Petroquímica

Copesul lucra R$ 593,5 milhões e tem o melhor resultado de sua história

Empresa invistirá aproximadamente R$ 150 milhões em atualização tecnológica de suas plantas. Decisão sobre nova unidade de butadieno sairá ainda neste semestre


31/01/2005 00:00
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A petroquímica Copesul encerrou o ano de 2004 apresentando lucro líquido ajustado antes das participações de R$ 593,5 milhões, valor 191,2% superior aos R$ 203,8 milhões obitidos no ano anterior. Este é o melhor resultado da companhia desde o início de suas operações, há 28 anos.
Segundo o diretor de Relações com o Mercado da Copesul, Bruno Albuquerque Piovesan, o resultado foi gerado pela conjunção de um excelente desempenho operacional com uma conjuntura econômica e de mercado favorável. "Aproveitamos a situação favorável do mercado e operamos nossas plantas com a média de 96,6% de ocupação da capacidade instalada, que é um índice de excelência mundial", disse Piovesan.
A companhia utilizou parte do seu caixa disponível em 2004 para antecipar a liquidação de seus financiamentos com o International Finance Corporation (IFC), o Eximbank e o Banco do Brasil. A dívida líquida consolidada (dívida bruta contratada menos aplicações financeiras) baixou de R$ 829,6 milhões para R$ 76,2 mihões no período, o que representou uma redução de R$ 753,4 milhões.
A receita bruta da empresa com no período foi de R$ 7,2 bilhões, contra R$ 5,5 bilhões em 2003. A valorização das resinas termoplásticas produzidas pelos principais clientes a partir do eteno e do propeno, implicou em valorziação destes petroquímicos básicos, o que foi fundamental na construção do resultado comercial da companhia.
A produção de eteno – insumo destinado à cadeia de produção das resinas plásticas e principal produto da companhia – atingiu o recorde anual de 1,119 milhão toneladas em 2004. A produção total de produtos petroquímicos, solventes e combustíveis chegou a 2,906 milhões, e o consumo de matérias-primas (especialmente nafta e condensado) foi de 3.541 milhões de toneladas.
Em  2004, a Copesul investiu cerca de R$ 130,5 milhões (US$ 46,1 milhões) em melhorias operacionais para aumentar o potencial de confiabilidade das plantas nos próximos anos, o que inclui a implantação de um novo forno de pirólise, que entrará em operação neste ano.
Para este ano estão previstos investimentos de aproximadamente R$ 150 milhões (US$ 53 milhões). A maior parte desse volume será destinado a melhorias na Planta 2 das instalações da empresa, localizadas no município gaúcho de Triunfo. Está prevista a instalação de um forno compartilhado que custará cerca de R$ 30 milhões (US$ 10 milhões).
Também na Planta 2 será iniciado o projeto de revamp da unidade de extração de benzeno, para aumentar a produção desse aromático. Mesmo com a parada, o nível operacional global está projetado em 93%.
Ainda neste primeiro semestre, a Copesul decidirá se bate o martelo sobre a construção de uma nova unidade de butadieno – insumo básico para produção de borracha. Caso venha a ser realmente contruída, a nova unidade entrará em operação em meados de 2007 e dobrará a atual produção de butadieno, atualmente em 105 mil toneladas ano.
Piovesan admite que o desempenho econômico, tanto global quanto doméstico, deverá ser menor este ano do que em 2004, mas destaca que a tendência para o setor ainda é favorável. "De uma maneira geral, nossos investimentos este ano serão destinados a manter nossas condições de produção, nosso estado da arte. Queremos evitar uma sobrecapacidade de produção".

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