Portos

Cade recomenda condenação de Órgãos Gestores de Mão de Obra Portuária no Rio Grande do Sul e no Pará

Redação/Assessoria
20/12/2019 15:11
Cade recomenda condenação de Órgãos Gestores de Mão de Obra Portuária no Rio Grande do Sul e no Pará Imagem: Divulgação Visualizações: 2403

Em despacho assinado nesta quinta-feira (19/12), a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) recomendou ao Tribunal da autarquia a condenação, por práticas anticompetitivas, dos Órgãos Gestores de Mão de Obra Portuária (OGMO) do porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, e do porto de Belém e Vila do Conde, no Pará, bem como de alguns operadores portuários dessas localidades.

No caso do porto do Rio Grande, além do OGMO, a SG/Cade recomendou a condenação das empresas: Agência Marítima Orion, AGM - Operadora Portuária, Bianchini, Fertimport, Macra Administração e Serviços, Petroport Logística, Sagres Agenciamentos Marítimos, Sampayo Nickhorn, Serra Morena Corretora, Tecon Rio Grande, Terminal Graneleiro, Terminal Marítimo Luiz Fogliatto, Vanzin Serviços Aduaneiros, Wilport Operadores Portuários, e mais duas pessoas físicas.

Com relação ao porto de Belém e Vila do Conde, além do OGMO, a SG recomendou a condenação dos seguintes representados: ALBRAS - Alumínio Brasileiro, Amazon Logistics, BF Fortship Agência Marítima, Majonav Navegação, Movimento Transporte e Locação de Máquinas Ltda, Norte Trading Operadora Portuária e Santos Brasil.

Entenda o caso

Os Órgãos Gestores de Mão de Obra Portuária (OGMO) são responsáveis pela administração e fornecimento de trabalhadores portuários com vínculo empregatício permanente ou avulsos. O cadastro desses trabalhadores é realizado com exclusividade por esses órgãos. De acordo com a Lei 12.815/2013, as atividades portuárias tipificadas na norma somente podem ser exercidas por profissionais registrados no OGMO.

Os casos tiveram início a partir de denúncia da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) que informou ao Cade que OGMO do Rio Grande/RS e OGMO de Belém e Vila do Conde/PA teriam cobrado taxa inicial (conhecida como “joia”) de novos operadores portuários, prejudicando a concorrência nesse mercado. A instituição da taxa foi deliberada em assembleias gerais dos órgãos gestores.

De acordo com a investigação da SG/Cade, há evidências de que a cobrança de taxa inicial para os novos atuantes nos portos configurou infração à ordem econômica. As condutas anticompetitivas teriam criado barreiras à entrada de novos operadores e teria imposto dificuldades artificiais às empresas concorrentes.

O processo segue agora para o Tribunal do Cade, que será responsável pela decisão final. Caso sejam condenadas, as empresas poderão pagar multas de até 20% do valor de seu faturamento bruto. Já as pessoas físicas ficam sujeitas a multas de R$ 50 mil a R$ 2 bilhões.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Evento
PortosRio participa do Rio de Janeiro Export 2026 e dest...
29/04/26
Resultado
Foresea registra melhor ano de sua história e consolida ...
29/04/26
Apoio Offshore
Wilson Sons revoluciona logística offshore com entrega p...
29/04/26
Oportunidade
Os cursos incluem áreas de alta empregabilidade e das ma...
22/04/26
Construçao Naval
Usiminas fornece aço para fragatas da Marinha do Brasil
22/04/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 182 mil barris por ...
17/04/26
Apoio Marítimo
Mesmo com tensões globais, setor marítimo avança e refor...
17/04/26
PPSA
Petrochina arremata carga da União de Bacalhau em leilão...
17/04/26
Royalties
Firjan anuncia mobilização para defender interesse do RJ...
16/04/26
Espírito Santo
Indústria de Petróleo e Gás no ES deve investir mais de ...
15/04/26
Investimentos
SEAP: Bacia Sergipe-Alagoas irá receber dois FPSOs
14/04/26
Espírito Santo
Próximo pico da produção de petróleo no ES será em 2027
14/04/26
Pessoas
Eduardo Beser é o novo diretor-geral de Operações no Bra...
13/04/26
Bacia de Campos
Nova descoberta de hidrocarbonetos em águas profundas no...
13/04/26
Investimento
Camorim investe R$ 52 mi na construção de uma das maiore...
13/04/26
Indústria Naval
Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 136,9 milhões para a...
10/04/26
Bacia de Campos
Petrobras retoma 100% de participação no campo de Tartar...
10/04/26
Resultado
Porto do Açu garante R$ 237 milhões em royalties retroat...
07/04/26
BRANDED CONTENT
Intercabos® lança novo site e concretiza presença no mer...
07/04/26
PPSA
União recebe R$ 917,32 milhões por redeterminação de Tupi
07/04/26
Logística
Vast realiza primeira operação de transbordo de petróleo...
01/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23