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China preocupa e afeta siderúrgicas

Gerdau caiu 1,7%, e a Vale perdeu 2,4%.

Valor Econômico
22/01/2014 11:22
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China preocupa e afeta siderúrgicas
Quarta, 22 Janeiro 2014 08:35
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Indicadores negativos no Brasil e na China pressionaram os papéis de companhias de mineração e siderurgia na BM&FBovespa no pregão de ontem. CSN e Usiminas lideraram as baixas do Ibovespa com quedas de 7,5% e 6,5%, respectivamente. A Gerdau caiu 1,7%, e a Vale perdeu 2,4%, enquanto o principal índice da bolsa brasileira terminou o dia em leve baixa de 0,34%.
Segundo analistas, o mau humor foi ditado principalmente pelo temor de que a China tenha perdido ritmo de crescimento. A percepção contaminou expectativas relacionadas ao minério de ferro, que atingiu o menor preço desde o início de julho. De US$ 134 por tonelada no fim de dezembro, a commodity foi negociada ontem a US$ 123,2 no mercado à vista chinês. Em média, oito bancos projetam US$ 114,6 a tonelada neste ano e US$ 106 em 2015, ante a média de US$ 135 no ano passado.
Na visão do presidente da Vale, porém, a queda no preço do minério de ferro é "transitória" e não gera preocupação. Após reunião com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, Murilo Ferreira disse também que os fundamentos continuam sólidos na economia chinesa. Entre as siderúrgicas, a CSN é exportadora de minério e tem na China um importante mercado, enquanto a Usiminas vem aumentando a participação da commodity em suas receitas.
Gabriel Ribeiro, da Um Investimentos, diz que a queda dos papéis de CSN e Usiminas pode ser explicada por um contexto negativo para o setor de aço. Dados divulgados ontem pela China mostraram a desaceleração da economia do país. A expectativa é que as fabricantes internacionais de aço direcionem exportações para outras regiões, inclusive o Brasil.
Analistas citam ainda uma redução da posição de investidores após a alta dos papéis da CSN no ano passado e a recomendação de venda de bancos. As ações da companhia subiram 34% em 2013, com alta de 20,7% apenas em dezembro. A Usiminas também subiu forte - a preferencial classe A avançou 11% em 2013 e 14% apenas em dezembro.
No caso de CSN, o desfecho do acordo com os sócios asiáticos na Namisa, mineradora de ferro da qual a siderúrgica detém 60%, é um componente adicional de pressão, disse um agente de mercado. Caso os sócios não cheguem a um entendimento, a CSN pode ter de ressarcir um valor bilionário aos parceiros. Segundo uma fonte, o desfecho pode vir em semanas.
Em 2008, a trading japonesa Itochu liderou um grupo de siderúrgicas do Japão e da Coreia do Sul na compra de 40% da Namisa por US$ 3,08 bilhões. Como a CSN não fez os investimentos prometidos na mineradora, os sócios negociam com ela uma saída ou uma fusão da Namisa com o ativo da mina Casa de Pedra, formando uma nova empresa.
Para o Bank of America Merrill Lynch, a queda das ações das siderúrgicas refletiu um pessimismo exagerado do mercado. O analista Thiago Lofiego reiterou sua recomendação de compra para papéis da Usiminas. Ele reconhece que as incertezas em relação à China podem afetar o mercado de aço, mas disse que novas altas de preços podem vir em março ou abril. 

Indicadores negativos no Brasil e na China pressionaram os papéis de companhias de mineração e siderurgia na BM&FBovespa no pregão de ontem. CSN e Usiminas lideraram as baixas do Ibovespa com quedas de 7,5% e 6,5%, respectivamente. A Gerdau caiu 1,7%, e a Vale perdeu 2,4%, enquanto o principal índice da bolsa brasileira terminou o dia em leve baixa de 0,34%.

Segundo analistas, o mau humor foi ditado principalmente pelo temor de que a China tenha perdido ritmo de crescimento. A percepção contaminou expectativas relacionadas ao minério de ferro, que atingiu o menor preço desde o início de julho. De US$ 134 por tonelada no fim de dezembro, a commodity foi negociada ontem a US$ 123,2 no mercado à vista chinês. Em média, oito bancos projetam US$ 114,6 a tonelada neste ano e US$ 106 em 2015, ante a média de US$ 135 no ano passado.

Na visão do presidente da Vale, porém, a queda no preço do minério de ferro é "transitória" e não gera preocupação. Após reunião com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, Murilo Ferreira disse também que os fundamentos continuam sólidos na economia chinesa. Entre as siderúrgicas, a CSN é exportadora de minério e tem na China um importante mercado, enquanto a Usiminas vem aumentando a participação da commodity em suas receitas.

Gabriel Ribeiro, da Um Investimentos, diz que a queda dos papéis de CSN e Usiminas pode ser explicada por um contexto negativo para o setor de aço. Dados divulgados ontem pela China mostraram a desaceleração da economia do país. A expectativa é que as fabricantes internacionais de aço direcionem exportações para outras regiões, inclusive o Brasil.

Analistas citam ainda uma redução da posição de investidores após a alta dos papéis da CSN no ano passado e a recomendação de venda de bancos. As ações da companhia subiram 34% em 2013, com alta de 20,7% apenas em dezembro. A Usiminas também subiu forte - a preferencial classe A avançou 11% em 2013 e 14% apenas em dezembro.

No caso de CSN, o desfecho do acordo com os sócios asiáticos na Namisa, mineradora de ferro da qual a siderúrgica detém 60%, é um componente adicional de pressão, disse um agente de mercado. Caso os sócios não cheguem a um entendimento, a CSN pode ter de ressarcir um valor bilionário aos parceiros. Segundo uma fonte, o desfecho pode vir em semanas.

Em 2008, a trading japonesa Itochu liderou um grupo de siderúrgicas do Japão e da Coreia do Sul na compra de 40% da Namisa por US$ 3,08 bilhões. Como a CSN não fez os investimentos prometidos na mineradora, os sócios negociam com ela uma saída ou uma fusão da Namisa com o ativo da mina Casa de Pedra, formando uma nova empresa.

Para o Bank of America Merrill Lynch, a queda das ações das siderúrgicas refletiu um pessimismo exagerado do mercado. O analista Thiago Lofiego reiterou sua recomendação de compra para papéis da Usiminas. Ele reconhece que as incertezas em relação à China podem afetar o mercado de aço, mas disse que novas altas de preços podem vir em março ou abril. 

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