Evento

CEAL está preocupado com corrupção sistêmica na América Latina

Redação/Assessoria
15/10/2015 15:44
CEAL está preocupado com corrupção sistêmica na América Latina Imagem: RTeixeira Visualizações: 915

 

O principal objetivo da Conferência da 26ª Assembleia do CEAL - Conselho Empresarial da América Latina, aberta hoje (15), no Rio de Janeiro, é criar um diálogo de líderes empresariais para facilitar o intercâmbio econômico e a integração cultural na América Latina, resumiu, em coletiva de imprensa, Roberto Giannetti da Fonseca, presidente do CEAL Brasil. “América sem Fronteiras” é o tema central da Conferência, que conta com a participação de aproximadamente 200 líderes latino americanos e europeus, além de 80 palestrantes e debatedores entre autoridades, presidentes de empresas, lideranças políticas e institucionais.
 
“Esse trabalho é realizado há 30 anos e neste momento vivemos um momento preocupante. Países que respeitam a democracia e a economia de mercado têm obtido crescimento. Mas outros, que não praticam a economia de mercado e adotam políticas intervencionistas, estão em dificuldades. A Bolívia é uma exceção à regra em função do gás, que tem gerado divisas, mas o país não tem apresentado grandes inversões. Além disso, não está havendo alternância de poder. Em nenhum país é aceitável a manutenção de um mesmo governo por mais de quatro ou cinco anos. Somos contra a reeleição, pois faz com que o presidente trabalhe mais para se reeleger do que para atender os anseios da sociedade”, defendeu Giannetti.
 
Mark McGuiness, presidente do CEAL do México comentou a crise provocada pela queda de 50% dos preços do petróleo, que representava 30% da arrecadação de impostos do seu país. O ponto positivo, na sua avaliação, é que se abriu a privatização do setor, embora, com o preço do barril a US$ 45, não há muito interesse das operadoras em perfurar.
 
McGuiness comentou também o impacto do Acordo Transpacífico para o México que está tendo redução de 1% em suas tarifas. Cerca de 80% das transações comerciais dos México são com os EUA e McGuiness lamentou o fato de que, possivelmente, o Nafta passará a ser secundário.
 
Giannetti, por sua vez, entende que deveria haver uma comunidade econômica latino-americana, e destacou que Mercosul tem um cunho mais político. Para ele, o modelo mais promissor é o da Aliança do Pacífico que é liderado pelas empresas. Ele defendeu que o Brasil deva se integrar à Aliança do Pacífico, mas ressaltou que o pré-requisito é ter acordos bilaterais de livre comércio com todos os países membros. “O Brasil tem regras muito protecionistas para a indústria nacional”, criticou.
 
McGuiness afirmou que o Brasil tem uma liderança inconteste na América do Sul e em parte do Caribe, mas é menos atuante na América Central e no México. Embora o foco do CEAL seja a América Latina, a associação tem um capítulo em Miami, por ser a porta de entrada dos latinos nos Estados Unidos.
 
Giannetti afirmou que o CEAL tem vários projetos para a região, entre os quais o fortalecimento da democracia e o combate à corrupção. Ele reforçou que a entidade está muito preocupada com a situação latino-americana.
“Há uma diferença entre a corrupção esporádica que visa o bem pessoal e é condenável, e a corrupção sistemática como política de Estado. Há corrupção sistêmica em outros países, mas o fato positivo é que o Brasil está se tornando uma referência graças à rigorosa apuração da Justiça e da Polícia Federal, que felizmente são independentes”, observou.
 
A Conferência, que se encerra amanhã (16), estará discutindo diversos temas como educação, agricultura e segurança alimentar, mobilidade urbana, energia, inovação e sustentabilidade, entre outros assuntos.
 
Personalidades e autoridades como Gustavo Cinosi, conselheiro para Assuntos Institucionais da OEA (Organização dos Estados Americanos); Jorge Fernando Quiroga, ex-presidente da Bolívia; Otaviano Canuto, diretor pelo Fundo Monetário Internacional (FMI); Antonio Silveira, do Banco Mundial; João Carlos Ferraz vice-presidente para América Latina do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social; entre outros participarão dos debates, que contarão também com as presenças de políticos de vários países do continente, ministros de estado, dirigentes de bancos de investimento, lideranças empresariais e setoriais, e executivos de grandes empresas da região.

