Negócios

BTG e Previ garantem oferta inicial da CPFL Renováveis

A operação teve pouca demanda no mercado.

Valor Econômico
18/07/2013 09:50
Visualizações: 1141

 

A CPFL Renováveis concluiu ontem sua oferta pública inicial de ações ao preço mínimo da faixa sugerida pela companhia. Com pouca demanda no mercado, a operação saiu por causa do exercício da garantia de colocação dada pelo BTG Pactual e da ordem de compra que já havia sido feita pela Previ.
A operação recebeu uma ordem R$ 150 milhões de uma instituição financeira estrangeira e uma ou duas pequenas ordens de investidores locais, conforme antecipou ontem à tarde o Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor.
Especula-se que o investidor externo possa ser o International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial para negócios no setor privado. Anos atrás, a instituição investiu na Ersa uma das empresas que deram origem à CPFL Renováveis.
Como houve pouca adesão do mercado, o BTG Pactual teve de entrar com cerca de R$ 340 milhões para adquirir as ações que não foram distribuídas, afirmam fontes a par do assunto.
O banco havia dado garantia firme de colocação para até 55,6% das ações oferecidas no lote inicial, o que poderia chegar no limite a R$ 500 milhões.
Paralelamente, a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, já havia dado uma ordem de compra equivalente a outros R$ 400 milhões.
Com a ajuda desses mecanismos, a CPFL Renováveis conseguiu fechar a operação num momento muito delicado no mercado de capitais. O aumento da volatilidade nas últimas semanas deixou em suspenso os planos de outras companhias que pretendiam ir à bolsa, caso da Votorantim Cimentos.
Porém, com a concentração das ações nas mãos de poucos acionistas, algumas fontes de mercado já demonstravam ontem preocupação com a liquidez que os papéis da CPFL Renováveis terão ao chegar à bolsa. As ações começam a ser negociadas amanhã na BM&FBovespa.
Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa captou R$ 1,035 bilhão. O montante inclui R$ 900 milhões do lote inicial mais os papéis do lote suplementar, que podem ou não ser exercidos pelos bancos para estabilizar a operação nas próximas semanas. A oferta foi fechada a R$ 12,51 por ação, o piso do intervalo indicativo.
Foram captados R$ 485 milhões na forma de oferta primária, na qual os recursos vão para o caixa da empresa. Outros R$ 550 milhões foram colocados em oferta secundária, que envolve a venda de participação dos controladores da companhia.
De acordo com informações disponíveis no prospecto da oferta, a CPFL Renováveis pretende destinar a "projetos em desenvolvimento" a maior parcela (80%) dos recursos levantados na oferta primária. Outros 20% serão reservados para aquisições.
Também segundo o prospecto, se o BTG ficar com participação acima de 5% da elétrica por conta da garantia de colocação, terá de submeter a operação à avaliação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Nesse caso, até que o Cade avalie e aprove a operação, o BTG terá suspensos seus direitos políticos relativos à participação adquirida na oferta. O BTG já possui outros investimentos em empresas do setor de energia.

A CPFL Renováveis concluiu ontem sua oferta pública inicial de ações ao preço mínimo da faixa sugerida pela companhia. Com pouca demanda no mercado, a operação saiu por causa do exercício da garantia de colocação dada pelo BTG Pactual e da ordem de compra que já havia sido feita pela Previ.


A operação recebeu uma ordem R$ 150 milhões de uma instituição financeira estrangeira e uma ou duas pequenas ordens de investidores locais, conforme antecipou ontem à tarde o Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor.


Especula-se que o investidor externo possa ser o International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial para negócios no setor privado. Anos atrás, a instituição investiu na Ersa uma das empresas que deram origem à CPFL Renováveis.


Como houve pouca adesão do mercado, o BTG Pactual teve de entrar com cerca de R$ 340 milhões para adquirir as ações que não foram distribuídas, afirmam fontes a par do assunto.


O banco havia dado garantia firme de colocação para até 55,6% das ações oferecidas no lote inicial, o que poderia chegar no limite a R$ 500 milhões.


Paralelamente, a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, já havia dado uma ordem de compra equivalente a outros R$ 400 milhões.


Com a ajuda desses mecanismos, a CPFL Renováveis conseguiu fechar a operação num momento muito delicado no mercado de capitais. O aumento da volatilidade nas últimas semanas deixou em suspenso os planos de outras companhias que pretendiam ir à bolsa, caso da Votorantim Cimentos.


Porém, com a concentração das ações nas mãos de poucos acionistas, algumas fontes de mercado já demonstravam ontem preocupação com a liquidez que os papéis da CPFL Renováveis terão ao chegar à bolsa. As ações começam a ser negociadas amanhã na BM&FBovespa.


Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa captou R$ 1,035 bilhão. O montante inclui R$ 900 milhões do lote inicial mais os papéis do lote suplementar, que podem ou não ser exercidos pelos bancos para estabilizar a operação nas próximas semanas. A oferta foi fechada a R$ 12,51 por ação, o piso do intervalo indicativo.


Foram captados R$ 485 milhões na forma de oferta primária, na qual os recursos vão para o caixa da empresa. Outros R$ 550 milhões foram colocados em oferta secundária, que envolve a venda de participação dos controladores da companhia.


De acordo com informações disponíveis no prospecto da oferta, a CPFL Renováveis pretende destinar a "projetos em desenvolvimento" a maior parcela (80%) dos recursos levantados na oferta primária. Outros 20% serão reservados para aquisições.


Também segundo o prospecto, se o BTG ficar com participação acima de 5% da elétrica por conta da garantia de colocação, terá de submeter a operação à avaliação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).


Nesse caso, até que o Cade avalie e aprove a operação, o BTG terá suspensos seus direitos políticos relativos à participação adquirida na oferta. O BTG já possui outros investimentos em empresas do setor de energia.

 

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