Infraestrutura

Começa dragagem emergencial no canal do Porto de Santos

A obra é necessária pois a região, localizada entre a Barra de Santos e o Entreposto de Pesca, está assoreada (mais rasa), o que forçou a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária, a reduzir o calado máximo dos nav

A Tribuna
30/01/2014 14:44
Visualizações: 1046
A dragagem emergencial no Trecho 1 do canal de navegação (calha central) do Porto de Santos foi iniciada no último sábado. A obra é necessária pois a região, localizada entre a Barra de Santos e o Entreposto de Pesca, está assoreada (mais rasa), o que forçou a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária, a reduzir o calado máximo dos navios que operam no Porto de Santos.

Agora, somente embarcações com até 12,3 metros de fundura – ou até 13,3 metros com a maré alta – podem entrar no cais santista. Os serviços são executados pela Van Oord Operações Marítimas.

O calado é a distância entre a superfície do mar (ou rio) e a parte mais inferior de um casco na água, ou seja, é a metragem vertical da parte da embarcação que fica submersa. Quanto mais carregado (pesado) um cargueiro, mais ele afunda e, portanto, maior é o seu calado. Ao limitar essa dimensão, a Docas acaba reduzindo a quantidade de cargas que podem ser embarcadas em um navio e, consequentemente, diminui a competitividade do cais santista.

O assoreamento (a deposição de areia no leito de um mar ou rio, tornando-o menos profundo) só foi detectado no Trecho 1. Mas como ele fica na entrada do canal de navegação, ou seja, para acessar qualquer ponto do complexo marítimo, um navio tem de passar por essa área, a alteração no limite do calado dessa região afeta todos os navios com destino a Santos.

A redução do calado máximo permitido para os navios no Porto foi determinada pela Codesp na última quarta-feira. Até então, o limite era de 13,2 metros. Mas os sinais de assoreamento já eram conhecidos desde o final do ano passado, quando a Praticagem informou à Docas e à Marinha dificuldades no controle das embarcações, principalmente nas curvas no Trecho 1.

Para eliminar os pontos de assoreamento, a Codesp optou por fazer um aditivo no contrato firmado com a Van Oord. A empresa já é responsável pela dragagem de aprofundamento do acesso aos berços (área entre a calha central do canal e os pontos de atracação) da Brasil Terminal Portuário (BTP), que fica na Alemoa, e dos novos berços da Ilha Barnabé.

De acordo com a estatal, foi feita uma batimetria (verificação da profundidade) para apurar os pontos de menor profundidade no Trecho 1 do canal. Segundo as estimativas da Autoridade Portuária, a obra será concluída em 15 dias.

Após a conclusão dos trabalhos, será feita uma nova batimetria, que será encaminhada à Marinha. Então, uma reunião entre a Codesp e a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) definirá se o calado máximo permitido voltará a ser de 13,2 metros - e um metro a mais com a maré alta.

Segundo especialistas, a cada 10 centímetros de aumento no calado máximo de um navio, a embarcação consegue carregar mais 70 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) ou 3 mil toneladas. Com a redução de 13,2 para 12,3 metros na maré baixa, cada cargueiro teve sua capacidade de transporte reduzida em 630 TEUS ou 27 mil toneladas, ao escalar em Santos.

Por este motivo, o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque. já prevê prejuízos para usuários do complexo santista.

“Não temos como estimar números exatos, mas sabemos que são valores relevantes. Navios estão fazendo paradas em portos como Navegantes (SC) e Itapoá (SC) para descarregar (antes de vir para Santos, uma vez que não podem entrar no Porto com o volume de cargas que tinham). Agora, o que queremos é que a Codesp nos informe os cronogramas dessa dragagem para que possamos informar agências associadas e exportadores. É preciso planejar as operações de acordo com as condições que temos em Santos”, afirmou.


Unificação dos contratos

A Van Oord será responsável apenas por eliminar os pontos mais críticos de assoreamento no Trecho 1.

A última empresa a dragar a região foi o consórcio Draga Brasil, que, além do aprofundamento, deveria fazer a manutenção das profundidades. No entanto, a Secretaria de Portos (SEP) reincidiu o contrato com o grupo no último dia 21 de dezembro.

Nenhuma empresa foi contratada para continuar a atividade porque a SEP decidiu unificar os contratos de dragagem de manutenção do canal do Porto, dos berços de atracação e de seus acessos (as chamadas bacias de evolução).

A Secretaria de Portos era responsável apenas pela dragagem do canal de navegação. O aprofundamento das bacias de evolução e dos berços estava sob a responsabilidade da Codesp. Com a unificação, uma única empresa será contratada por R$ 550 milhões para executar os serviços por três anos.

O edital para a execução das três obras será publicado na primeira quinzena do próximo mês. Já a abertura das propostas deve ocorrer na primeira quinzena de março.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
ROG.e 2026
Vencedor do RSE Award e destaque na ROG.e, o Programa de...
28/09/26
ROG.e 2026
Oil States destaca integração entre engenharia, fabricaç...
25/09/26
ROG.e 2026
Empresários do Norte Fluminense prospectam negócios na R...
25/09/26
ROG.e 2026
ANP participou de mais de 40 palestras em evento que reú...
25/09/26
ROG.e 2026
TBG debate integração do mercado de gás natural no Cone ...
25/09/26
ROG.e 2026
Sucesso! ROG.e 2026 fecha com 83 mil visitantes e injeçã...
25/09/26
ROG.e 2026
Expansão das fontes renováveis e mudanças no mercado abr...
25/09/26
ROG.e 2026
Presidente da Petrobras defende exploração ativa e prevê...
25/09/26
ROG.e 2026
Inovação tecnológica e dedicação à indústria marcam prem...
25/09/26
Petroquímica
Referência mundial em sustentabilidade, I’m green™ bio-b...
25/09/26
ROG.e 2026
Escassez de engenheiros preocupa setores estratégicos e ...
25/09/26
ROG.e 2026
Constellation é reconhecida pela Petrobras como a melhor...
25/09/26
ROG.e 2026
Na ROG.e 2026, Shell destaca parcerias, inovação e disci...
25/09/26
ROG.e 2026
Nikki Martin, presidente e CEO da EnerGeo Alliance falou...
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e OceanPact assinam acordo para expansão de...
25/09/26
ROG.e 2026
Mayekawa apresenta soluções para óleo, gás e energia na ...
25/09/26
ROG.e 2026
Shell destaca papel da capacitação para aproximar jovens...
25/09/26
Terminais
Ultracargo é reconhecida pelo quarto ano consecutivo com...
25/09/26
GNL
Edge e Governo do Rio Grande do Sul assinam Memorando de...
25/09/26
E&P
ANP contrata B3 para assessoria técnica às licitações de E&P
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e Perenco Brasil assinam acordo para primei...
25/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25