Energia

Chuva fraca não ameaça abastecimento, diz EPE

Reservatórios estão em "uma situação melhor".

Diário do Nordeste
27/01/2014 10:16
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As fracas chuvas neste começo de 2014 não colocam em risco o abastecimento de energia do sistema. É o que assegura o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, ao olhar a situação atual dos reservatórios e analisar os dados do balanço entre oferta e demanda. "Não há risco (de racionamento). Não estamos nem despachando todas as térmicas disponíveis", afirmou Tolmasquim, lembrando que a especulação é comum no início de cada ano por causa da incerteza sobre a hidrologia.
O executivo, responsável pelo planejamento da expansão dos sistemas de geração e transmissão, lembrou que os reservatórios de todas as regiões do Brasil estão numa situação melhor do que no ano passado, o que traz mais conforto na operação do sistema. De fato, os reservatórios do Sudeste e Nordeste, os mais importantes para o sistema, fecharam próximos de 41% de capacidade, respectivamente. Na mesma época em 2013, os reservatórios estavam pouco acima de 30%.
Uso das térmicas
Segundo os dados do Operador Nacional do Sistema Elétrica (ONS), as termelétricas estão produzindo em torno de 13,3 mil MW médios, o que é 17,1% abaixo da capacidade disponível, hoje em 16,095 mil MW médios. O volume gerado está em linha com o da mesma época de 2013, sinalizando que a situação dos reservatórios ainda requer atenção. Todas as fontes térmicas estão operando, entre elas as caras usinas a óleo combustível e diesel (essas últimas, no Nordeste, por razões elétricas, quando o ONS identifica restrições na operação). Tolmasquim ainda argumentou que o país tem um superávit estrutural de energia, com a oferta superando a demanda entre 2014 e 2018.
"Ao analisar o balanço de oferta e demanda no período, vemos um excedente entre 3 mil MW médios e 4 mil MW médios, dependendo do ano - são 5% em relação à demanda do mercado, o que é bastante razoável".
Folga na oferta
Na prática, é como se o país contasse hoje com uma folga na oferta equivalente ao crescimento de um ano do mercado, ilustrou Tolmasquim. "Se não houvesse crescimento na geração, chegaríamos em 2015 com a demanda igual à oferta".
Os dados consideram os projetos contratados pelo governo federal nos leilões de energia nova para o atendimento das distribuidoras até 2018. "A oferta estrutural nesse período já foi suprida. Até 2018, usinas como a hidrelétrica de Belo Monte e Angra 3 entrarão em operação comercial".
Obras atrasadas
Apesar do discurso otimista, o próprio Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), do qual Tolmasquim participa, reconhece que diversos empreendimentos contratados nos últimos leilões estão com as obras atrasadas, e não vão seguir datas previstas.
Das 370 novas usinas monitoradas pelo Ministério de Minas e Energia, totalizando uma capacidade instalada de 36,076 mil MW, apenas 36% estavam dentro do cronograma, segundo a ata da reunião do CMSE realizada em dezembro do ano passado. O atraso médio dos empreendimentos é de oito meses e meio. Entre as usinas que estão com o cronograma das obras atrasado estão as hidrelétricas do Rio Madeira (RO), Jirau e Santo Antônio.
Apesar de reconhecer os atrasos, Tolmasquim ponderou que os dados sobre o excedente de energia no balanço de oferta e demanda consideram as datas atuais de entrada em operação das usinas. "Isso (o excedente) leva em conta as datas mais recentes de previsão de entrada em operação comercial, e não as datas originais. Mas obviamente novos atrasos poderão ocorrer".
"Não há risco (de racionamento). Não estamos nem despachando todas as térmicas disponíveis".

As fracas chuvas neste começo de 2014 não colocam em risco o abastecimento de energia do sistema. É o que assegura o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, ao olhar a situação atual dos reservatórios e analisar os dados do balanço entre oferta e demanda. "Não há risco (de racionamento). Não estamos nem despachando todas as térmicas disponíveis", afirmou Tolmasquim, lembrando que a especulação é comum no início de cada ano por causa da incerteza sobre a hidrologia.

O executivo, responsável pelo planejamento da expansão dos sistemas de geração e transmissão, lembrou que os reservatórios de todas as regiões do Brasil estão numa situação melhor do que no ano passado, o que traz mais conforto na operação do sistema. De fato, os reservatórios do Sudeste e Nordeste, os mais importantes para o sistema, fecharam próximos de 41% de capacidade, respectivamente. Na mesma época em 2013, os reservatórios estavam pouco acima de 30%.

Uso das térmicas

Segundo os dados do Operador Nacional do Sistema Elétrica (ONS), as termelétricas estão produzindo em torno de 13,3 mil MW médios, o que é 17,1% abaixo da capacidade disponível, hoje em 16,095 mil MW médios. O volume gerado está em linha com o da mesma época de 2013, sinalizando que a situação dos reservatórios ainda requer atenção. Todas as fontes térmicas estão operando, entre elas as caras usinas a óleo combustível e diesel (essas últimas, no Nordeste, por razões elétricas, quando o ONS identifica restrições na operação). Tolmasquim ainda argumentou que o país tem um superávit estrutural de energia, com a oferta superando a demanda entre 2014 e 2018.

"Ao analisar o balanço de oferta e demanda no período, vemos um excedente entre 3 mil MW médios e 4 mil MW médios, dependendo do ano - são 5% em relação à demanda do mercado, o que é bastante razoável".


Folga na oferta

Na prática, é como se o país contasse hoje com uma folga na oferta equivalente ao crescimento de um ano do mercado, ilustrou Tolmasquim. "Se não houvesse crescimento na geração, chegaríamos em 2015 com a demanda igual à oferta".

Os dados consideram os projetos contratados pelo governo federal nos leilões de energia nova para o atendimento das distribuidoras até 2018. "A oferta estrutural nesse período já foi suprida. Até 2018, usinas como a hidrelétrica de Belo Monte e Angra 3 entrarão em operação comercial".


Obras atrasadas

Apesar do discurso otimista, o próprio Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), do qual Tolmasquim participa, reconhece que diversos empreendimentos contratados nos últimos leilões estão com as obras atrasadas, e não vão seguir datas previstas.

Das 370 novas usinas monitoradas pelo Ministério de Minas e Energia, totalizando uma capacidade instalada de 36,076 mil MW, apenas 36% estavam dentro do cronograma, segundo a ata da reunião do CMSE realizada em dezembro do ano passado. O atraso médio dos empreendimentos é de oito meses e meio. Entre as usinas que estão com o cronograma das obras atrasado estão as hidrelétricas do Rio Madeira (RO), Jirau e Santo Antônio.

Apesar de reconhecer os atrasos, Tolmasquim ponderou que os dados sobre o excedente de energia no balanço de oferta e demanda consideram as datas atuais de entrada em operação das usinas. "Isso (o excedente) leva em conta as datas mais recentes de previsão de entrada em operação comercial, e não as datas originais. Mas obviamente novos atrasos poderão ocorrer".

"Não há risco (de racionamento). Não estamos nem despachando todas as térmicas disponíveis".

 

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