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Consumo nacional de eletricidade vai subir 4,3% ao ano

Estimativa é para a próxima década.

Ascom EPE
23/01/2014 17:31
Consumo nacional de eletricidade vai subir 4,3% ao ano Imagem: Deposit Photos Visualizações: 926

 

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) atualizou as premissas básicas e as previsões para o consumo de energia elétrica no horizonte de 10 anos. De acordo com as novas estimativas, que contemplam o período de 2014 a 2023, o crescimento médio anual da demanda total de eletricidade (que inclui consumidores cativos, consumidores livres e autoprodutores) será de 4,3% nos próximos 10 anos, atingindo 781,7 TWh (terrawatts-hora) em 2023, contra os 514 TWh atuais.
Os dados serão utilizados como subsídio para a formulação do Plano Decenal de Expansão  de Energia (PDE) e do Plano Nacional de Energia de Longo Prazo (PNE).
A taxa está em linha com o cenário adotado para o crescimento da economia no período, medida pelo PIB (Produto Interno Bruto), de 4,3% ao ano.
Para 2014, a previsão é de que haja um crescimento do consumo de 3,8%, com destaque para os setores comercial, com alta de 4,4%, e residencial, com crescimento de 4,1%. A taxa de 2014 será superior a do ano passado, quando o consumo de energia cresceu 3,5%, segundo dados preliminares apurados pela EPE.
O setor industrial deve apresentar recuperação frente aos anos anteriores, respondendo à retomada econômica nacional e mundial e reduzindo o nível de ociosidade da capacidade instalada no Brasil. Este ano, a indústria deve responder por uma taxa de crescimento do consumo de eletricidade na rede da ordem de 3,4%, contra a alta de 0,6% registrada em 2013.
Os setores comercial e residencial continuarão liderando o aumento do consumo nas projeções decenais do estudo, com taxas de 5,5% e 4,3% ao ano, respectivamente. O consumo industrial de energia entre 2014-2023 deverá manter o ritmo de 3,4% ao ano.
O peso do setor comercial no consumo de energia na rede vai aumentar de 18% em 2013 para 21% em 2023, informa o estudo, enquanto o setor industrial vai reduzir a participação total de 40% para 37%, apesar de se manter como o principal setor consumidor de eletricidade no país.
Eficiência energética
A EPE prevê que a eficiência energética no período permitirá evitar o consumo de 53 TWh (6,3% do consumo de energia na rede em 2023), equivalente à produção de energia das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, do rio Madeira, em Rondônia, que têm potência instalada superior a 7 mil MW (megawatts).
Entre as iniciativas na área de eficiência energética destacam-se a proibição da comercialização de lâmpadas incandescentes e a expansão do uso de energia solar térmica substituindo o chuveiro elétrico no aquecimento da água para banho.
Crescimento da autoprodução
O estudo projeta ainda crescimento em torno de 6% para autoprodução de energia, que consiste na geração de eletricidade pelo consumidor a partir de instalações próprias de geração, localizadas junto às unidades de consumo, isto é, que não utiliza a rede elétrica das concessionárias de transmissão/distribuição.
A participação da autoprodução no país passará dos atuais 10% em 2013 para 11,5% em 2023.
A taxa de crescimento da autoprodução foi reduzida em relação a estudos anteriores devido à atualização de cenários de evolução de novas cargas industriais, principalmente os relativos ao setor siderúrgico e, em menor medida, ao setor de celulose.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) atualizou as premissas básicas e as previsões para o consumo de energia elétrica no horizonte de 10 anos. De acordo com as novas estimativas, que contemplam o período de 2014 a 2023, o crescimento médio anual da demanda total de eletricidade (que inclui consumidores cativos, consumidores livres e autoprodutores) será de 4,3% nos próximos 10 anos, atingindo 781,7 TWh (terrawatts-hora) em 2023, contra os 514 TWh atuais.

Os dados serão utilizados como subsídio para a formulação do Plano Decenal de Expansão  de Energia (PDE) e do Plano Nacional de Energia de Longo Prazo (PNE).

A taxa está em linha com o cenário adotado para o crescimento da economia no período, medida pelo PIB (Produto Interno Bruto), de 4,3% ao ano.

Para 2014, a previsão é de que haja um crescimento do consumo de 3,8%, com destaque para os setores comercial, com alta de 4,4%, e residencial, com crescimento de 4,1%. A taxa de 2014 será superior a do ano passado, quando o consumo de energia cresceu 3,5%, segundo dados preliminares apurados pela EPE.

O setor industrial deve apresentar recuperação frente aos anos anteriores, respondendo à retomada econômica nacional e mundial e reduzindo o nível de ociosidade da capacidade instalada no Brasil. Este ano, a indústria deve responder por uma taxa de crescimento do consumo de eletricidade na rede da ordem de 3,4%, contra a alta de 0,6% registrada em 2013.

Os setores comercial e residencial continuarão liderando o aumento do consumo nas projeções decenais do estudo, com taxas de 5,5% e 4,3% ao ano, respectivamente. O consumo industrial de energia entre 2014-2023 deverá manter o ritmo de 3,4% ao ano.

O peso do setor comercial no consumo de energia na rede vai aumentar de 18% em 2013 para 21% em 2023, informa o estudo, enquanto o setor industrial vai reduzir a participação total de 40% para 37%, apesar de se manter como o principal setor consumidor de eletricidade no país.


Eficiência energética

A EPE prevê que a eficiência energética no período permitirá evitar o consumo de 53 TWh (6,3% do consumo de energia na rede em 2023), equivalente à produção de energia das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, do rio Madeira, em Rondônia, que têm potência instalada superior a 7 mil MW (megawatts).

Entre as iniciativas na área de eficiência energética destacam-se a proibição da comercialização de lâmpadas incandescentes e a expansão do uso de energia solar térmica substituindo o chuveiro elétrico no aquecimento da água para banho.


Crescimento da autoprodução

O estudo projeta ainda crescimento em torno de 6% para autoprodução de energia, que consiste na geração de eletricidade pelo consumidor a partir de instalações próprias de geração, localizadas junto às unidades de consumo, isto é, que não utiliza a rede elétrica das concessionárias de transmissão/distribuição.

A participação da autoprodução no país passará dos atuais 10% em 2013 para 11,5% em 2023.

A taxa de crescimento da autoprodução foi reduzida em relação a estudos anteriores devido à atualização de cenários de evolução de novas cargas industriais, principalmente os relativos ao setor siderúrgico e, em menor medida, ao setor de celulose.

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