Energia
Jornal do Commercio
A CPFL Energia pretende participar do primeiro leilão de eólica do País, previsto para novembro desse ano, por meio da aquisição de projetos já inscritos no certame, disse ontem o vice-presidente Financeiro e de Relação com Investidores da companhia, José Antônio de Almeida Filippo, em encontro com investidores na Apimec-Rio.
De acordo com Filippo, a empresa não tem nenhuma negociação concreta, mas tem observado empreendimentos em diversas fases de maturação, tanto green fields quantos já consolidados. O executivo não detalhou quanto a empresa prentende investir.
“Nós estamos avaliando ativos para entrar no leilão de éolica. Essa aquisição se torna viável porque com a crise os equipamentos estão mais baratos. Hoje, não temos condições de entrar no leilão justamente porque não temos um parque de geração”, afirmou.
O outro leilão que chama a atenção da CPFL é o da construção da usina de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), que tem previsão de realização para outubro. A usina, que terá em torno de 12 mil megawatts (MW) de potência instalada, foi orçada de R$ 7 bilhões a R$ 11 bilhões pelo governo federal. Filippo, porém, avaliou que a usina poderá ter o custo elevado para R$20 bilhões a R$ 25 bilhões.
A CPFL pretende participar do projeto por meio de consórcio com outras empresas, estatais ou privadas, no qual a companhia pretende deter, no máximo, 25% da sociedade. Outro pré-requisito para entrar como investidor no projeto, explicou, é que o bloco de controle seja privado.
“Belo Monte é o que temos de mais próximo como alvo. A energia gerada pela usina nos levaria a dobrar a capacidade que teremos assim que a usina Foz do Chapecó estiver pronta”, afirmou Filippo, referindo-se à hidrelétrica que está sendo construída em Santa Catarina, cuja CPFL detém 51% do empreendimento. Serão investidos R$ 1,328 bilhão na usina, que terá 463 MW de potência. A unidade deve entrar em operação no terceiro trimestre de 2010.
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