Tecnologia

Coester estrutura unidade fabril na Venezuela

Os objetivos da empresa em 2006 são ampliar capacidade de internacionalização e sedimentar as conquistar de mercado na América Latina.


16/12/2005 00:00
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A Coester Automação está estruturando uma unidade de fabricação de atuadores na Venezuela. A oportunidade decorre de um programa venezuelano de incentivo da indústria local semelhante ao Programa de Incentivo de Fornecedores para Indústria do Petróleo (Prominp) no Brasil.

A estratégia adotada pela empresa brasileira foi conceder a uma companhia local, a Puffer Venezuela, o direito de fabricação. Inicialmente foram feitas cinco peças como protótipos e a perspectiva é de fechar o negócio para a fabricação de 2 mil atuadores em 2 anos.

Segundo explica o diretor de marketing da empresa, Marcos Coester, os componentes mais críticos dos atuadores, que constituem a parte eletrônica e de motorização, continuariam sendo fabricados no Brasil. Enquanto as peças mais pesadas seriam de fabricação venezuelana, assim como a montagem seria feita pela Puffer.

Com esse sistema fabril, os atuadores alcançariam um índice de nacionalização venezuelana de 40%. Para a Coester, o ganho seria no índice de internacionalização. "Com a assinatura deste contrato já atingiríamos o patamar de 30% de vendas no exterior, que é nosso objetivo para 2006", afirmar. Em 2005, a empresa realizou 10% de suas vendas em países da América Latina, com foco principal na Venezuela e no México. A Coester possui distribuidores também na Colômbia, Equador e Argentina, além de ter negócios em andamento no Chile e na Bolívia.

Para 2006, a empresa tem, ainda, a perspectiva de testar o mercado dos Estados Unidos e prospectar mercados no Oriente Médio e na África do Sul. Marcos Coester destaca, no entanto, que todo esse processo de internacionalização precisa ser cauteloso em função dos investimentos que demanda. Para alcançar o índice de 10% de vendas no exterior desde 2004, a empresa já investiu cerca de R$ 300 mil, desde o ano 2000. "A meta principal de 2006 é consolidar o mercado na América Latina", observa Coester.

Em 2004, as vendas no exterior foram de cerca de R$ 900 mil, enquanto as vendas totais da empresa chegaram a R$ 9 milhões. Para 2005, a empresa espera que o patamar de vendas supere o do ano anterior em 30% ou 50%, podendo chegar a R$ 12 milhões ou R$ 15 milhões. A principal cliente da empresa, a Petrobras, é responsável por cerca de 70% do negócio da Coester e encomendou cerca de 900 unidades de atuadores este ano.

Além da internacionalização, a Coester também investe em atualização tecnológica permanente, aplicando 5% do faturamente anual em pesquisa e desenvolvimento. Atualmente, a empresa desenvolve um atuador para gasodutos, que utiliza o gás natural como fonte de energia ao invés de eletricidade, como é o caso dos atuadores para tubulações de líqüidos. A empresa também investe na tecnologia wirelesse para a automação dos atuadores.

No aspecto tecnológico, Marcos Coester critica a atuação do governo e acredita que o país precisa de uma política de apoio a empresas de inovação tecnológica mais constante e que tenha o objetivo de desenvolver novos produtos para o mercado. "Nos países ricos, há vários sistemas de apoio a empresas de base tecnológica porque elas são o futuro do país", analisa.

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