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Como as empresas tiveram que repensar o transporte de funcionários em plataformas na pandemia, por Corrado Badalassi

09/06/2021 | 07h31
 Como as empresas tiveram que repensar o transporte de funcionários em plataformas na pandemia, por Corrado Badalassi
Divulgação Divulgação

A propagação do novo coronavírus exigiu a tomada imediata de iniciativas urgentes destinadas a garantir ao setor da aviação civil, as medidas de flexibilidade necessárias para manter um nível adequado de segurança e eficiência. Desde os primeiros momentos da crise, todos os recursos disponíveis foram alocados para fazer frente a uma emergência sanitária cujas dimensões globais ainda não estavam bem definidas. A repentina disseminação da COVID-19 exigiu velocidade de adaptação de nossos hábitos e levou à flexibilização de nosso modo de vida por meio da adoção de soluções criativas que nos fez pensar fora da caixa.

DivulgaçãoTendo em vista esse cenário, foi necessário reagir prontamente desenvolvendo processos que auxiliem os operadores offshore nessa tarefa de gerenciamento dessa situação de emergência, levando em conta o cumprimento das normas outorgadas pelas autoridades sanitárias em cada país. No Brasil, especificamente, temos um exemplo de equipamento que tem sido utilizado para transportar pacientes de plataformas de petróleo de volta para a costa e para hospitais, como o OMNI com as tripulações do AW139. Além disso, no início da pandemia, nossos engenheiros e equipe de suporte ao cliente forneceram instruções precisas aos operadores sobre como operar os helicópteros, introduzindo um elemento de segurança adicional ligado às novas orientações sanitárias.

Além disso, emitimos cartas aos operadores com informações que forneciam várias indicações, no que diz respeito aos métodos de higienização da cabina, incluindo os produtos químicos autorizados a serem utilizados sem correr o risco de danificar seu interior, peças eletrônicas ou assentos; e indicações de como separar as cabines e evitar qualquer contato ou contaminação.

Outra medida inovadora utilizada em helicópteros de resgate na Itália, e que também podem ser implementada em modelos de aeronaves utilizadas para transporte em plataformas offshore, como o AW139 e o AW169, é o uso de sistemas de biocontenção. A Leonardo foi pioneira no uso dessa solução em helicópteros civis, permitindo assim um transporte seguro para pacientes que testem positivo. Adicionalmente, a cabine ampla facilita a manutenção do distanciamento entre pessoas, ao mesmo tempo que garante o conforto e acesso fácil ao paciente.

Em geral, o impacto do Covid no setor offshore registrou uma redução drástica nas horas de vôo em todo o mundo, entre 15 e 20%, enquanto os produtos Leonardo registraram uma queda muito mais contida, ou seja, em torno de 10%, com alguns modelos como o AW169 e o AW189 registrando aumento nas horas de vôo. A regularidade e largura das cabines, mas também o design moderno, contribuíram para este sucesso, levando também em conta que os modernos equipamentos apresentam menores custos operacionais.

InstitucionalOutra atividade fundamental realizada e desenvolvida durante a pandemia foi a formação de pilotos e técnicos. Um dos maiores contratempos apontados pela indústria é o fato de que após o fechamento de fornteiras, não foi mais possível circular livremente de um país para outro, desencadeando uma série de limitações no que diz respeito à formação. Um bom exemplo é o treinamento recorrente que, de acordo com a legislação de aviação em vigor, deve ser realizado a cada seis / doze meses. Para fazer frente a esse problema, a Leonardo acelerou o processo de digitalização dos serviços de formação, o que levou a um aumento da oferta de cursos online. Isso somente foi possível graças à oferta de ferramentas essenciais por parte da empresa que garantem tanto a formação de novas tripulações como a formação periódica.

A digitalização de processos também foi uma grande aliada para a manutenção e, até mesmo entrega de aeronaves. Antes mesmo do início da pandemia, chegou ao mercado o sistema Heli-Link que permite o contato do operador com uma sala de controle em solo, acionando a manutenção remota. Usando um smartphone ou tablet, o operador pode indicar com precisão aonde a manutenção é necessária e receber assistência direta de um operador Leonardo, localizado na Itália, Estados Unidos ou Malásia, atendendo dessa forma as várias partes do globo e os mais diversos fuso-horários.

Já os procedimentos de recebimento de novas aeronaves também foram flexibilizados e trazidos para o ambiente virtual durante esse período. Os clientes podem participar de maneira remota de todas as fases da aceitação, desde a inspeção em solo ao voo, passando pela pintura e conclusão dos interiores, às verificações finais. O mesmo se aplica à inspeção de equipamentos e análise de documentos. Através das ferramentas digitais de streaming, gravações de vídeo em alta definição e realidade aumentada, todas as manobras realizadas durante o voo são mostradas com extrema precisão, todos os dados, tanto gravados como em tempo real, são transmitidos e quando todos os testes necessários forem realizados com sucesso e o cliente aceita o procedimento, a aeronave é enviada ao seu destino final, naturalmente com a autorização do órgão nacional de aviação civil.

Foram entregues pelo menos três helicópteros em modo de entrega inteligente nas regiões da América do Sul, 2 no Chile e 2 no Brasil. Em alguns países, um instrutor local também foi enviado para a parte do voo em que não eram necessárias sessões de simulador, otimizando boa parte do treinamento para não penalizar os operadores.

Sintetizando, avaliando todos esses pontos é possível compreender que a indústria de aeronaves, em especial a de helicópteros que atende o segmento de offshore, conseguiu se mobilizar nas mais diversas frentes para garantir a segunça dos passageiros, a entrega e manutenção de aeronaves e o treinamento de pilotos, permitindo que o transporte de pessoas na cadeia de extração de petróleo em águas profundas não fosse prejudicado pela crise sanitária.

Sobre o autor: Corrado Badalassi é vice-presidente de Vendas para a América do Sul da Divisão de Helicópteros da Leonardo desde janeiro de 2018. Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade de Pisa (Itália), Corrado iniciou sua carreira na Officine Galileo como Gerente de Vendas, em seguida mudou para Alenia Sistemi Subacquei como responsável de vendas para a região do Oriente Médio e finalmente para a AgustaWestland assumindo o papel de Head da Região Indiana. Corrado foi Country Head da Leonardo e Finmeccanica na Índia por vários anos antes de se tornar Diretor de Vendas para a América do Sul da Divisão de Helicópteros da Leonardo.

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Fonte: Corrado Badalassi
Autor: Corrado Badalassi
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