Mercado

Cenário energético só terá melhora a partir de 2017

Redação / Assessoria
20/07/2015 16:38
Cenário energético só terá melhora a partir de 2017 Imagem: Divulgação Visualizações: 1961

Em dados divulgados pelo IBGE, as tarifas de energia acumularam alta de 40%, podendo chegar a 60% em 2016. Cenário que só começará a ser revertido a partir de 2017, segundo especialistas da Trade Energy, comercializadora livre de energia. De acordo com Walfrido Avila, presidente da companhia, não haverá tarifas mais baixas, mas um aumento menor no valor da energia pago pelos consumidores. Segundo apontamento do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Fundação Getúlio Vargas), o alto valor praticado no mercado energético é o principal fator de pressão sobre o custo de vida da população e das empresas, especialmente na cadeia industrial.

“Devido à recuperação lenta dos reservatórios, há um despacho quase na totalidade das usinas térmicas. Por conta deste cenário, todos os setores da economia brasileira estão sendo prejudicados com o aumento tarifário, exceto os consumidores que já estavam no mercado livre de energia. Para aqueles que já estão inseridos nesta modalidade de contratação, há uma economia de até 30%, comparando com o cativo”, declara Avila.

Outra avaliação realizada pelo presidente da Trade Energy revela que este momento de crise econômica, em função de uma disponibilidade maior de energia, é o ideal para migrar ao ambiente livre. “Programar com antecedência esta mudança permite ampliar a economia. O segmento comercial, por exemplo, foi o que mais cresceu na procura pelo mercado livre. Áreas como redes de supermercados, de lojas, de hotéis, shopping centers, entre outros, foram os destaques neste momento na migração”, afirma Walfrido.
 
Segundo o presidente, uma possível solução para impactar em tarifas mais baixas seria a abertura do mercado livre. “A legislação permite desde 2003 a diminuição para os critérios de elegibilidade do mercado livre pelo poder concedente – o Ministério de Minas e Energia. Porém, estamos trabalhando em um projeto de lei que estabeleça um cronograma para a ampliação deste mercado”, finaliza Walfrido Avila.

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