Energia elétrica

Chuvas: recuperação em todas as regiões e melhoram condição energética de todo o país

CCEE
02/02/2016 11:20
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A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE apresentou nesta segunda-feira (1/2), durante o InfoPLD ao vivo (exibido em www.ccee.org.br/aovivo), análise do comportamento do PLD de janeiro e início de fevereiro. O diagnóstico do período confirma a tendência de recuperação das afluências em todos os submercados e manutenção do PLD no valor mínimo para o Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Norte, com queda do valor para o Nordeste nos próximos meses.

“Isso denota que o comportamento da hidrologia no submercado Sudeste/Centro-Oeste segue em recuperação e apresenta sinais de adiantamento do período chuvoso, como havíamos previsto no início do ano. Por isso, temos ENAs acima da média (127%) para janeiro na região”, afirma o gerente de preço da CCEE, Rodrigo Sacchi.

As afluências do Sul, por sua vez, ainda são impactadas pelos efeitos do El Niño na região, que ainda estão acima da média. “As ENAs do Nordeste e do Norte apresentam sinais de recuperação e comprovam que os índices dessas regiões estão em atraso em relação à expectativa. Ainda esperamos aumento das afluências nesses submercados, o que possibilitará a melhora da condição energética como um todo”, ressalta.

Essa melhora no Sudeste, Norte e Nordeste, além da manutenção da média dos índices de afluências no Sul, possibilitaram uma recuperação significativa no armazenamento dos reservatórios do Sistema Interligado Nacional – SIN, que fechou janeiro com 42,2% da capacidade. Apenas no Sudeste, houve elevação de 14 pontos percentuais no reabastecimento dos reservatórios, seguida pelo Norte (13 p.p.) e Nordeste (12 p.p.).

“Toda essa melhora reflete no PLD que, em janeiro, foi fixado em R$ 35,66/MWh no Sudeste/Centro-Oeste, R$ 35,61/MWh no Sul e R$ 63,49 no Norte. O preço médio no Nordeste foi de R$ 310,38/MWh em janeiro, mas já apresenta tendência de queda e deve atingir o mínimo em meados de junho ou julho”, lembra Sacchi.

Na análise do fator de ajuste do MRE, as avaliações preliminares mostram dois cenários, um com a sazonalização de garantia física declarada pelos agentes e a outro com a perspectiva do GSF para a repactuação do risco hidrológico. Em janeiro, devemos ter 77% de energia alocada (sazonalizada). Ao passo que, para a repactuação, o fator de ajuste do MRE deve fechar o primeiro mês do ano em 89%. “Já para fevereiro, há uma expectativa de melhora por conta do aumento do consumo, o que demandará maior despacho das usinas hidráulicas. Por isso, o GSF sazonalizado deve fechar em 86% e para efeito de repactuação em 94%”, afirma. A previsão para todo o ano de 2016 é que o fator de ajuste do MRE atinja 91% de energia alocada, seja em termos de sazonalização ou de repactuação.

O Encargo de Serviços para o Sistema - ESS para janeiro deve totalizar R$ 700 milhões. “Deve fechar o ano em R$ 4,7 bilhões considerando despacho térmico para usinas abaixo de R$ 600/MWh até o final de abril”, lembra Sacchi.

 

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