xstrata vem sendo apontada pelo mercado como a favorita para comprar a MMX em negócio que pode envolver parceria com o BTG Pactual, que tem acordo de cooperação estratégica com o EBX.


O 'Valor' apurou que reunião entre a Glencore Xstrata e o BTG está prevista para amanhã (26), na Suíça, com o objetivo de tentar fechar um acordo. As duas empresas poderão formar joint venture para comprar ações e/ou ativos da MMX. Charles Watenphul, da área de comunicações da Glencore, disse que a empresa não comentaria especulações. Procurado, o BTG Pactual informou que não fala sobre o que considera "rumores". Além da Glencore, há negociações da MMX com outras duas empresas.


O Porto Sudeste, incorporado à MMX em uma complexa transação financeira em 2012, é considerado como o melhor ativo que Batista tem em mãos. Inicialmente, o porto pertencia à LLX, empresa de logística do grupo, mas foi cindido, passou para o controle da PortX, que terminou incorporada pela MMX. A venda isolada do porto poderia exigir nova segregação do ativo. Mas o desejo de Batista seria não vender o porto de forma isolada, uma vez que a mineradora nasceu como um projeto integrado de mina-ferrovia e porto. Mas, frente às dificuldades, nada mais é impossível.


No total, o Porto Sudeste tem investimentos previstos de R$ 2,4 bilhões dos quais cerca de R$ 1,8 bilhão financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Se houver troca de controle acionário da empresa, o BNDES precisará aprovar a operação. "O projeto [do porto Sudeste] está todo financiado", disse fonte próxima à MMX. A parcela restante dos recursos, de R$ 600 milhões, é capital próprio da empresa. No fim do primeiro trimestre, a MMX tinha R$ 1,2 bilhão em caixa e dívidas de R$ 3,1 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão de curto prazo e R$ 1,9 bilhão de longo prazo.


Ainda não está claro, no entanto, se nas discussões com novos parceiros Batista poderia vender uma parte, o controle da empresa ou só o Porto Sudeste. O empresário detém 59,3% da MMX. Outros investidores importantes da empresa são a chinesa Wisco, com 10,46%, e a coreana SK Networks, com 8,78%. Em 2012, a MMX produziu 6 milhões de toneladas de minério de ferro em Minas Gerais e há plano para expandir a produção nesse sistema para 29 milhões de toneladas em data depois de 2015. No sistema Corumbá (MS), a empresa produz cerca de 1,5 milhão de toneladas.


A confirmação de que a MMX está à venda partiu ontem da própria empresa, em fato relevante aos acionistas e ao mercado. Disse a empresa na nota: "[A empresa] está avaliando oportunidades de negócios, incluindo, mas não se limitando, à venda de ações detidas pelo acionista controlador da companhia [Batista], assim como de seus ativos, tanto para investidores nacionais quanto estrangeiros".


A ação da MMX subiu ontem 10,24%, cotada a R$ 1,40 - a maior alta do Ibovespa e a quarta maior alta da bolsa. Pode ter sido um sinal de que os investidores veem con bons olhos a entrada de novos sócios na companhia, capazes de injetar capital, e a diluição de Batista, o que daria mais credibilidade à MMX neste momento. No ano, porém, a ação da empresa continuou em queda de 68,54% e no mês, de 16,67%.


Para analistas, a mensagem da companhia foi clara: a MMX está à venda. "Foi como se colocassem uma placa de 'vende-se'", disse o analista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi. Ele avaliou que os investidores ficaram ainda mais cautelosos do que estavam em relação às ações do grupo "X". Galdi considerou que é visível a necessidade de aporte de capital nas empresas da EBX e, portanto, é razoável supor que o grupo busque vender ações e ativos para fazer caixa.

 

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