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A Tribuna - SPA Codesp definiu terça-feira as primeiras ações para começar a construção da Avenida Perimetral da Margem Direita do porto, que deverá ter início após o Carnaval (a partir de 21 de fevereiro). Sua programação prevê o deslocamento de um conjunto de postes de transmissão elétrica e a demolição da central telefônica da estatal, localizada nas proximidades do Armazém VII (7 externo), em frente ao Moinho Paulista. As mudanças são necessárias para a Docas poder construir um dos trechos da perimetral.
Os postes que serão transferidos estão instalados na Rua Xavier da Silveira (nome da via portuária ao passar pelo Centro e o Paquetá), do prédio da Alfândega até o Armazém 12-A (em frente à Rua João Pessoa), e na via de serviço da Codesp que segue paralelamente ao muro externo do cais, no trecho entre os armazéns 12-A e XXIV (24 externo, que fica na direção da Rua Luiza Macuco).
A Codesp irá solicitar à Companhia Piratininga de Força e Luz (CPFL) o realocamento dos postes, tarefa a ser feita e arcada pela própria Autoridade Portuária, com a verba destinada à construção da via. “Caberá à CPFL determinar onde eles deverão ser colocados”, explicou o superintendente de Infra-Estrutura da Autoridade Portuária, Paulino Moreira da Silva Vicente, em entrevista a A Tribuna.
Reunião - Amanhã, a estatal irá debater os pormenores dessa ação em reunião ordinária que debate a construção da perimetral, para a qual a CPFL será convidada a participar. “Queremos começar a afinar esse discurso. É um trabalho (deslocamento da rede elétrica) que pode demorar até dois meses. Não queremos interrupções quando, em março, as obras começarem”, declarou Paulino Vicente.
Nesse encontro com representantes da companhia de energia, também devem estar presentes técnicos da OAS, empreiteira vencedora da licitação das obras da perimetral da Margem Direita (Santos). Depois de dar a ordem de serviço para a construtora erguer a avenida, em final de novembro passado, a Codesp e a empreiteira têm mantido contatos semanais para debater a confecção do projeto.
Ontem, o superintendente da Docas esteve reunido com pessoal da OAS, para detalhar aspectos do projeto executivo, que deverá ficar pronto em quatro meses.
As primeiras intervenções no cais santista não dependem da finalização do desenho da perimetral, afirmou Vicente. “É importante que isso fique claro. A obra não vai começar apenas quando o projeto executivo estiver pronto. Se daqui a dois meses, que é o que espero, uma parte do projeto estiver pronta, começa a obra”, explicou.
No caso da central telefônica a Codesp assinou ontem o contrato com uma empresa para deslocar a estação hoje localização em frente ao Moinho Paulista, para uma sala ao lado do prédio da estatal, no Macuco.
Todos os telefones do porto estão ligados naquela central. O remanejamento da estação deverá ser feito em cerca de 60 dias.
Viaduto - Já o viaduto previsto no projeto básico da perimetral, datado de 2001, não está contemplado nessa primeira fase do desenho da via, cujo principal benefício será separar os tráfegos rodoviário do ferroviário no porto.
A Codesp ainda está estudando, junto à Construtora OAS, qual o melhor local para erguer a obra. Originalmente ela seria feita na altura da Bacia do Mercado, mas empresários cujos terminais estão localizados naquela região pediram uma revisão dessa decisão, devido ao grande fluxo de caminhões destinados à área.
Sem uma definição, o viaduto permanece fora da atual discussão da perimetral, que por ora está centrada nos dois quilômetros localizados entre o prédio da Alfândega e o Armazém 24 externo, e na construção de uma pista de 1,7 quilômetro paralela à Avenida Augusto Barata, o Retão da Alemoa. A idéia é ter um bolsão para suportar o tráfego de caminhões naquela região durante a remodelação do corredor principal.
Fonte: A Tribuna - SP
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