O principal objetivo da Conferência da 26ª Assembleia do CEAL - Conselho Empresarial da América Latina, aberta hoje (15), no Rio de Janeiro, é criar um diálogo de líderes empresariais para facilitar o intercâmbio econômico e a integração cultural na América Latina, resumiu, em coletiva de imprensa, Roberto Giannetti da Fonseca, presidente do CEAL Brasil. “América sem Fronteiras” é o tema central da Conferência, que conta com a participação de aproximadamente 200 líderes latino americanos e europeus, além de 80 palestrantes e debatedores entre autoridades, presidentes de empresas, lideranças políticas e institucionais. 

“Esse trabalho é realizado há 30 anos e neste momento vivemos um momento preocupante. Países que respeitam a democracia e a economia de mercado têm obtido crescimento. Mas outros, que não praticam a economia de mercado e adotam políticas intervencionistas, estão em dificuldades. A Bolívia é uma exceção à regra em função do gás, que tem gerado divisas, mas o país não tem apresentado grandes inversões. Além disso, não está havendo alternância de poder. Em nenhum país é aceitável a manutenção de um mesmo governo por mais de quatro ou cinco anos. Somos contra a reeleição, pois faz com que o presidente trabalhe mais para se reeleger do que para atender os anseios da sociedade”, defendeu Giannetti. Mark McGuiness, presidente do CEAL do México comentou a crise provocada pela queda de 50% dos preços do petróleo, que representava 30% da arrecadação de impostos do seu país.

O ponto positivo, na sua avaliação, é que se abriu a privatização do setor, embora, com o preço do barril a US$ 45, não há muito interesse das operadoras em perfurar. McGuiness comentou também o impacto do Acordo Transpacífico para o México que está tendo redução de 1% em suas tarifas. Cerca de 80% das transações comerciais dos México são com os EUA e McGuiness lamentou o fato de que, possivelmente, o Nafta passará a ser secundário. Giannetti, por sua vez, entende que deveria haver uma comunidade econômica latino-americana, e destacou que Mercosul tem um cunho mais político.

Para ele, o modelo mais promissor é o da Aliança do Pacífico que é liderado pelas empresas. Ele defendeu que o Brasil deva se integrar à Aliança do Pacífico, mas ressaltou que o pré-requisito é ter acordos bilaterais de livre comércio com todos os países membros. “O Brasil tem regras muito protecionistas para a indústria nacional”, criticou. McGuiness afirmou que o Brasil tem uma liderança inconteste na América do Sul e em parte do Caribe, mas é menos atuante na América Central e no México.

Embora o foco do CEAL seja a América Latina, a associação tem um capítulo em Miami, por ser a porta de entrada dos latinos nos Estados Unidos. Giannetti afirmou que o CEAL tem vários projetos para a região, entre os quais o fortalecimento da democracia e o combate à corrupção. Ele reforçou que a entidade está muito preocupada com a situação latino-americana.

“Há uma diferença entre a corrupção esporádica que visa o bem pessoal e é condenável, e a corrupção sistemática como política de Estado. Há corrupção sistêmica em outros países, mas o fato positivo é que o Brasil está se tornando uma referência graças à rigorosa apuração da Justiça e da Polícia Federal, que felizmente são independentes”, observou. 

A Conferência, que se encerra amanhã (16), estará discutindo diversos temas como educação, agricultura e segurança alimentar, mobilidade urbana, energia, inovação e sustentabilidade, entre outros assuntos. Personalidades e autoridades como Gustavo Cinosi, conselheiro para Assuntos Institucionais da OEA (Organização dos Estados Americanos); Jorge Fernando Quiroga, ex-presidente da Bolívia; Otaviano Canuto, diretor pelo Fundo Monetário Internacional (FMI); Antonio Silveira, do Banco Mundial; João Carlos Ferraz vice-presidente para América Latina do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social; entre outros participarão dos debates, que contarão também com as presenças de políticos de vários países do continente, ministros de estado, dirigentes de bancos de investimento, lideranças empresariais e setoriais, e executivos de grandes empresas da região.

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