Evento

Congresso Brasileiro do Aço debate cenários da indústria mundial

O painel de estreia do primeiro dia de palestras do 24º Congresso Brasileiro do Aço, que acontece até esta quinta-feira (9), no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro, teve como tema o cenário da indústria mundial de aço. 

Revista TN Petróleo, Redação
09/05/2013 07:12
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O painel de estreia do primeiro dia de palestras do 24º Congresso Brasileiro do Aço, que acontece até esta quinta-feira (9), no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro, teve como tema o cenário da indústria mundial de aço. O CEO da Research & Consulting Group AG, Joachim Schröder, o gerente de Pesquisa da CRU especialista em Ásia, Chris Houlden, o CEO da Ternium, Daniel Novegil, o presidente do Comitê de Economia do Worldsteel e da Federação Alemã do Aço, Hans Kerkhoff, e o vice-presidente da Steel Manufacturers Association, Adam Parr apresentaram análises, estudos e pesquisas sobre a indústria do aço em diferentes mercados.

O painel foi aberto com um panorama sobre o mercado de aço mundial apresentado por Joachim Schröder. Segundo o CEO da Reserach & Consulting Group AG, as perspectivas para o setor não são boas principalmente pelo superávit de capacidade, atualmente, em torno de 500 milhões de toneladas, número que para Schröder pode ser ainda maior se levadas em conta novas plantas em construção na China. Para o palestrante, na Europa, a esperança continua sendo a Alemanha, menos afetada pela crise econômica, mas há a previsão, até 2021, de crescimento também na Polônia e na Turquia.

Daniel Novegil apresentou a situação atual do setor na América Latina onde a China foi o maior destaque. O Presidente do Comitê de Economia do Worldsteel alertou para as condições desleais na entrada de produtos de aço e metal-mecânica no continente e mostrou que a China já é a maior exportadora de produtos siderúrgicos e metal-mecânicos para os principais países da região, como a Venezuela, onde representam 81% das importações. Novegil afirmou que há, na América Latina, um excesso de capacidade instalada para cobrir a demanda regional. O palestrante ressaltou ainda que o continente passa por um sério processo de desindustrialização e de primarização de suas exportações.

Para Chris Houlden, a China precisa ser analisada a partir de suas diferenças regionais. Segundo o CEO da Ternium, o país não voltará a apresentar as taxas de crescimento de dois dígitos, registradas na década passada, mas ainda apresenta números significativos na demanda, na produção e no consumo de aço, com destaque para a construção civil e para o setor de máquinas.

Hans Kerkhoff falou sobre as diferenças de uma Europa que ainda sofre com os efeitos da crise econômica. O presidente da Federação Alemã do Aço destacou que a produção industrial registrada no norte do continente ainda é robusta, em contraste com o que acontece nos países do sul. E que uma melhora, mesmo que ainda modesta, é esperada para 2014. Segundo Kerkhoff, os produtores europeus começam a discutir reformas estruturais buscando mais competitividade. O palestrante se mostrou preocupado com a busca de países como China, Rússia, Turquia e Ucrânia por maior participação no mercado de aço europeu e com a chegada de produtos fabricados e exportados a partir da concessão de subsídios. Kerkhoff encerrou sua participação falando sobre o novo plano de ações que a União Europeia prepara para o setor que incluirá ações em prol da inovação e da sustentabilidade.

Adam Parr apresentou um cenário otimista sobre a recuperação da economia norte-americana e da indústria do aço no país. Segundo o vice-presidente da Steel Manufacturers Association, nos últimos meses, foram registradas melhoras na área da construção civil e também na produção automotiva, que voltou a crescer, mesmo que abaixo dos índices registrados antes da recessão. Adam, no entanto, chamou a atenção para a deterioração da infraestrutura nos Estados Unidos, para as difíceis relações comerciais com a China e com o excesso na produção de aço e derivados.
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