Energia elétrica

Copel terá novo presidente e nova tarifa em fevereiro

Valor Econômico
25/01/2005 00:00
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No dia 1º de fevereiro a Copel terá duas novidades: novo presidente e nova tarifa. O governo do Paraná, acionista majoritário, autorizou aumento de 5% na contas de luz que serão emitidas a partir do próximo mês, quando a companhia passará a ser presidida pelo economista Rubens Ghilardi. Ele foi convidado para o cargo na semana passada e sucederá o ex-governador Paulo Pimentel.
No anúncio feito ao mercado ontem, a direção da Copel explicou que, na prática, vai reduzir o desconto oferecido a quem paga a fatura em dia. O benefício equivalia ao reajuste de 14,4% autorizado pela Aneel em junho do ano passado. Mesmo com um corte parcial do desconto, o mercado gostou da decisão e as ações da empresa fecharam o dia com alta de 6,23% na Bovespa, fechando em R$ 11,59 as ações PNB. Em dois pregões, os papéis da Copel acumularam alta de 9,44%.
Nos últimos meses Pimentel declarou algumas vezes que pretendia aumentar a tarifa, mas não conseguiu autorização do governador Roberto Requião (PMDB). Requião preferiu repetir a metodologia usada no reajuste anterior, fixado pela Aneel em 25,2%, em junho de 2003. Naquela ocasião, o governador determinou que a concessionária praticasse um aumento de 15% em janeiro de 2004 e aplicasse o restante apenas em junho do mesmo ano - mês em que a agência divulgou os 14,4 %, percentual que está sendo adotado agora parcialmente.
Analistas de mercado aprovaram o aumento, mas esperam o complemento. "Já é alguma coisa, mas o ideal seria repassar o índice integral", disse Victor Pereira, do BES Securities, que não havia incluído a reajuste em suas projeções para os papéis da companhia. "O mercado sabe que a interferência política é grande na Copel e nem tinha idéia se o aumento viria de fato." Mesma opinião tem o analista de energia do Banco Pactual, Pedro Batista. "A Copel tem um programa de investimento e precisava rever a tarifa, inclusive aplicar o restante do reajuste", afirmou. Os investimentos programados para 2005 somam R$ 490 milhões, para obras de expansão e manutenção. Um analista de um grande banco disse que a companhia "começou a fazer as contas" e, por isso, decidiu pelo reajuste.
Os diretores da empresa não comentaram o assunto. No comunicado, a decisão é justificada pelo impacto da elevação de custos de encargos intra-setoriais, como a Conta de Desenvolvimento Energético, e a despesas operacionais como a compra da energia produzida por Itaipu Binacional e reajustada em janeiro em 7,6% no valor em dólar.
A obrigatoriedade de adesão ao novo modelo elétrico também foi citada. "A medida, objeto de questionamento judicial pelo governo do Paraná, resultou na perda da flexibilidade que a Copel tinha ao usar energia própria no atendimento dos consumidores", diz o texto. Parte do desconto será mantida para quem paga a conta em dia, de acordo com o texto, para estimular as atividades econômicas e a geração de emprego. "No entanto, o percentual deve ser reduzido para que o equilíbrio econômico-financeiro da Copel não seja comprometido", diz.

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