Economia

Canal do Panamá ignora crise e cresce 17,5%

Mesmo num período de turbulências no mercado internacional, como foi 2011, o trânsito no Canal do Panamá cresceu e o faturamento avançou 17,5% no ano fiscal terminado em setembro, em relação aos doze meses anteriores. A receita, de US$ 2,3 bilhõ

Valor Econômico
31/01/2012 08:34
Visualizações: 476
Mesmo num período de turbulências no mercado internacional, como foi 2011, o trânsito no Canal do Panamá cresceu e o faturamento avançou 17,5% no ano fiscal terminado em setembro, em relação aos doze meses anteriores. A receita, de US$ 2,3 bilhões, foi a maior já registrada até hoje pelo canal que liga os oceanos Atlântico e Pacífico. Com o novo patamar, no entanto, a projeção para 2012 é aumentar em apenas 3% a carga transportada e faturar US$ 2,4 bilhões.
 
 
De acordo com o diretor financeiro da Administração do Canal do Panamá (ACP), Francisco Miguez, o negócio não foi significativamente afetado pela crise financeira porque mudanças no padrão de comércio compensaram as perdas. "Quando um mercado vai mal, outros tendem a subir", diz Miguez. Como o canal opera 144 rotas, sua fonte de receita é diversificada.
 

A ACP observa com atenção a recuperação da economia americana. Os Estados Unidos são responsáveis por 60% dos negócios do canal. A recessão levou à diminuição do nível de consumo no país, e o fluxo de carga através do canal e com destino ao território americano diminuiu 6,4% no último ano fiscal. Por outro lado, aumentou o trânsito de uma costa à outra dos EUA e em direção a outros mercados, como a Ásia, resultando num saldo positivo de 6,9%.
 
 
A carga que veio ou foi para a China - segundo mercado para o canal - avançou 21,8%. Enquanto isso, o fluxo com origem e destino no Brasil deu um salto de 37%, elevando o país da 14ª para a 13ª posição no ranking. Para Miguez, "o Brasil tem potencial para ser um sócio mais importante. A relação geográfica ainda não está sendo explorada como deve ser". De acordo com o executivo, "se o Panamá for visto como muito mais do que um canal, abre-se para o Brasil a possibilidade de converter o Panamá em seu centro principal de distribuição, pela posição geográfica do país".
 

O Canal do Panamá é formado por duas vias de 80 quilômetros de extensão, com três jogos de eclusas cada uma. As eclusas funcionam como elevadores de água para subir as embarcações ao nível do lago Gatún, a 26 metros sobre o mar, e depois baixá-las ao nível do mar. Com previsão para terminar em 2014, a obra de ampliação do canal, que está em curso, vai adicionar uma terceira pista de eclusas de maior tamanho para aumentar o trânsito de embarcações e permitir a passagem de navios maiores do que as vias suportam hoje. O valor das obras é de US$ 5,2 bilhões.
 

Até agora, 30% do projeto foi concluído. A nova estrutura deve dobrar a capacidade de carga que transita pelo canal. Hoje, os navios que passam pelo local levam até 4,6 mil contêineres e, ao término da obra, poderão transportar até 12 mil. Segundo Miguez, o canal pode faturar acima de US$ 6 bilhões em 2025, "dependendo do crescimento do mercado".
 

O canal não cobra por embarcação, e sim pela capacidade do navio e a carga que ele transporta. Todo dia, cerca de 40 barcos passam pelo canal. A média de faturamento por passagem é de US$ 100 mil, e o maior valor pago até hoje foi US$ 400 mil.
 

Hoje, o Canal do Panamá representa cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. No passado, já foi responsável por 60% da economia, que se diversificou com o crescimento de outros setores, como o turismo, a indústria bancária, a construção civil, a aviação e a Zona Livre de Colón, a segunda maior do mundo, depois de Hong Kong.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Combustíveis
Diesel S-10 acumula alta de 15,1% em 12 meses, aponta Mo...
30/09/26
Segurança + IA
CTO da Oakmont é um dos representantes brasileiros no en...
29/09/26
Gás Natural
ANP realiza 2° Workshop para debater Gas Release
29/09/26
Sustentabilidade
Prêmio Firjan de Sustentabilidade: conheça as empresas e...
29/09/26
Etanol de milho
Produtores de etanol de cana investem em usinas híbridas...
29/09/26
ANP
Royalties: valores referentes à produção de julho foram ...
29/09/26
ROG.e 2026
Oil States destaca integração entre engenharia, fabricaç...
28/09/26
Brandend Content
Brasil Aços amplia estoque de tubos de aço carbono NACE...
28/09/26
ROG.e 2026
Vencedor do RSE Award e destaque na ROG.e, o Programa de...
28/09/26
ROG.e 2026
Empresários do Norte Fluminense prospectam negócios na R...
25/09/26
ROG.e 2026
ANP participou de mais de 40 palestras em evento que reú...
25/09/26
ROG.e 2026
TBG debate integração do mercado de gás natural no Cone ...
25/09/26
ROG.e 2026
Sucesso! ROG.e 2026 fecha com 83 mil visitantes e injeçã...
25/09/26
ROG.e 2026
Expansão das fontes renováveis e mudanças no mercado abr...
25/09/26
ROG.e 2026
Presidente da Petrobras defende exploração ativa e prevê...
25/09/26
ROG.e 2026
Inovação tecnológica e dedicação à indústria marcam prem...
25/09/26
Petroquímica
Referência mundial em sustentabilidade, I’m green™ bio-b...
25/09/26
ROG.e 2026
Escassez de engenheiros preocupa setores estratégicos e ...
25/09/26
ROG.e 2026
Constellation é reconhecida pela Petrobras como a melhor...
25/09/26
ROG.e 2026
Na ROG.e 2026, Shell destaca parcerias, inovação e disci...
25/09/26
ROG.e 2026
Nikki Martin, presidente e CEO da EnerGeo Alliance falou...
25/09/26
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25