Energia Elétrica

Consumidores de energia elétrica podem economizar com mudança nas regras do setor

Além dos grandes e médios consumidores como indústrias e comércio; mudanças também são boas para as residências

Redação TN Petróleo/Assessoria
17/01/2024 06:20
Consumidores de energia elétrica podem economizar com mudança nas regras do setor Imagem: Divulgação Visualizações: 2170

O presidente do Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso (Sindenergia), Tiago Vianna (foto), disse que a mudança nas regras do setor elétrico vigente desde janeiro de 2024 vai permitir que os consumidores possam economizar na fatura da conta de luz. Até o ano passado, era necessário ter no mínimo 500 kW de potência contratada com a concessionária para poder solicitar uma migração para o mercado livre de energia. Essa regra caiu, e hoje qualquer cliente de média ou alta tensão pode acessar o mercado livre. No mercado livre, o consumidor tem a oportunidade de escolher de quem vai comprar a energia, podendo optar por fontes renováveis ou convencionais.

Além disso, ele pode negociar o preço da energia diretamente com o fornecedor, sem depender dos leilões realizados pela concessionária. No entanto, o consumidor também passa a ter três faturas: uma da compra de energia, uma da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que cobra alguns encargos, e uma da concessionária, que cobra pela transmissão, distribuição e impostos.

A ideia é que, com essa mudança, o consumidor consiga economizar em relação ao que pagava no mercado regulado, onde a concessionária repassa o valor da energia que ela adquire nos leilões, sem ter lucro sobre ela. Vianna afirmou que existem cerca de 5 mil unidades consumidoras no Mato Grosso que estão aptas a fazer essa migração para o mercado livre, representando de 20% a 25% do volume total de energia do estado. Ele disse que essas unidades são, em sua maioria, indústrias, comércios e grandes redes de varejo, que geram emprego e consomem muita energia.

"Existem grandes oportunidades para os consumidores. Contudo, nem toda empresa, nem todo consumidor tem uma estrutura jurídica para poder acompanhar essa mudança e fazer essa mudança com segurança para que ele realmente tenha um benefício. Uma alternativa é por meio de uma comercializadora varejista, em que ela vai resolver toda essa parte burocrática, e vão oferecer um desconto em relação ao que ele paga hoje na concessionária margeando faixa de 30% que eles conseguem economizar fazendo essa migração pro mercado livre. Existe um tempo, existe um delay entre a pessoa tomar a decisão de migrar pro livro e isso acontecer e terminar em média seis meses, não é uma coisa rápida".

Tiago apontou que para os consumidores de energia elétrica do grupo B, que são os de baixa tensão, como residências e pequenos comércios, eles podem reduzir a sua fatura através da geração distribuída. Essa modalidade consiste em gerar a própria energia, por meio de fontes renováveis, como solar ou biomassa, e injetar o excedente na rede da concessionária, recebendo créditos que podem ser abatidos na conta de luz. Para aderir à geração distribuída, os consumidores podem se associar a consórcios ou cooperativas que oferecem esse serviço, sem precisar instalar os equipamentos geradores em suas propriedades. Segundo o presidente do Sindenergia, a geração distribuída pode proporcionar uma economia de 15% a 20% na fatura dos consumidores, que têm um consumo médio de 500 kWh por mês.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gestão do Conhecimento
200 mil pessoas, zero tolerância para treinamento que nã...
01/07/26
Resultado
Com 5,597 milhões de boe/d, a produção nacional de petró...
01/07/26
Bioenergia
Hora do jogo: começa hoje o 19º Congresso Nacional da Bi...
01/07/26
Firjan
ABDAN e FIRJAN lançam Agenda Nuclear para um Brasil Comp...
01/07/26
SOG 2026
Distribuição de gás em Sergipe entra na agenda estratégi...
30/06/26
Energy Summit
CPFL Energia está entre os destaques do Energy Summit Aw...
30/06/26
Resultado
ANP divulga dados consolidados do setor regulado em 2025
30/06/26
Energy Summit
Copa Energia lança desafio de inteligência artificial pa...
30/06/26
Fenasucro
FenaBio debate avanço do SAF e o papel do Brasil na avia...
30/06/26
Transição Energética
Evento reúne especialistas para discutir os desafios e o...
29/06/26
ANP
Royalties: valores referentes à produção de abril foram ...
29/06/26
Combustível
Etanol fecha a semana em alta e amplia recuperação no me...
29/06/26
Margem Equatorial
Aprovada a indicação de 86 blocos na Margem Equatorial p...
27/06/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente: ANP divulga empresas aptas a particip...
26/06/26
Energia Elétrica
Demanda por energia elétrica cai quase 11% nos jogos do ...
26/06/26
FPSO
MODEC e Eld Energy assinam Memorando de Entendimento par...
26/06/26
Biometano
Com apoio da ABiogás e da SEMIL, USP inaugura usina de e...
26/06/26
Rio de Janeiro
PIB do estado do Rio cresce 4,2%, puxado pelo desempenho...
26/06/26
Gás Natural
Naturgy investe R$ 4,7 milhões em infraestrutura de gás ...
26/06/26
GNL
Gás natural: aprovada resolução sobre acesso aos termina...
26/06/26
Fertilizantes
Petrobras assina contratos para retomada das obras da UF...
26/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.