Opinião

CNI: manutenção dos juros deve ser acompanhada de medidas de ajuste fiscal

Copom manteve juros básicos em 11%.

Ascom CNI
17/07/2014 10:28
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A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter os juros básicos em 11% ao ano foi acertada e evita o aprofundamento dos obstáculos enfrentados pela economia brasileira. A avaliação foi feita na quarta-feira (16) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). "Uma eventual alta dos juros, com majoração do custo de financiamento dos projetos de investimento industrial e do crédito ao consumo, agravaria as dificuldades da atividade produtiva", observa a instituição.
A CNI lembra que a recente aceleração na inflação, que levou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) a 6,52% no acumulado em 12 meses, é preocupante. Entretanto, os indicadores de produção mostram um cenário de atividade econômica desaquecida. A produção industrial, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), caiu pelo terceiro mês consecutivo em maio. A média das expectativas de mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) que constam do Boletim Focus recuou para 1,05% em 2014.
Diante disso, destaca a CNI, as iniciativas para o controle da inflação devem recair sobre outros instrumentos que não a política monetária. "É crucial que a decisão de manter juros estáveis seja acompanhada de medidas fiscais menos expansionistas e de maior foco na manutenção dos investimentos públicos. Sem uma ação coordenada, corre-se o risco de um cenário ainda mais preocupante: crescimento próximo a zero e inflação acima da meta", analisa a entidade.

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter os juros básicos em 11% ao ano foi acertada e evita o aprofundamento dos obstáculos enfrentados pela economia brasileira. A avaliação foi feita na quarta-feira (16) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). "Uma eventual alta dos juros, com majoração do custo de financiamento dos projetos de investimento industrial e do crédito ao consumo, agravaria as dificuldades da atividade produtiva", observa a instituição.

A CNI lembra que a recente aceleração na inflação, que levou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) a 6,52% no acumulado em 12 meses, é preocupante. Entretanto, os indicadores de produção mostram um cenário de atividade econômica desaquecida. A produção industrial, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), caiu pelo terceiro mês consecutivo em maio. A média das expectativas de mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) que constam do Boletim Focus recuou para 1,05% em 2014.

Diante disso, destaca a CNI, as iniciativas para o controle da inflação devem recair sobre outros instrumentos que não a política monetária. "É crucial que a decisão de manter juros estáveis seja acompanhada de medidas fiscais menos expansionistas e de maior foco na manutenção dos investimentos públicos. Sem uma ação coordenada, corre-se o risco de um cenário ainda mais preocupante: crescimento próximo a zero e inflação acima da meta", analisa a entidade.

 

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