Tecnologia

Chemtech investe na automatização de processos submarinos

Tecnologia denominada SHAR poderá atuar no pré-sal.

Revista TN Petróleo, Redação
29/01/2014 17:50
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Com as atividades iniciadas no Parque Tecnológico da Ilha do Fundão (RJ) desde o dia 6 de janeiro, a Chemtech dá continuidade aos projetos voltados para o setor de petróleo e gás. Segundo a empresa, o projeto mais inovador desenvolvido atualmente pela companhia é o Sistema Hidroacústico para Acionamentos Remotos (SHAR). A tecnologia, encomendada pela Petrobras, consiste em um sistema projetado para controlar válvulas submarinas de manifolds através de enlace acústico, sem a necessidade de mergulhadores ou cabos umbilicais. Os manifolds são equipamentos para a interligação de poços de petróleo às plataformas offshore de produção. O objetivo é que o sistema sem cabos acione, remotamente, a abertura e fechamento dessas válvulas.
Segundo o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), Roberto Leite, o SHAR irá automatizar processos submarinos em águas rasa no entorno da plataforma P-47 da Petrobras, no campo de Marlin, em Macaé (RJ), onde as válvulas são operadas, atualmente, por mergulhadores e navios de apoio. Esta será a primeira de uma série de aplicações para a área submarina. Futuramente, a tecnologia também poderá ser utilizada nas operações em águas profundas, no pré-sal, por exemplo, substituindo a necessidade de uso de mergulhadores e cabos umbilicais hidráulicos ou elétricos.
"O sistema serve não apenas para abrir e fechar válvulas, mas o seu conceito pode ser usado para coleta de dados em tempo real, o que no pré-sal, por exemplo, terá uma grande demanda. Isto reduzirá sensivelmente a emissão de carbono, os custos e os riscos, trazendo ganhos operacionais para a Petrobras", afirma Leite. Segundo ele, após passar por diferentes testes, o próximo passo será a instalação e comissionamento do sistema. A entrada definitiva em operação está prevista para o primeiro trimestre de 2014.
A Chemtech ainda trabalha nos projetos de detalhamento das plataformas FPSOs (Unidades Flutuantes de Produção, Armazenamento e Descarga) replicantes do pré-sal, também contratadas pela estatal e seus parceiros. A empresa é a responsável pelo detalhamento de oito módulos e a integração das plataformas P-67 e P-70 para a Integra Offshore, consórcio formado por Mendes Júnior e OSX. Também trabalha no detalhamento de três módulos de geração de energia para cada um dos seis replicantes, uma encomenda do consórcio formado por DM Construtora e TKK Engenharia. Outros projetos envolvem o detalhamento e a integração de oito módulos das plataformas P-68 e P-71, que serão entregues à Jurong.
Com cerca de 600 funcionários, a atual base da empresa no Parque Tecnológico da UFRJ, o préido da empresa, que recebeu investimentos de US$ 50 milhões, possui os mais altos padrões de segurança e é certificado como empreendimento sustentável, através do selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design).

Com as atividades iniciadas no Parque Tecnológico da Ilha do Fundão (RJ) desde o dia 6 de janeiro, a Chemtech dá continuidade aos projetos voltados para o setor de petróleo e gás. Segundo a empresa, o projeto mais inovador desenvolvido atualmente pela companhia é o Sistema Hidroacústico para Acionamentos Remotos (SHAR). A tecnologia, encomendada pela Petrobras, consiste em um sistema projetado para controlar válvulas submarinas de manifolds através de enlace acústico, sem a necessidade de mergulhadores ou cabos umbilicais. Os manifolds são equipamentos para a interligação de poços de petróleo às plataformas offshore de produção. O objetivo é que o sistema sem cabos acione, remotamente, a abertura e fechamento dessas válvulas.

O diretor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), Roberto Leite, explica que o SHAR irá automatizar processos submarinos em águas rasas no entorno da plataforma P-47 da Petrobras, no campo de Marlin, em Macaé (RJ), onde as válvulas são operadas, atualmente, por mergulhadores e navios de apoio. Esta será a primeira de uma série de aplicações para a área submarina. Futuramente, a tecnologia também poderá ser utilizada nas operações em águas profundas.

"O sistema serve não apenas para abrir e fechar válvulas, mas o seu conceito pode ser usado para coleta de dados em tempo real, o que nas áreas do pré-sal, por exemplo, será de grande importância. Isto reduzirá sensivelmente a emissão de carbono, os custos e os riscos, trazendo ganhos operacionais para a Petrobras", afirma Leite. Segundo ele, após passar por diferentes testes, o próximo passo será a instalação e comissionamento do sistema. A entrada definitiva em operação está prevista para o primeiro trimestre de 2014.

A Chemtech ainda trabalha nos projetos de detalhamento das plataformas FPSOs (Unidades Flutuantes de Produção, Armazenamento e Descarga) replicantes do pré-sal, também contratadas pela estatal e seus parceiros. A empresa é a responsável pelo detalhamento de oito módulos e a integração das plataformas P-67 e P-70 para a Integra Offshore, consórcio formado por Mendes Júnior e OSX. Também trabalha no detalhamento de três módulos de geração de energia para cada um dos seis replicantes, uma encomenda do consórcio formado por DM Construtora e TKK Engenharia.

Outros projetos envolvem o detalhamento e a integração de oito módulos das plataformas P-68 e P-71, que serão entregues à Jurong.

Com cerca de 600 funcionários, a atual base da empresa no Parque Tecnológico da UFRJ recebeu investimentos de US$ 50 milhões. O prédio possui os mais altos padrões de segurança e é certificado como empreendimento sustentável através do selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design).

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