Petroquímica

Copesul estuda produção de elastômeros

A Copesul estuda a possibilidade de estruturação de um complexo de elastômeros no Sul e já inicia conversas com possíveis parceiros. A visão da empresa é de que este seria um nicho adequado ante a saturação do mercado nacional de etenos até 2015, diz Bruno Piovesan, CFO da Copesul.


31/01/2007 00:00
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A Copesul estuda a possibilidade de estruturação de um complexo de elastômeros no Sul. A  empresa já iniciou conversas com possíveis parceiros como a Vipal, Petrobras Energia, Petroflex, além de outros consumidores de derivados de segunda geração a partir de butadieno e isopreno.
 
O diretor de relações com o mercado da Copesul, Bruno Albuquerque Piovesan, informa que ainda não há definições concretas sobre a construção do complexo, mas que ele seria o único nicho de mercado com possibilidades de crescimento no Brasil até 2014 ou 2015, segundo a visão da Copesul.

Os investimentos previstos para o complexo de elastômeros seria de aproximadamente, US$ 630 milhões. Na primeira geração, a Copesul investiria US$ 150 milhões em duas planta: uma para a produção de butadieno, no valor de US$ 80 milhões para a o volume de 100 mil toneladas anuais;outra seria para a produção de isopreno, no valor de US$ 70 milhões e com uma produção de 30 mil toneladas por ano.

Na segunda geração, da qual participariam os parceiros e consumidores das matérias-primas produzidas pela Copesul, o investimento seria especialmente em três unidades industriais.

Uma seria para a produção de polibutadieno (um tipo de borracha usada no setor de autopeças), com capacidade de produção anual de 100 mil toneladas e investimento de US$ 300 milhões. Outra seria borracha TR (também usada no setor automotivo) no valor de US$ 160 milhões e produção de 30 mil toneladas por ano. A terceira unidade seria auxiliar, para a produção de negro de fumo (produto que faz os pneus negros), no valor de US$ 70 milhões e produção de 55 mil toneladas por ano.

"Queremos oferecer ao mercado o potencial que existe", declara Piovesan, que considera que o mercado petroquímico brasileiro estará saturado até 2014 ou 2015, além de considerar setores já preenchidos por outros players do mercado nacional. "Na cadeia do eteno e polietileno, o mercado não está pedindo mais produção", diz e acrescenta que o mercado nacional sofrerá ainda o impacto da entrada em operação do Comperj no futuro. Internacionalmente, o diretor observa que a negociação para a construção de um pólo petroquímico a partir de gás natural no Oriente Médio, vai impactar o mercado internacional de tal forma que haverá excesso de eteno e derivados também no exterior.

 
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