O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, decretou ontem emergência no país, devido à severa crise no fornecimento de energia elétrica agravada pela forte seca e por um sistema em colapso. Segundo o presidente, a represa de Guri, origem de 70% da energia venezuelana, "baixa todos os dias" e a situação chega a níveis críticos.
Entrar em estado de emergência elétrica significa na prática que a questão se converte em prioridade e, com isto, se acelera a busca de recursos necessários para incrementar sua geração, destacou ele. Segundo cifras oficiais, a demanda por energia elétrica na Venezuela - que cresce anualmente entre 6% e 8% - supera em 1.000 MW a geração diária, em torno dos 16.200 MW.
O governo venezuelano, que já aplica importantes restrições e penaliza grandes consumidores, prevê para 2015 duplicar a geração diária de eletricidade e chegar aos 30.000 MW, o que exigirá investimentos superiores a US$ 15 bilhões. Chávez explicou que seu governo está adquirindo usinas termoelétricas chinesas aportando 2.700 MW ao sistema.
Semana passada, a oposição venezuelana havia considerado um "insulto" a imposição de uma "comissão técnica" cubana, que prestaria assessoria ao país na busca de soluções para a crise no fornecimento de energia elétrica.