Preços

Cotação do petróleo mantém queda

Valor Econômico/ag.
09/11/2004 00:00
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O petróleo continuou em queda ontem, na expectativa da divulgação dos estoques americanos de combustíveis, que deve ocorrer amanhã. O petróleo tipo Brent, comercializado em Londres, fechou em US$ 45,92, com queda de 50 centavos de dólar, depois de atingir a mínima de US$ 45,40 durante o pregão. O Brent serve de referência para os custos da Petrobras.
Em Nova York, o tipo WTI fechou em US$ 49,09, com queda de 52 centavos de dólar. A mínima do dia foi de US$ 48,60.
"O mercado está se consolidando e pode ver mais quedas nos preços. Não há motivo para os preços subirem", disse Jim Ritterbusch, presidente do Ritterbusch & Associates, nos Estados Unidos.
Por volta do meio-dia, as perdas foram reduzidas por um breve momento com a notícia de que um sindicato de petroleiros nigerianos declararia "greve total" na semana que vem.
Negociadores ficaram cautelosos, contudo, depois que autoridades nigerianas disseram que os trabalhadores que aderissem ao movimento seriam demitidos.
Os sindicatos nigerianos freqüentemente ameaçam bloquear a produção de petróleo, que chega a 2,4 milhões de barris por dia no país, para pressionar o governo a ceder a suas demandas. Mas raramente as ameaças trouxeram consequências sérias.
A Arábia Saudita e o Kuwait pretendem gastar US$ 1,6 bilhão nos próximos cinco anos para elevar em cerca de 17% a produção de petróleo de seus campos de exploração em alto-mar compartilhados, como parte de um esforço para aumentar a oferta do produto num momento em que a demanda apresenta aumento acentuado.
"Pretendemos substituir instalações velhas e elevar a produção para 350 mil barris de petróleo ao dia até 2007", disse Abdul Hadi al-Awad, presidente do conselho administrativo da Kuwait Gulf Oil , que administra as áreas de extração compartilhadas com a Saudi Aramco, em entrevista no Kuwait. Os dois países produzem atualmente cerca de 300 mil barris de petróleo ao dia nesses campos, localizados na zona neutra que separa as duas monarquias.
A Arábia Saudita, o Kuwait e outros membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) estão produzindo petróleo em níveis próximos de seu limite, na tentativa de atender à demanda mundial.

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